Récua petista pede a derrubada da única coluna que hoje mantém em pé, a casa haitiana.

Um ato organizado pelo Comitê realizado no Auditório Teotônio Vilela da Assembleia Legislativa de São Paulo, reuniu esta semana cerca de 150 pessoas, entre eles 80 haitianos, para protestar contra a presença das tropas de ocupação no Haiti. Há mais de seis anos, o Brasil lidera as forças de ocupação da ONU (Minustah) no país. No encontro, foi elaborada uma carta para que a candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff, apoie a iniciativa.

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Bárbara Corrales, integrante do Comitê, abriu o ato lembrando que em outubro a ONU renova o mandato da Minustah, e que as presenças das tropas lideradas pelo Brasil fere a soberania do país, reprimindo manifestações e movimentos dos haitianos que lutam por seus direitos, em particular após o terremoto que destruiu o país há oito meses.

O deputado José Candido (PT/SP) afirmou que é de "solidariedade que o Haiti precisa e não de tropas". Já o representante do MST, Marcelo Buzetto, pediu a retirada das tropas o quanto antes. "Quantas escolas, quantos hospitais foram construídos após a ocupação? O que o Haiti precisa é de médicos, professores e não de tropas de ocupação", disse.

Em nome da delegação que está no Brasil para um intercâmbio de formação técnica da Via Campesina, dois jovens haitianos se manifestaram, destacando que "somente a solidariedade de movimentos como este poderia ajudar o povo do Haiti".

Ao final do evento, Markus Sokol, integrante da Direção Nacional do PT, leu a carta apresentada pela mesa para a candidata do PT, Dilma Rousseff, pedindo seu compromisso com a retirada das tropas brasileiras do solo do Haiti. Um dos trechos da carta fala que "se o Brasil quiser realmente ajudar o povo do Haiti a abrir caminho para a democracia e para a melhoria da situação, substitua os 1.200 soldados brasileiros por médicos, enfermeiros, bombeiros, técnicos e operários para reconstruir a destruição causada pelo terremoto".

O documento, assinado por unanimidade pelos presentes, deve ser entregue na próxima atividade onde a candidata esteja presente.

Abaixo a íntegra da carta:

 

Cara companheira,

Mais do que nunca, estamos juntos no combate pela vitória do PT, para impedir a volta dos tucanos e conquistar direitos.

E o resultado das urnas não deixa dúvida de que o povo não quer a volta do PSDB.

Há 6 anos tropas brasileiras dirigem as forças de ocupação da Minustah, no Haiti. E ano após ano, ao contrário de melhorar, a situação do povo haitiano só tem piorado

Ouvimos neste ato aqui na ALESP o depoimento dos companheiros do Haiti que disseram que querem "solidariedade, que buscam ajuda para que a situação na qual vivem seus irmãos possa ser superada. Solidariedade dos trabalhadores e jovens pela soberania do Haiti."

Assim, como aceitar que o professor Filbert, que lutava pelo direito a educação, tenha sido assassinato em frente ao Ministério da Educação, no ultimo dia 8/10, numa manifestação pacifica organizada pela UNNOH (União Nacional dos Professores do Haiti)?

O povo irmão haitiano - primeira republica negra do mundo, se libertou, há 206 anos atrás - paga até hoje por essa liberdade: é o país mais pobre do continente, uma situação agravada pela devastação, há 8 meses, causada pela passagem do terremoto que matou mais de 300 mil e deixou sem casa mais de 1 milhão de haitianos.

Como as tropas da MINUSTAH, que são responsáveis pelas mais graves intervenções e violência contra a integridade e soberania do país irmão, poderiam pretender estar no Haiti para a estabilização e para a paz?

Companheira,

Nós lhe pedimos solenemente o compromisso com a retirada das tropas brasileiras do solo do Haiti.

E se o Brasil quiser realmente ajudar o povo a abrir o caminho para a democracia e para a melhoria da situação, substitua os 1.200 soldados brasileiros da MINUSTAH por médicos, enfermeiros, bombeiros, técnicos e operários para reconstruir a destruição causada pelo terremoto.

Dando o exemplo, assim, aos outros 40 países que também têm tropas na MINUSTAH, para que façam o mesmo, que os 540 milhões de dólares, que é o custo anual dessas tropas, sejam usados na reconstrução, em ajuda alimentar, para construir escolas, hospitais etc.Assinam:

José Cândido (Dep. Estadual PT SP),
Milton Barbosa (MNU),
Kika - Valkiria S. Silva (CONEN),
Markus Sokol (DN-PT),
Marcelo Buzetto (MST),
Maria Gorete (MST),
Bárbara Corrales (PT Guaianazes),
Regina Lucia dos Santos (MNU),
Conceição Reis (Intecab),
Zindzi Silva G. dos Santos (Oriashé/MMM),
Raquel Pluft Fernandes (DZ PT-Campo Limpo),
Enedina Ferreira Andrade (MST),
Luis Paulo Almeida (MST),
Diana J. Fernandes (MST),
Dionara Soares Ribeiro ( MST),
Lara Spoto, Rosana Santos (MST),
Márcia Tereza Secca (Fórum SP),
Paulo Brito (Apeoesp SP),
Rafael Pinto (Conen),
Diogo Gomes,
Bruno Augusto Dias (Ilêasé Oya Mirewa),
Mãe Mirewa (Ilêasé Oya Mirewa),
Lucia Skromov (Comitê Pró-Haiti),
Eloísa Helena Alves da Silva (Negro Sim),
Mércia R. N. de Sousa (Ilêasé Oya Mirewa),
Clovis Bernardo da Silva,
Julia G. Ap. M. C. (Quilombo Cacadena),
Alcides Nogueira dos Santos,
Afonso Sihia,
Emmanuel Ulysse (Morepia),
Nelson Galvão (SINPEEM)

 http://www.defesanet.com.br/ph1/quake_eb_16.htm

 VISITEM O SITE QUE MOSTRA TODAS AS AÇÕES QUE ESTÃO SENDO FEITO EM PROL DO HAITI

http://www.sangueverdeoliva.com.br/onu/

 

 

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