Atentado a bomba no QG do II Exército,
 praticado pela VPR - organização de

 Lamarca -, em 1968, antes da fusão
Pela editoria do site
www.averdadesufocada.com

Dilma, a fusão da  VPR  com o COLINA e criação da  VAR-Palmares
Os contatos para fusão do Comando de Libertação Nacional - COLINA ( organização de Dilma) com a Vanguarda Popular Revolucionária - VPR  ( organização de Lamarca) foram feitos em abril de 1969 , numa casa do litoral paulista, próxima a Peruibe. Estavam presentes nessa o primeira reunião:
- pela  VPR: Carlos Lamarca, Antônio Espinosa, Chizuo Ozawa- "Mário Japa" -, Fernando  Mesquita Sampaio, Cláudio de Souza Ribeiro; e
- pelo COLINA : Carlos Franklin Paixão de  Araújo, Dilma Rousseff, Maria do Carmo Brito, Carlos Alberto de Freitas  e Hérbert Eustáquio de Carvalho.

Texto completo
Ao final do encontro foi emitido um "Informe Conjunto", que comentava "a perfeita identidade política das duas organizações" o que deveria conduzí-las à fusão,
 

  Participantes: João Lucas Alves, Severino Viana 
  Collon ( ambos mortos )  e Amilcar Baiardi , pro-
  fessor universitário
  ( COLINA, antes da fusão) *   

que ainda não fora concretizada oficialmente, em face da ausência de alguns membros do Comando Nacional do COLINA. Por esse motivo foi marcada uma nova reunião para o mês de julho que ultimaria a fusão e um congresso para referendá-la.
 Nesse período, entretanto, as ações armadas não pararam. Na noite de 22 de junho militantes das duas organizações assaltaram uma companhia do 10º Batalhão da Força Pública do Estado de São Paulo, em São Caetano do Sul,  roubando 94 fuzis, 18 metralhadoras Inas, 30 revólveres Taurus, calibre.38, 360 granadas e cerca de 5000 cartuchos de calibres diversos. Aumentava o arsenal já conseguido com os assaltos à Casa de Armas Diana e ao 4º Regimento de InfantariaI, planejado e executado por Lamarca  que era capitão  e servia lá.
No início de julho, numa outra casa do litoral Paulista, em Mongaguá, realizou-se a denominada Conferência de Fusão, com o comparecimento de todos os integrantes dos dois Comandos Nacionais. No "Informe sobre a Fusão", datado de 7 de julho de 1969, já aparecia o nome da nova organização - Vanguarda Armada Revolucionária Palmares - VAR-Palmares, que iria, também, ganhar a adesão de militantes da Dissidência do PCB de São Paulo - DI/SP.
 Foi eleito o seguinte Comando Nacional, com três elementos oriundos de cada organização:
- da VPR : Carlos Lamarca, Antonio Roberto Espinosa e Cláudio de Souza Ribeiro; e
- do COLINA : Juarez Guimarães de Brito, Maria do Carmo Brito e Carlos Franklin Paixão Araújo.
 Dilma, já vivendo com Carlos Franklin Paixão de  Araújo, bem posicionada no COLINA, defendia, na fusão das organizações, a necessidade de um trabalho paralelo às ações de massa, pois era preciso o apoio do povo para desencadear a revolução.
Essa fusão criou uma nova organização que, segundo estudos, se tivesse perdurado por mais tempo, poderia ter sido uma das maiores . Alguns militantes chegam a calcular  que a  VAR-Palmares pode ter tido  mais de 2000 militantes entre grupos armados e apoiadores logísticos.
O estatuto da nova organização não deixava dúvidas quanto a sua finalidade
 " A Vanguarda Armada Revolucionária - Palmares é uma organização politico-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo."
 Estruturalmente foram criados dois grandes setores:
- Setor de Luta Principal , para tratar do treinamento e da formação da " Coluna Guerrilheira"; e
- Setor de Lutas Complementares, encarregado das lutas urbanas e da coordenação das regionais de São Paulo, Guanabara, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e Bahia.
-  A VAR - Palmares dispunha, como muitas outras organizações, de um setor de falsificação de documentos . Dilma chegou a usar  esses serviço falsos: portava como documentos carteira de identidade, título de eleitor e carteira de estudante com os nomes de  Maria Lucia dos Santos e Marina Guimarães Garcia de Castro . Sues codinomes eram : Vanda, Estela e Patrícia.
 Apesar da fusão ter sido concretizada, as discussões da conferência não foram tranquilas, transcorrendo num clima tenso e, por vezes, tumultuado. Os " massistas", oriundos do COLINA, mais bem preparados politicamente, criticavam os "militaristas" da VPR, pelo " imediatismo revolucionário" que defendiam. Ao mesmo tempo, entrando com 55 milhões de cruzeiros e um grande arsenal de armas, munições e explosivos, os oriundos da VPR sentiam-se moralmente fortalecidos, em face da falta de dinheiro e das duas metralhadoras Thompson e 4 pistolas , trazidas pelo COLINA.
Entretanto, tudo foi esquecido quando Juarez Guimarães de Brito apresentou o seu trunfo, o planejamento da " grande ação", que poderia dar à VAR-Palmares a sua independência financeira.
 A grande Ação
 Gustavo Buarque Schiller, o "Bicho", era um secundarista da Guanabara que havia participado das agitações estudantis em 1968 e era ligado ao COLINA. De família rica, morava em Santa Tereza, RJ, próximo à casa de sua tia Anna Benchimol Capriglione , conhecida como sendo a "amante do Adhemar", ex- governador de São Paulo. Ao saber que no casarão de sua tia havia um cofre com milhões de dólares, levou esses dados à organização. Essas informações foram suficientes para que fosse praticado o maior assalto feito por qualquer organização terrorista no Brasil. A féria foi excelente, inimaginável: dois milhões, oitocentos mil e sessenta e quatro dólares .
Segundo reportagem da revista Piauí de abril de 2009: "Nem Dilma nem Araujo participaram da ação, mas ambos estiveram envolvidos na sua preparação.", e Franklin Paixão de Araújo afirma que foi ele que levou, de Porto Alegre , o metalúrgico Delci Fensterseifer para abrir o cofre com maçarico.
Ainda segundo a revista Piauí, "Carlos Franklin Paixão de Araújo, deu um depoimento no DOPs de SP onde declarou que ficou em seu poder com 1.2 milhão de dólares, dividido "em três malas de 400mil dólares cada uma" e que o dinheiro ficou cerca de uma semana, "em um apartamento à rua Saldanha Marinho, onde também morava Dilma Vana Rousseff Linhares ". Araújo não quis comentar o depóimento ao Dops. E nem outros, como um de Espinosa, que fala em 720 mil dólares terem ficado com a organização, ou um outro militante, que chega à soma de 972 mil dólares. "
Sobre o destino da fortuna jamais se chegou a nenhuma conclusão e Araújodeclara na mesma  reportagem da Revista Piauí : " É impossivel chegar a uma conclusão sobre isso que não tem mais importância nenhuma".
Continuando a reportagem a revista trancreve-se o seguinte:" Num dos inquéritos é dito que Dilma Roussef "manipula grandes quantias da VAR-Palmares. É antiga militante de esquemas subversivo-terroristas. Outrossim, através do seu interrogatório verifica-se ser uma das molas mestras e um dos cérebros dos esquemas revolicionários postos em prática pelas esquerdas radicais. (..)"
 O que é crível, pois, Dilma, segundo depoimentos, era encarregada da parte financeira da nova organização, juntamente com seu marido Franklin Paixão de Araújp - "Max" - ,  ambos pertencentes ao comando nacional
O destino desse dinheiro é um mistério. Nenhum dos envolvidos na ação, direta ou indiretamente, comenta, muito claramente, como foi gasta essa fortuna.
 Versão do Projeto Orvil
O "Projeto ORVIL", escrito por oficiais do Centro de Informações do Exército (CIE), ficou pronto em fins de 1987 e nunca foi editado.Apenas cópias, em xerox, foram distribuidas.para algumas pessoas, inclusive jornalistas. Uma destas cópias foi entregue à editoria deste site ( www.averdadesufocada.com ) onde pode ser lida. Até a presente data já foram feitos 45 000 mil acessos.
A versão, até hoje não contestada, dessa "grande ação", constante no "Propjeto Orvil", cujo nome verdadeiro é "Tentativas de Tomada do Poder", também chamado pela esquerda de "Livro Secreto do Exército" e "Livro Negro da Ditadura" é a seguinte:
" Na tarde de 18 de julho de 1969, 13 militantes da VAR-Palmares, disfarçados de policiais e comandados por Juarez Guimarâes de Brito, invadiram o casarão de Anna Benchimol Caprigione, dizendo estar à cata de "documentos subversivos". 
Após confinarem os presentes numa dependência do térreo da casa, um grupo subiu ao segundo andar e roubou, por meio de cordas cordas lançadas pela janela, o cofre de 200 Kg, colocado numa Rural Willys. Em menos de 30 minutos, consumava-se o maior assalto da subversão no Brasil.
Participaram do roubo: Wellington Moreira Diniz, José Araújo Nóbrega, Jesus Paredes Sotto, João Marques de Aguiar, João Domingos da Silva, Flávio Roberto de Souza, Carlos MInc Baunfeld, Darcy Rodrigues, Sônia Eliane Lafoz, Reinaldo José de Melo, Paulo Cesar de Azevedo Ribeiro, Tânia Manganelli e mais um terrorista da VAR- Palmares. 
Levado para um "aparelho" localizado próximo ao Largo da Taquara, em Jacarepaguá/RJ, o cofre foi aberto com um maçarico, com o cuidado de enchê-lo de água, através da fechadura, para evitar que o dinheiro se queimasse. Aberto, os militantes puderam ver , maravilhados, "milhares de cédulas verdes boiando". Penduraram as notas em fios de "nylon" estendidos por toda a casa e secaram-nas com ventiladores. Ao final, os dois milhões, oitocentos mil e sessenta e quatro dólares atestavam o sucesso da "grande ação".
Além das inevitáveis especulações sobre as origens da fabulosa quantidade de dólares, encontrada no cofre, no lugar dos esperados documentos comprometedores que procuravam, encontraram apenas cartas e papéis pessoais e nada que pudesse incriminar o ex-governador.
O destino dado ao dinheiro nunca foi devidamente esclarecido, perdido nos obscuros meandros da cobiça humana sobrepondo-se à ideoloigia. 
Juarez e Wellington Moreira Diniz deixaram todo o dinheiro num "aparelho" na Rua Oricá, 768, em Braz de Pina/RJ, guardado por Luiz Carlos Rezende Rodrigues e Édson Lourival Reis Menezes. Após alguns dias, Juarez foi buscar o dinheiro e determinou que esses dois militantes viajassem para a Argélia. Édson foi, em 12 de agosto, a fim de comprar armas e Luiz Carlos, para fazer um curso de guerrilha. 
  

 Entre essas 120 cruzes, fincadas em frente ao Congresso
 
Nacional, pelo Grupo ONG TERNUMA , em 2004 e 2005, estão
 os mortos pelo Colina e pela VPR, antes e depois da  fusão .
 Vítimas que eles e a Secretaria de Direitos Humanos fazem
 questão de esquecer.

Cerca de 300 mil dólares foram colocados em circulação, sabendo-se que muitos militantes receberam 800 dólares para emergência. Os dirigentes passaram a viver sem dificuldades financeiras. Inês Etienne Romeu recebeu 300 mil dólares. Cerca de 1,2 milhões foram distribuídos pelas regionais, para aquisição de armas, "aparelhos" e carros, além da implementação das possíveis áreas de treinamento de guerrilha. 
 
No final de setembro 1969, Maria do Carmo Brito entregou ao Embaixador da Argélia no Brasil, Hafif Keramane, a quantia de um milhão de dólares. As ligações do Embaixador Keramane com o COLINA, através de Juarez e Maria do Carmo Brito, iniciaram-se em 1968, tendo o diplomata argelino auxiliado essa organização na aquisição de armas e na preparação de viagens de militantes para fazer curso na Argélia. Um deles foi Chizuo Osava, " Mário Japa", em novembro de 1969. 
Quanto a Gustavo Buarque Schiller, o "Bicho", seu destino foi mais claro, - se não, trágico - do que o dos dólares que denunciou. Logo após o assalto, passou para a clandestinidade, no Rio Grande do Sul, onde usou os codinomes de "Luiz" e "Flávio". Preso em 30 de março de 1970, foi banido para o Chile, em 13 de janeiro de 1971, em troca da vida do embaixador suiço. Depois de passar longos anos de dificuldades financeiras na França, retornou ao Brasil em 18 de novembro de 1979. Movido por "conflitos existenciais", suicidou-se, em 22 de setembro de 1985, atirando-se de um edifício em Copacabana.
Com os dólares, com as armas e com os militante preparados, a VAR-Palmares nascia grande e prometia tornar-se a maior das organizações subversivas brasileiras.
Os conflitos ideológicos entre seus integrantes, originados de uma fusão que nunca desceu da cúpula dirigente às bases, acabariam por dividi-la e enfraquecê-la."
Próximos capítulos : " O RACHA"
Leia em "Vale a pena ler de novo "  a matéria " O Terceiro militante "
Fonte
Projeto Orvil
Revista Piauí
A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça.- Carlos Alberto Brilhante Ustra

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