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Categoria: Eleições
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  Lula, de Norte  a Sul , nos comícios de Dilma ,
  em Recife
 Lula comandará campanha de Dilma
O Globo
Eleição terá prioridade na agenda do presidente este mês. Estratégia imediata é conquistar votos de Marina
Gerson Camarotti
Com o segundo turno, a maior preocupação do comando da campanha petista e do presidente Lula é com o anticlímax na militância. A estratégia já pensada nas últimas horas é que o presidente Lula passe a assumir pessoalmente o comando da campanha. A avaliação reservada é que Dilma cresceu de forma significativa no mês de agosto depois que houve a forte exploração da imagem de Lula ao lado da candidata petista nos programas eleitorais gratuitos.
A prioridade de Lula vai ser exclusivamente a campanha de Dilma neste mês.
No primeiro turno, Lula dividiu esforços com várias campanhas estaduais e também com agenda de governo. Agora, será cancelada toda a possibilidade de
  
 São Paulo -  Lula  e o partido acima do Brasil
agenda internacional no mês de outubro que seria confirmada pelo Itamaraty caso Dilma fosse eleita no primeiro turno.
Outra estratégia imediata é trabalhar a conquista dos votos da candidata do PV, a senadora Marina Silva (AC). Já no primeiro turno, houve uma preocupação em não atacar diretamente Marina. Agora, a ordem é usar o PT do Acre liderado pelo senador eleito e exgovernador Jorge Viana para tentar fazer uma reaproximação com os setores do PV mais ligados a Marina.
Os petistas já consideram que será lucro uma postura de neutralidade de Marina.
  
 O Brasil, aos ratos e Erenices da vida...
— A ordem agora é fazer campanha e chamar todos os partidos aliados para esse esforço.
Temos que reanimar a militância. O PT já está acostumado com segundo turno. Isso já aconteceu com Lula. Nossa estratégia é de estabelecer o confronto e mostrar que a nossa candidata é melhor e representa o projeto do presidente Lula. A Dilma foi muito além do que era esperado e quase levou no primeiro turno — disse o líder do governo e coordenador da campanha, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).
Perfil agressivo assustou eleitor
Há o reconhecimento interno de que a campanha de Dilma subiu no salto alto nas últimas semanas. Nos bastidores, houve grande desconforto com o comportamento do
  
     De norte a sul, de leste a oeste.
      O que não se faz por um voto ?
presidente Lula, que, com o cenário de vitória, foi para o enfrentamento direto com a oposição e até mesmo com a imprensa. De acordo com um aliado da campanha de Dilma, Lula perdeu a imagem “Lulinha paz e amor”. E esse perfil mais agressivo pode ter assustado o eleitor.
Por isso, a determinação agora é que haja cuidado para evitar um perfil mais agressivo tanto de Lula como de Dilma. Já na reta final do primeiro turno a candidata petista suavizou o discurso e evitou ao máximo uma postura mais explosiva. Mas em alguns momentos da campanha, quando havia possibilidade de vitória em primeiro turno,
  
   Tudo, até inaugurar obras inacabadas!
Dilma também vestiu o figurino de Lula e abandonou a estratégia “Dilminha paz e amor”.
Segundo um coordenador de campanha, o PT subestimou o crescimento de Marina Silva. E teve influência também, claro, o escândalo de tráfico de influência que culminou com a demissão da ex-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, principal auxiliar de Dilma no governo.
Além disso, os petistas avaliam que a campanha sofreu um grande ataque especulativo nos votos de católicos e evangélicos com boatos difundidos na internet de que Dilma era favorável ao aborto. Dilma perdeu cerca de 10 pontos percentuais apenas entre o eleitorado evangélico.