Primeiro dos sete acusados de matar Celso Daniel será julgado nesta quinta-feira em SP
Sérgio Roxo - Globo.com
SÃO PAULO - O primeiro dos sete acusados de participar da morte do então prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), em janeiro de 2002, será julgado nesta quinta-feira, em Itapecerica da Serra, na Região Metropolitana de São Paulo. Marcos Roberto Bispo dos Santos, o Marquinhos, não deverá ir e será julgado à revelia.
Segundo o site G1 , o réu teria entrado em contato com seu advogado, Adriado Marreiro. Na conversa, Marquinhos teria se mostrado disposto a comparecer ao julgamento. Marreiro, no entanto, orientou seu cliente a não comparecer, já que ele tem prisão decretada e é considerado foragido da Justiça.
Marquinhos tinha obtido este ano autorização para responder ao processo em liberdade. Mas, segundo o juiz Antonio Hristov, não foi encontrado semana passada no endereço que fornecera como condição para ter o benefício. Por isso, o juiz decretou novamente sua prisão preventiva. Ele agora é foragido da Justiça.
A expectativa é que o julgamento termine até o final da tarde. Segundo o Ministério Público, Marquinhos dirigia um dos três carros usados quando Daniel foi capturado. Ele apareceu morto com oito tiros dois dias depois, numa estrada de Juquitiba, vizinha à Itapecerica. Para os promotores, o crime foi encomendado por Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, ex-assessor de Daniel. Sombra participaria de esquema de corrupção na administração petista.

  
 Caso Celso Daniel: defesa diz que réu foi 'barbaramente torturado'
Simone Sartori  - Portal Terra
Direto de Itapecerica da Serra
A defesa do primeiro acusado do caso Celso Daniel, morto em janeiro de 2002, afirmou nesta quinta-feira, durante julgamento, no Fórum de Itapecerica da Serra (SP), que o réu Marcos Roberto Bispo dos Santos é inocente. O advogado Adriano Marreiro dos Santos explorou em sua defesa uma suposta divergência na conclusão das investigações da polícia e do Ministério Público sobre o crime e disse que o acusado foi "barbaramente torturado" para confessar suposta participação no sequestro e morte do prefeito de Santo André Celso Daniel, em janeiro de 2002.
"Não há prova pericial contra o acusado. A única confissão que pesa contra ele é a confissão que ele fez mediante tortura no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). Não há um depoimento nesse processo que afirme que o Marcos participou desses eventos", disse Marreiro.
A defesa disse ainda que o acusado estava na casa de uma tia no dia do crime e que ele "não tem postura de marginal". Segundo o advogado, Marcos, que tem 37 anos, "é bem apessoado, não tem tatuagem, não fala gírias" e reiterou que não há prova pericial contra ele. O réu não compareceu ao julgamento por temer ser preso após ter a liberdade provisória revogada. O promotor Francisco Cembranelli fez pelo menos quatro intervenções contra os argumentos da defesa durante o julgamento, que tem previsão de término às 18h.
A defesa do advogado Adriano Marreiro terminou às 13h13 após quase uma hora. Ele tentou também enfraquecer o depoimento do ex-deputado do PT e advogado de causas humanitárias Luiz Eduardo Greenhalgh sobre o caso Celso Daniel. Greenhalgh foi indicado para acompanhar as investigações do assassinato.
"(Luiz Eduardo) Greenhalgh estava lá abafando o caso. Ele estava lá para defender interesses partidários", afirmou. Greenhalgh teria, segundo a defesa do réu, participado das supostas torturas contra os acusados durante os depoimentos na polícia.
O segundo advogado a falar no julgamento, Marcelo Fernandes Pinto, reafirmou em sua breve defesa a tese de que não há provas contra o réu Marcos Roberto Bispo dos Santos.
O terceiro advogado Bernardo Campos Carvalho começou a falar por volta das 13h30 e se irritou com uma nova intervenção do promotor Francisco Cembranelli. "Quando estou falando, admito o aparte mas não admito falta de educação. Eu não vou permitir sua intromissão". O promotor rebateu. "Eu apenas peço que o senhor diga a verdade (sobre a fala do promotor durante sua exposição)".
Carvalho disse que o réu "é um coitado" e que foi 'vítima' da repercussão do crime na imprensa na época. "Eu queria uma prova, só uma, sobre a participação do réu".
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Os grifos são da postagem do site

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