Correio Braziliense 
Sem saber se o atentado de quinta-feira em Bogotá foi obra da guerrilha esquerdista, da extrema direita ou de cartéis do tráfico, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, prometeu ontem que seu governo “não repensará sua política” — que, nos primeiros dias foi acenou para o diálogo e a diplomacia.
Ele frisou, porém, que a oferta não é incondicional e qualquer negociação terá como premissa gestos de paz. “Que libertem os sequestrados, deixem o terrorismo, libertem as crianças que recrutaram à força, deixem a extorsão, deixem de atuar como terroristas.
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Até que não vejamos isso, a chave (do diálogo) ficará muito bem guardadinha”, afirmou o presidente durante cerimônia militar no departamento do Cauca, no sudoeste do país, o mais afetado nos últimos meses pela guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).Santos confirmou que a ordem é “endurecer, endurecer e endurecer” contra o terrorismo: “Isso é o que faremos, que é o que tanto deseja o Cauca: que esses terroristas deixem de molestar, de atacar a população”. O ministro da Defesa, Rodrigo Rivera, aproveitou para lembrar que, já no início da semana, o presidente havia desautorizado qualquer iniciativa paralela de diálogo com grupos armados ilegais. “A resposta é não, obrigado. Nem no exterior, nem na Colômbia”, afirmou.
“O governo nacional, quando for oportuno, quando considerar que as circunstâncias foram dadas — e elas não estão dadas —, vai tirar a chave do bolso e abrir a porta”, completou.
Rivera revelou que o governo está desenhando uma nova estratégia para recuperar a segurança no Cauca, que tem se mostrado
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