Fidel , tal qual  Fênix , renascido das cinzas!
O belo adormecido 
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira
Brasília -17/09/2010
Dias atrás, Fidel acordou. Coçou os olhos, mirou à volta, e estupefato bradou “meu Deus, não deu certo”
O indigitado monarca referia-se ao baixíssimo nível de vida, da paupérrima economia, do ridículo desenvolvimento e do retrocesso no qual sua ditatorial gestão comunista lançara a “salerosa” Cuba.
O inocente Fidel acordara do sonho que construíra em sua distorcida cabecinha, e, de repente, mergulhara de cabeça no real pesadelo em que vive o povo cubano há mais de sessenta anos.
Fidel para acordar não fora beijado, nem por um príncipe, nem por uma feia, quanto mais bela princesa. Sua majestade levara um chute no traseiro, diante das inqualificáveis condições de vida, que tão duramente acometera ao seu povo para alimentar sua sede de poder e sua arcaica ideologia ou vice-versa.
Ao acordar e defrontar sua terrível obra, gestada na sua loquaz administração, poderíamos esperar pelo pior ou pelo melhor, mas, infelizmente, não suspendeu a respiração até morrer, não enforcou-se envergonhado, não flagelou-se, como deveria, não pegou seu boné e deu o fora, limitou-se apenas a dizer “que não deu certo”. Enfim, seu tardio desabafo não reparará décadas de empobrecimento e o aviltamento da sociedade cubana.
Não apontou culpados, e não esbravejou “mea culpa”. Nada fez, a não ser retornar, e sentar-se no seu velho trono.
No Brasil, alguns apostam que pelo menos a metade da velha guarda comunista, também tenha acordado e, pasmem, parece que abandonaram aquela velha certeza de que a pobre Cuba era o modelo da brilhante gestão comunista.
A metade é um provável exagero. Talvez uns 10 %. O restante, ainda não acordou.
Tempos atrás, escrevemos que Cuba estava abandonando a salutar e cômoda política da distribuição de “Bolsas”. Aqui como lá, proliferaram as “Bolsas”. Tanto distribuíram, tanto sacaram dos outros, que a carga estava pesada demais para os explorados. Terminou faltando merda para todos.
Já era um sinal, modesto, de que se iniciava o desmascaramento de uma utopia.
Agora, diante da notícia de que serão despedidos quinhentos mil funcionários do governo cubano, até o próximo ano, estamos diante da decretação oficial da falência do sistema de “compadrio”, da indicação política, da mamata politiqueira, do tudo pelos “camaradas”.
É o corte na própria carne, pois imaginamos que o inchaço e o aparelhamento da inoperante máquina governamental, evidentemente, ocorreram no reinado do idolatrado Fidel Primeiro e Único, e não foram pendurados nas tetas da mãe-pátria os seus inimigos, mas os seus acólitos, os seus cupinchas e apaniguados.
Evidentemente, uma administração dirigida por indicações pessoais, distantes das qualificações inerentes à pratica da meritocracia, só poderia redundar, como redundou, num verdadeiro fracasso.
A evidência do malogro salta aos olhos do mundo há pelo menos quarenta ou cinqüenta anos. Nos olhos do belo adormecido Fidel, somente ontem.
No Brasil, quando a metamorfose virá ao público para dizer “que não deu certo?”
Vamos esperar por quantos anos? Até afundar como Cuba?

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