Aloysio Nunes Ferreira -moto-
  rista de Carlos Marighella-ALN
Pela editoria do site
www.averdadesufocada.com  
"Luta armada foi um erro
Candidato tucano afirma que sua participação foi um equívoco muito sério, mas motivado por razões éticas
Evandro spinelli - de São Paulo(...)
(...)Lembrando de seu passado de luta armada, quando chegou a participar de assaltos, Aloysio diz que foi um erro. Mas não se arrepende. "Aquele caminho que eu adotei eu considero que foi um equívoco político muito sério, mas eu adotei por um impulso ético."(...)
(...)Folha - (...)O sr., como Dilma Rousseff, militou em organizações de extrema que praticavam a luta armada.
Aloysio Nunes - Muitos jovens da minha geração, num determinado momento optaram por um caminho de extrema esquerda. Muito mais por indignação do que como consequência de uma elaboração política cuidadosa. (...) 
Leia a íntegra da entrevista em .folha.uol.com.br
 
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Texto completo



Alguns ex-militantes de organizações subversivo-terroristas, poucos é verdade, dizem reconhecer que a luta armada foi um erro , "um equívoco político muito sério" , alegam que optaram pelo caminho da luta armada  em defesa da liberdade , como reação ao regime militar, lutavam pela democracia.
 Dilma jamais admitiu que a luta armada foi um erro. Afirma que lutava pela democracia.
Não é verdade. Eles jamais fizeram parte de uma resistência democrática. Isso não passa de uma lenda para se justicarem perante determinadas platéias. Alguns inocentes úteis até podem ter sido enganados. Na realidade, a maioria deles já pertencia à organizações que lutavam para implantar no Brasil uma ditadura  revolucionária. O plano ofensivo e ditatorial vinha de longa data , com líderes experientes, alguns, inclusive, que já haviam  participado da Intentona Comunista. Muitas organizações já atuavam antes da contra-revoluçao de 1964., como a POLOP ( organização da qual Dima foi militante
Salomão Malina, secretário do PCB , em seu livro "O último secretário", confirma que o 'partidão' - PCB , com o apoio de Luis Carlos Prestes, planejava um golpe em 1964, antes dos militares assumirem o poder . Ele também afirma que esse desejo vinha de longe - declara que havia uma organização clandestina  dentro do PCB desde a Revolução de 1930 .
A radicalização começou a partir de 1961 ,. Militantes foram enviados a países comunistas para se prepararem em cursos de guerrilhas. Estavam sendo preparados  para iniciarem a revolução popular.
Jacob Gorender, ex- guerrilheiro do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário -PCBR-,  em "Combate nas Trevas", também admite que uma revolução do Exército do Povo -EP-, estava em curso no Brasil e, inclusive intitula o capítulo 8 de seu livro de "Pré-revoluçâo e golpe preventivo ".
Portanto, a contra revolução de 1964 foi  uma reação ao que estava por vir.
Ainda,  segundo Daniel Aarão Reis, ativo militante da luta armada , ex-guerrilheiro do Movimento Revolucionário 8 de Outubro -MR-*, ninguém pensava em reempossar João Goulart . Ele declara em entrevista ao Globo de 29/03/2004:
"As esquerdas radicais se lançaram na luta contra a ditadura , não porque a gente queria uma democracia , mas para instaurar o socialismo no país, por meio de uma ditadura revolucionária, como existia na China e em Cuba . Mas, evidentemente, elas falavam em resistência palavra muito mais simpática, mobilizadora, aglutinadora."
Outro mito que os subversivo- terroristas repetem como um mantra é que partiram para a luta armada 
" por que a militância estudantil ficou de mãos atadas depois do AI-5. "Foi a própria ditadura que jogou os jovens nos braços da luta armada". 
A afirmaçaõ não é verdadeira. A realidade é outra. O governo  promulgou o AI -5 em 13 de dezembro de 1968,   em reação aos atos subversivo - terroristas. Vejamos o que , ano a ano, provocou a promulgação  do AI-5:
1964
Um atentado a bomba, em protesto à Lei Suplicy,  no Cine Bruni, Largo do Paissandu, no Rio de Janeiro, mata o vigia Paulo Macena
Plano  de reação armada no Rio Grande do Sul - atacar quartéis; tomar Base Aérea de Canoas -,  sequestrar aviões e com eles  bombardear o Palácio Piratini, sede e residência do governador do RS ( frustrada com a prisão do major-aviador Alfredo Ribeiro Daudt)
1965
Brizola, do Uruguai, onde estava refugiado cria a Frente de Libertação Nacional - FLP-.
Fazem parte: Leonel Brizola (Grupo dos Onze*), Max Costa Santos, José Guimarães Neiva Monteiro, Darcy Ribeiro , Paulo Schilling, Aldo Arantes(AP*), Hércules Correia dos Reis (PCB*) e Cláudio Antônio Vasconcelos Cavalcante ( PORT*) -
* Grupos que , antes de 1964 já existiam e planejavam a tomada do poder.
Planos da FLP : praticar atos de guerra, atos de sabotagem urbana e manter focos de guerrilha. levando o país a uma guerra civil.
Foram várias as tentativas de Brizola para desencadear  uma reação armada ao regime militar. Com  o apoio de Fidel Castro envia militantes para treinamento de guerrilha em Cuba. Inclusive, recebe apoio financeiro de Fidel.
Operação Três Passos - Vários seguidores de Brizola, oriundos  da Brigada Militar  do Rio Grande do Sul  e alguns das Forças Armadas, desencaderam  um plano de ataque ao governo; ataques a  quartéis para roubo de fardamento e munição e recrutamento de novos adeptos.
Seriam 2 grupos  - um vindo do sul que seria comandado pelo cel Jefferson Cardim de Alencar Osório. O outro grupo partiria da Bolívia e seria comandado pelo ex- coronel-aviador  Emanoel Nicoll . Pretendiam em 31 de março de 1965, juntos, chegarem a Brasília e tomarem o poder.
O primeiro grupo atravessou o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e chegou ao Paraná. Entre São José e Santa Lúcia,  foram localizados  por um pelotão da 16ª Companhia  do 13º RI . Percebendo o cerco, os subversivos prepararam uma emboscada em uma curva da estrada. No entrevero morreu o sargento Carlos Argemiro Camargo.
O Coronel Jefferson Cardim Osório e alguns de seus seguidores , foram presos.
Sem desistir, Brizola cria o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), organização composta por militares cassados e outros que continuavam na ativa , militando clandestinamente.
Ação Popular (AP)  prepara sua Comissão militar para a luta armada.
1966
Osvaldo Orlando da Costa ,o Osvaldão, chega ao Araguaia, mandado pelo PCdoB para implantar o foco de Guerrilha na Região do Araguaia
Explodem seis bombas em Recife
Atentado a bomba contra Costa e Silva ( sétima )  no Aeroporto de Guararapes , Recife, PE . Na ocasião, morre o almirante  Nelson Gomes Fernandes e o jornalista Edson Régis Carvalho. Treze pessoas ficam feridas seriamente , entre elas o tenente-coronel Sylvio Ferreira da Silva < que perde alguns dedos da mão esquerda e tem ferimentos na coxa; e o guarda-civil Sebastião Thomaz de Aquino, o Paraiba.  Organização responsável Ação popular -AP
 
Guerrilha do Caparaó -  No final de 1966  os primeiros militantes do MNR  começaram a se deslocar para a região Serrana entre o espírito Santo e Minas Gerais para a instalação de um foco guerrilheiro, na Serra do Caparaó.  Seriam , segundo os planos de Brizola,  instalados também focos em Mato Grosso e no Brasil Central
1967
Guerrilha do Caparaó
- Devido a vários problemas técnicos,  região muito alta e fria, falta de apoio logístico ( falta do dinheiro que seria enviado por Brizola), os guerrilheiros para sobreviver, começaram a abater animais e roubar alimentos. Em março, denúnciados  por habitantes locais, foram cercados e presos pela Polícia Militar de Minas Gerais.
Vanguarda Popular  Revolucionária  (VPR) - Com o fracasso da empreitada, remanescentes do MNR, militares cassados e da ativa criam em São Paulo, a
VPR 
Aliança Libertadora Nacional
- ALN - Marighella, cuja trajetória revolucionária remonta à década de 30 , militando na Ala Comunista  busca apoio no meio estudantil,  entre operarios e clero e cria a ALN.
Marighella manda militantes ( I Exército da ALN ) para treinamento em Cuba. Com sua volta intensificam-se os assaltos.
A ALN assalta um carro pagador
ALN mata o fazendeiro  José Gonçalves Conceição - Zé Dico-, em S/P .
1968
O PCdoB
aumenta o número de militantes no Araguaia e começa a cooptar moradores e militantes que serão levados pouco a pouco  para a região. 
ALN explode uma bomba no consulado dos EUA, em S/P.  Um estudante - Orlando Lovécchio - é ferido e perde uma perna
Morre em manifestação no Rio o estudante Edson Luis de  Lima    Souto.
Intensificam-se os protestos, arruaças e depredações , greves e assaltos
Greve em Contagem, MG
Greve em São Bernado do Campo
O governador paulista Abreu Sodré é apedrejado em comício  
Passeata dos  100 mil  - morrem 8 pessoas entre manifestantes, transeuntes e o sargento PM Nelson de Barros
Assalto ao Hospital Militar do Cambuci - São Paulo - SP 
A VPR explode uma bomba no QG do II Exército - São Paulo -  Morre Mario Kosel Filho e mais 5 pessoas ficam feridas
o Colina mata no Rio de Janeiro  o major alemão  Edward von Westernhagen
O general  Médici , comandante do III Exército   pede o Estado de sítio  
Nova greve  em Osasco, na Cobrasma
A ALN assalta o vagão pagador da Santos Jundiaí
VPR, mata em São Paulo o capitão americano Charles Chandler, quando saia de sua casa paar a faculdade. Sua mulher e seus filhos menores presenciam o atentado.
Foram contabilizados pelo menos 21 assaltos a bancos
Havia um saldo de 19 mortos, e cerca de 30 assaltos a bancos, ataques a quartéis, depredações, incêndios de carros particulares , onibus e viaturas militares.Como já foi dito acima, o AI-5 foi promulgado em 13 de dezembro de 1968, como uma reação extrema para conter a violência que assolava o país.

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