Manifestantes seguram cartazes manifestando
  apoio ao movimento policial rebelde, em Quito

Correa acusa policiais de impedir sua saída de hospital
30/09/2010 • 21h39 • 
O presidente do Equador, Rafael Correa, acusou os policiais rebelados de impedirem sua saída do hospital de Quito no qual se refugiou nesta quinta-feira depois de ser agredido em um quartel, em declarações dadas por telefone à emissora estatal. "Não me deixaram sair", disse Correa, "cercaram todas as saídas do hospital".
"Na realidade, nas primeiras horas não podia sair porque tinha soro e porque estavam tratando a minha perna. Mas há algumas horas eu estava pronto para sair e não pude porque não desbloquearam as saídas", prosseguiu. Correa recentemente operou o joelho e caminha com a ajuda de um andador.
"Obviamente, isso é sequestro, sequestraram o presidente", completou.
Correa foi agredido nesta quinta-feira pela manhã quando foi a um quartel falar com policiais que protestavam contra o corte de benefícios, previsto por uma lei destinada ao serviço público.
O presidente equatoriano também descartou qualquer diálogo com os policiais rebelados enquanto estes mantiverem a rebelião, afirmou em declarações à emissora estatal.

Protestos
Os distúrbios registrados no Equador têm origem na recusa dos militares em aceitar uma reforma legal proposta pelo presidente Rafael Correa para reduzir os custos do Estado. As medidas preveem a eliminação de benefícios econômicos das tropas. Além disso, o presidente também considera a dissolução do Congresso, o que lhe permitiria governar por decreto até as próximas eleições, depois que membros do próprio partido de Correa, de esquerda, bloquearam no legislativo projetos do governante.
Isso fez com que centenas de agentes das forças de segurança do país saíssem às ruas da capital Quito para protestar. O aeroporto internacional chegou a ser fechado. No principal regimento da cidade, Correa tentou abafar o levante. Houve confusão, e o presidente foi agredido e atingido com bombas de gás. Correa precisou ser levado a um hospital para ser atendido. De lá, disse que há uma tentativa de golpe de Estado. Foi declarado estado de exceção no Equador - com militares convocados para garantir a segurança nas ruas. Mesmo assim, milhares de pessoas saíram às ruas da cidade para apoiar o presidente equatoriano.

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