Jessie  Jane de Souza
Pela editoria do site
www.averdadesufocada.com  
"Bermudes: Arquivo Nacional não é 'caixa forte' 
Jurista condena restrições aos dados do regime militar
Chico Otavio - O Globo - 06/11/2010
O jurista Sérgio Bermudes, ex-defensor de presos políticos, disse ontem que, se o Arquivo Nacional não pode difundir os documentos do regime militar (1964-85), é melhor que feche as portas. Bermudes condenou as medidas restritivas de acesso aos dados históricos, impostas pelos gestores do Arquivo, que provocaram a saída de dois historiadores (Carlos Fico e Jessie Jane Vieira de Souza) do projeto Memórias Reveladas, criado pelo governo federal e gerido pela instituição justamente para divulgar as informações do período.(...)"
 Observação do site www.averdadesufocada.com :
O Portal Memórias Reveladas continua no centro da polêmica. Até o momento, segundo reportagens, já recebeu cerca de 200 mil  páginas de documentos sobre o período da luta armada, além de livros e  audiovisuais, mas, parece que as equipes não estão se entendendo quanto a difusão dos mesmos. 
A apresentação do Portal é assinada pela então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff. Segundo ela, o projeto Memórias Reveladas foi criado  para colocar "à disposição de todos os brasileiros os arquivos sobre o período entre as décadas de 1960 e 1980 e das lutas de resistência à ditadura militar, quando imperaram no País censura, violação dos direitos políticos, prisões, torturas e mortes. Trata-se de fazer valer o direito à verdade e à memória.(...) "
 De onde terá partido a proibição de acesso a documentos solicitados  por historiadores , pesquisadores e repórteres?
 E, por que esses documentos somente poderão ser liberados para acusados, indiciados, ou  familiares de vítimas da repressão ?
O restante dos brasileiros não poderá ter acesso à história recente do país, mais especificamente, ao período compreendido entre as décadas de 1960 a 1985?
 Será que, como fica subtendido nesse trecho da apresentação, ficarão disponíveis para o público apenas  a violação dos direitos humanos, prisões e mortes, como tem acontecido até os dias atuais? E o direito à memória e à verdade de quem tem interesse em saber a história completa ?
Seria necessário para isso mais tempo para que fosse feita uma "limpeza" nos documentos, como fez a equipe que coletou dados em 1985 para a publicação do projeto Brasil Nunca Mais, omitindo  a motivação  para a luta armada,  o nome de seus líderes e seus crimes?
Será que as autoridades que criaram o Portal teriam interesse em liberar nomes de autoridades do governo?  Algumas dessas autoridades pertenceram, inclusive, ao comando nacional de organizações subversivo-terroristas que sequestraram, assaltaram , assassinaram e praticaram atentados a bomba.
 Será que liberariam  declarações como as da própria  Jessie Jane de Souza, em entrevista a Luis Macklouf Carvalho, no livro “Mulheres que foram a luta armada”, publicado em 1998, antes da Lei das Indenizações, que transcrevemos abaixo:.
“Nós fizemos o que o Marighella mandava fazer. Foi uma ação independente, dentro do quadro da violência necessária e legitima.”
“Havia o sonho de guerrilha no campo. O Toledo ainda não tinha morrido. Decidimos ir para Cuba. Todos nós éramos cubanófilos. Tinha um grupo da ALN em Cuba e queríamos chegar lá.(...)”
(...) “Nós queríamos ir para Cuba fazer treinamento, voltar com a ALN. Era isso. pensamos no seqüestro nessa dimensão.(...)”
(...) “Outras pessoas já tinham feito seqüestros antes de nós. Nós não inauguramos. Nós fomos os últimos.”
(...) “ todo o projeto da esquerda armada foi um processo inconsistente, porque não estava baseado no convencimento das massas. A concepção de partido leninista era complicada.
Vanguarda iluminada, uma concepção elitista da política.Nada tinha a ver com o que estava se passando na cabeça da população. Tanto é que o Médici era um presidente extremamente benquisto.”(...)
Observação:
Jessie Jane de Souza, no dia 1 de julho de 1970, juntamente com Colombo Vieira de Souza Júnior, Fernando Palha Freire e Eraldo Palha Freire sequestraram um avião Caravelle vindo de Buenos Aires e tentaram  desviá-lo para Cuba. Ao pousarem no Rio de Janeiro, para resgatarem 40 prisioneiros, a Aeronáutica , depois de negociações infrutíferas, invadiu o avião , libertou os passageiros, prendeu os quatro sequestradores. Um deles, Eraldo Palha Freire, ferido no tiroteio morreu três dais depois. O piloto também saiu ferido na perna.
Em 07/12/2006  a Comissão de Anistia concedeu  indenizações a Jessie Jane e Colombo . Os familiares de Eraldo Palha Freire (morto) e Fernado Palha Freire também devem ter sido indenizados
Fontes: A verdade Sufocada - A História que a esquerda não quer que o Brasil conheça
              Projeto Orvil
           
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Comentários  
#1 Valdeke Silva 04-04-2015 18:16
Os terroristas que agora governam o País só se preocupam em esmerilhar a própria biografia.Assum ir seus atos diante da sociedade, nem pensar.
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