Operação limpeza de arquivo - Vale a pena ler de novo

 
  Carlos Minc, companheiro de armas de Dilma
"Minc: Dilma não roubou "cofre do Ademar" em 1969 "- O GLOBO
BRASILIA. Ex-colega de Dilma Roussef na luta armada contra a ditadura, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que a chefe da Casa Civil teria desempenhado papel de pouco destaque na organização clandestina VAR- Palmares, da qual ambos participaram no fim dos anos 60. Presa e torturada pela repressão, Dilma já relatou sua participação no grupo. 
Em entrevista publicada na edição deste mês da  revista "Playboy", Minc disse que a pré-candidata do PT à sucessão do presidente Lula não participou da mais conhecida ação da organização: levar US$ 2,6 milhões de um cofre do ex-governador paulista Adhemar de Barros, em julho de 1969. Minc estava entre os militantes que invadiram a casa de Anna Capriglione, suposta amante do governador, em Santa Tereza.
- Posso falar com tranquilidade que ela não participou dessa ação .Eu garanto - disse o ministro.
Perguntado se Dilma liderava a organização, o ministro disse que os relatos sobre a atuação dela são exagerados.
- Realmente não é verdade. Numa certa época nós fomos do mesmo grupo, mas ela não tinha nenhuma proeminência. Como ela é uma pessoa importantíssima, fala-se qualquer coisa sobre ela, que teve participação em determinadas ações, e realmente isso não aconteceu.
Em pelo menos três ocasióes, Dilma afirmou não ter participado do assalto ao cofre (...)"

Comentário do site   www.averdadesufocada.com  :
Antes da candidatura à Presidência da República a senhora Dilma Roussef se vangloriava dos feitos criminosos praticados por ela, sua organização e seus
 
         Fernando Pimentel , companheiro de
         armas de   Dilma no COLINA
camaradas de luta armada. Agora, deve ter chegado à conclusão que é melhor para a sua imagem de candidata  ter uma ficha mais  limpa , sem roubos, sem violências.
Para isso, seu camarada de organização, Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, fez as declarações acima. O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, que também já foi convidado por Lula para compor seu staff de militantes que pegaram em armas, também,  andou limpando a  ficha da ministra em entrevista à revista Veja.
Como somos os mais interessados na tão falada abertura dos arquivos dos "anos de chumbo", esperávamos que o governo o fizesse   sem censura e sem amenizar a verdade, na ânsia de esconder do público o que os terroristas fizeram nesses anos, como tenta Minc na entrevista ao jornal O Globo .
Desmentindo as afirmações de seu camarada de armas, usando as próprias palavras da ministra , que também era conhecida como "Estela", "Luiza", "Patrícia" ou "Wanda", e de companheiros de organização, vamos transcrever algumas  entrevistas concedidas por eles, antes de começar sua campanha para presidência da República.
ISTO É ONLINE,  (2006 )
REVISTA :OS BRASILEIROS DO ANO 2005
A brasileira do ano - Dilma Rousseff
Após crises e torturas, a chefe da Casa Civil chega ao topo da carreira de ex-guerrilheira, economista, executiva e ministra  
Luiz Cláudio Cunha
 (...)"Aí fiquei subversiva. Percebi que o mundo não era para debutante"
Correndo da polícia, fazendo passeata para apoiar os operários em greve em Contagem, Dilma viu os primeiros companheiros sendo presos pelo regime que apertava o nó.
"O AI-5 foi meu primeiro presente de 21 anos. Saiu na véspera do meu aniversário, 14 de dezembro de 1968", conta. Ela e o marido, visados pela polícia, conseguem escapar do cerco, fogem para o Rio de Janeiro e, como tantos outros jovens, caem na clandestinidade.
A Polop se transformou em Comando de Libertação Nacional (Colina), que reunia pequenos grupos da esquerda radical, e a estudante Dilma virou professora, ensinando marxismo a militantes do setor operário. Ajudou na infra-estrutura de três assaltos a bancos, assinou artigos no jornal Piquete e chegou à direção do Colina. Nessa condição, planejou o que seria o mais rentável golpe da luta armada em todo mundo: o roubo do cofre de Adhemar de Barros, ex- governador de São Paulo. A proeza coube à Vanguarda Armada Revolucionária  Palmares (VAR-Palmares ), resultado da fusão da Vanguarda Popular Revolucionária ( VPR ) do capitão  Carlos Lamarca com o Colina  de Dilma Rousseff. Onze dias depois da fusão, em julho de 1969, 13 guerrilheiros da VAR-
  

      Dilma e lamarca companheiros  
      na VAR-Palmares

Palmares roubaram o cofre de 200 kg de uma casa no bairro carioca de Santa Tereza ,
onde vivia a amante de Adhemar.
 "A gente achava que ia ser grande, mas não tinha noção do tamanho", lembra Dilma. Aberto o cofre, sacaram de lá US$ 2,6 milhões - hoje uma mega sena em torno de R$ 25 milhões (...)
(...) Dura na queda, Dilma bateu boca com Lamarca, que sustentava a tese guevarista de levar a luta para o campo. Ela achava que a guerrilha precisava, antes, se organizar melhor nas cidades. Seus companheiros dizem que ela ajudou a preservar a VAR- Palmares mesmo com o racha de Lamarca, que saiu para recriar a VPR (...)
(...) Punida pelo Decreto 477, que bania subversivos da universidade foi obrigada a prestar novo vestibular. Formou-se em economia pela Universidade Federal do RS e foi, mais uma vez, atropelada pelo arbítrio: em 1977 o ministro linha-dura do exército, Sylvio Frota, reagiu a demissão do cargo pelo general do cargo Ernesto  Geisel, divulgando uma lista de 99 comunistas infiltrados no governo - um dos três economistas delatados na Fundação de Economia e Estatística ( FEE ) era Dilma , que acabou demitida. " Completei minha cota - fui presa, cassada, condenada, punida pelo 477 e incluída na lista do Frota " , brinca Dilma, hoje, rindo da própria sorte. Condenada pela Justiça Militar a seis anos de prisão, cumpriu três e, com recurso, acabou punida com dois anos e um mês de cadeia (...)
 (...). Dilma Rousseff mais do que sobreviveu. Venceu. " Só pra saber que nunca fui uma menina cândida: eu sei montar e desmontar, de olhos fechados um fuzil automático leve. Tinha que ser rápido, muito rápido. E, se você quer saber, eu sei atirar" lembra, abrindo um  enorme  sorriso. O Brasil está precisando, cada vez mais, do tiro rápido e certeiro da Brasileira de 2005.

Revista Época - edição 443 - 10/11/2006
(...) O maior feito atribuído à ministra na luta armada não passa de lenda urbana. Segundo o flocore dos Anos de Chumbo, Dilma teria participado do assalto à casa de uma amante  do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros. Do cofre da residência foram roubados US$ 2,4 milhões. À amigos , ela diz que ajudou no planejamento, mas não na ação.

Revista Veja
http://veja.abril.com.br/150103/p_o36.html  
O cérebro do roubo do cofre
Alexandre Oltramari e Antonio Milena - Antonio Milena 
A ficha nos arquivos militares de Dilma Rousseff, hoje ministra das Minas e Energia: só em 1969, ela organizou três ações de roubo de armamentos em unidades do Exército no Rio de Janeiro. 
(...)O outro integrante do primeiro escalão com passagem pela guerrilha contra a ditadura militar é a ministra Dilma Rousseff das Minas e Energia - mulher de fala pausada, mãos gesticuladoras, olhar austero e passado que poucos conhecem. Até agora, tudo que se disse a respeito da ministra dava conta apenas de que combatera nas fileiras da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, a VAR - Palmares, um dos principais grupos armados da década de 70. Dilma Rousseff, no entanto, teve uma militância armada muito mais ativa e muito mais importante . Ela, ao contrário de José Dirceu, pegou em armas, foi duramente perseguida , presa e torturada e teve papel relevante numa das ações mais espetaculares da guerrilha urbana no Brasil - o célebre roubo do cofre do governador paulista , Adhemar de Barros, que rendeu 2,5 milhões de dólares(...)
(...)A ação durou 28 minutos e foi coordenada por Dilma Rousseff e Carlos Franklin Paixão Araújo, que então comandava a guerrilha urbana da Var-
  
         Carlos Franklin Paixão de Araújo,
         companheiro de Dilma
Palmares em todo o país e mais tarde se tornaria pai da única filha de Dilma. O casal planejou, monitorou e coordenou o assalto ao cofre de Adhemar de Barros
. Dilma, no entanto, não teve participação física na ação. " Se tivesse tido não teria nenhum problema em admitir",  diz a ministra, com orgulho de seu passado de combatente.
"A Dilma era tão importante que não podia ir para a linha de frente. Ela tinha tanta informação que sua prisão colocaria em risco toda a organização. Era o cérebro da ação" , diz o ex-sargento e ex-guerrilheiro Darcy Rodrigues, que adotava o codinome "Leo" e em outra ação espetacular ajudou o capitão Carlos Lamarca a roubar uma Kombi carregada de fuzis de dentro de um quartel do Exército, em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. " Quem passava as orientações do comando nacional para a gente era ela". O ex-sargento conta que uma das funções de Dilma era indicar o tipo de armamento que deveria ser usado nas ações e informar onde poderia ser roubado. Só em 1969, ela organizou três ações de roubo de armas em unidades do Exército, no Rio. (...)

(...)A atual ministra era tão temida que o Exército chegou a ordenar a transferência de um guerrilheiro preso em  Belo Horizonte, o estudante Ângelo Pezzuti, temendo que Dilma conseguisse montar uma ação armada de invasão da prisão e libertação do companheiro.(...)
 Revista Piauí -abril / 2009
As Armas  e os Varões - Luiz Maklouf Carvalho
  
  Dilma Rousseff - Revista Piauí
A ação do cofre foi fundamental para nos dar estabilidade”, disse Araújo*. “Fui eu quem levei, de Porto Alegre, o metalúrgico Delci**, que abriu o cofre com maçarico no aparelho para onde ele foi levado, em Jacarepaguá, no Rio. Eu também ajudei a tirar de lá as malas com o dinheiro.”
A fortuna não evitou a desintegração da VAR-Palmares. Entre agosto e setembro de 1969, durante um longo e tenso congresso numa casa de Teresópolis, cinquenta militantes discutiram o que fazer.(...)
Não houve acordo entre as facções e a organização se cindiu – de um lado, a VAR-Palmares “basista” e, de outro, a VPR “militarista” de Lamarca. Começou a disputa pelo botim: o dinheiro do cofre e as armas. Em outubro de 1970, quase dois meses depois da sua prisão, Carlos Araújo deu um depoimento ao Dops de São Paulo. Nele, disse que ficou em seu poder 1,2 milhão de dólares, dividido “em três malas de 400 mil dólares cada uma”, e que o dinheiro ficou cerca de uma semana “em um apartamento situado à rua Saldanha Marinho, onde também morava Dilma Vana Rousseff Linhares”.
Araújo não quis comentar o depoimento ao Dops. E nem outros, como um de Espinosa, que fala em 720 mil dólares terem ficado com a organização, ou um de outro militante, que chega à soma de 972 mil dólares. “É impossível chegar a uma conclusão sobre isso, que não tem mais importância nenhuma”, disse Araújo.
Num dos inquéritos é dito que Dilma Rousseff “manipula grandes quantias da VAR-Palmares. É antiga militante de esquemas subversivo-terroristas. Outrossim, através de seu interrogatório, verifica-se ser uma das molas mestras e um dos cérebros dos esquemas revolucionários postos em prática pelas esquerdas radicais. (...)”.
Depois do racha, Dilma foi enviada a São Paulo. Ela tinha um problema prático a resolver: esconder em melhores condições de segurança um monte de armas que estavam correndo risco em apartamentos pouco seguros. Dilma mudara-se para uma pensão precária, de banheiro coletivo, na avenida Celso Garcia, Zona Leste. Dividia um quarto com Maria Celeste Martins, hoje sua assessora. Na entrevista de 2003, Dilma contou o que as duas fizeram:
"Eu e a Celeste entramos com um balde; eu me lembro bem do balde porque tinha munição. As armas, nós enrolamos em um cobertor. Levamos tudo para a pensão e colocamos embaixo da cama. Era tanta coisa que a cama ficava alta. Era uma dificuldade para nós duas dormirmos ali. Muito desconfortável. Os fuzis automáticos leves, que tinham sobrado para nós, estavam todos lá. Tinha metralhadora, tinha bomba plástica. Contando isso hoje, parece que nem foi comigo.(...)
No primeiro dia do ano de 1970, Galeno*** e outros seis militantes sequestraram, em Montevidéu, um Caravelle da Cruzeiro do Sul. Três dias depois, conseguiram chegar sãos e salvos em Cuba. Ele recebera a ordem de treinar guerrilha e voltar para o Brasil. Galeno tentou voltar, mas, com a repressão crescente, não conseguiu. (...)
Quinze dias depois do sequestro do Caravelle, Dilma Rousseff foi presa, em São Paulo. Seu destino começou a ser selado quando uma onda de prisões pegou José Olavo Leite Ribeiro, que mantinha com ela três contatos semanais. Ribeiro, professor universitário, mora num prédio nos Jardins, em São Paulo. Numa manhã de fevereiro, ele me disse que, depois de um dia inteiro de tortura, contou aos militares que o interrogavam que tinha um encontro com Antônio de Pádua Perosa num bar da rua Augusta. “Eu até sabia que a Dilma podia aparecer porque era um ponto alternativo entre nós, mas o certo mesmo era que um outro companheiro aparecesse.”
Levado até o bar, onde foi obrigado a sentar-se e a fingir que estava tudo bem, Ribeiro viu que Perosa já o esperava no balcão, como combinado. Ao aproximar-se e falar com ele, foi preso por policiais disfarçados. “Eles já estavam desmontando o cerco quando a Dilma apareceu”, disse Ribeiro. “Ela chegou perto, percebeu que eu sinalizei alguma coisa e foi-se embora, disfarçando. Mas eles desconfiaram, foram em cima, e descobriram que ela estava armada. Se não fosse a arma, é possível que conseguisse escapar.”
Observação do site www.averdadesufocada.com:

*    Carlos Franklin Paixão de Araújo - segundo marido de Dilma Rousseff
**  Delci Fensterseifer
***Cláudio Galeno Linhares - Primeiro marido de Dilma Rousseff
 Dilma,  com o firme propósito de atenuar seus crimes e esconder a verdadeira intenção dos militantes da luta armada - implantar uma ditadura marxista-leninista
  
  Excrescência das excrescências - Dilma, ver-
  sões diferentes, de acordo com a conveniência. 
no Brasil -, afirma que suas organizações terroristas, lutavam pela liberdade, pela democracia e que jamais usavam armas. Passa por injustiçada , diz que foi presa e torturada  apenas por opiniões divergentes do regime militar
Agora, candidata, Dilma, além de dizer à Folha de São Paulo, em abril de 2009, que esteve presa 6 anos ( na realidade cumpriu 2 anos e um mês), ainda afirmou:
 "Muitas vezes as pessoas eram perseguidas e mortas... E presas por crime de opinião e de organização, não necessariamente por ações armadas. O meu caso não é de ação armada. O meu caso foi de crime de organização e de opinião, que é, vamos dizer assim, a excrescência das excrescências da ditadura".
Excrescência das excrescências é tentar reescrever a  história de acordo com a ocasião.
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