A VERDADE QUE SE IMPÕE
General Aloisio Rodrigues dos Santos
Em entrevista aos jornalistas Carlos Nascimento e Karyn Bravo, no dia 26 de maio do corrente ano, durante o jornal “SBT BRASIL nas eleições 2010”, Dilma Roussef, candidata pelo Partido dos Trabalhadores (PT), respondeu perguntas específicas sobre 1964. Embora realizada há pouco mais de dois meses, a entrevista e as respostas são atuais e devem ser divulgadas, agora, hoje, amanhã ou depois, em qualquer dia ou mês, para que se possa conhecer um pouco do nível cultural, intelectual e político da  candidata que, sistematicamente,  se recusa a participar de debates. Mas isso me parece uma postura essencialmente tática. Por certo, esses  debates são gravados, estudados, debatidos e aprofundados por assessores e colaboradores.
 

 

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Definidos os assuntos e temas desconfortáveis e inconsistentes, estes passam a ter um tratamento prioritário, para serem usados como vantagens contra seus adversários em debates futuros, quando uma negativa de participação poderá definir o rumo das eleições. Talvez seja este o objetivo e a estratégia da candidata e do seu staff ao fugir dos debates iniciais, normalmente de menor relevância e público,ao tempo em que melhor conhece os pontos fortes e fracos dos oponentes. Segue o texto da entrevista e uma réplica ao depoimento:

Jornalista Karyn Bravo
Ministra  Dilma, em algum momento na campanha eleitoral haverá quem a chame de terrorista. A senhora está preparada pra isso?

“Olha...eu acredito que é um desconhecimento das pessoas sobre a realidade que o país viveu na época da ditadura. Porque na época da ditadura nós não tínhamos alternativas...nós tínhamos um quadro em que liberdade de imprensa...não existia liberdade de imprensa! Estudante não podia se organizar porque era...era criminoso. Operário...muito menos...podia fazer é se organizar em sindicato...lutar por melhor salário. Ao mesmo tempo não...é... naquele momento houve uma descrença generalizada que a democracia voltava para o Brasil. Eu tinha dezesseis anos na época quando houve o golpe de estado de 1964...então...é...eu não considero...é...que eu tenha praticado um ato contra as pessoas ou contra que fosse um ato assim de violência contra as pessoas. O que nós fizemos foi justamente...eu combati a ditadura do primeiro ao último dia...lutei pela democracia. Quando o País mudou...eu mudei com o País. Quando o País ficou democrático eu...é...optei...até ajudei o país ficar democrático. Porque a gente depois que passa pela experiência da...do cárcere no Brasil...com tortura...  prisão...pessoas inclusive que desapareceram...você aprende o valor intrínseco da democracia na carne...então eu lutei pela democracia...acredito que mudei com o Brasil...mas não mudei de lado não.”
 
Jornalista Carlos Nascimento
A senhora chegou a fazer uma conta de quantos eleitores de agora não eram nascidos ou não participaram daquele processo todo em 1964?
 
“Olha...eu acredito que a grande maioria não viveu essa terrível experiência da ditadura...
Tá certo!
Numa democracia
Numa democracia plena...rompidos com uma ditadura...
Tá certo!
Que eu tenho certeza que não volta mais porque nós aprendemos.”
Mais contundente do que desconhecer a realidade vivida pelo país  pós 31 de março de 1964, rotulada de “ditadura” por Dilma Roussef, para mascarar a ditadura de seus delírios e sonhos revolucionários – ainda hoje presentes em seu espírito inquieto e ditatorial -, é a intenção permanente, deliberada e insistente de reescrever a história, de acordo com a sua visão marxista da sociedade. 
 Já escrevemos inúmeros  artigos, sobre diferentes temas e assuntos, divulgados pela internet ao longo de mais de um ano, contendo nomes, datas, fatos e circunstâncias. Não ficamos apenas nas generalizações. Fizemos acusações diretas, desmistificamos farsas e fraudes, sugerimos  debates sobre o período 1964 -1974, com regras definidas e acordadas. Tivemos um atentado covarde no Aeroporto de Guararapes em Recife, no ano de 1966, com 2 mortos, um militar e um civil, e 13 feridos,  todos civis. Mas o marco que  delimita o início da luta armada, com o primeiro atentado terrorista no Brasil, é o 12/Nov/1964. A explosão de uma bomba no cine Bruni, no Rio de Janeiro, que causou uma vítima fatal, um humilde vigia chamado Paulo Macena. Não se chegou aos seus autores, muito menos à organização terrorista que o idealizou, pois elas (P C do B, AP, PORT,POLOP e outras de menor expressão) já se estruturavam antes mesmo de1964, enquanto que os Órgãos de Segurança agiam isoladamente, sem coordenação. Não havia comando centralizado.  Cada um por si. Os  resultados iniciais insatisfatórios. Não se conhecia o inimigo. Com a decretação do Ato Institucional nº 5 (AI-5), em 13/Dez/1968,  o combate ao terrorismo e à subversão foi centralizado, tendo como participantes uma reduzida parcela das Forças Armadas e integrantes dos órgãos policiais. De 1964 a 1968 dezenove vítimas fatais entre militares, policiais e civis inocentes. Cerca de doze mortos em passeatas arruaças. A partir de 1969 a correlação de forças foi alterada. Nesse ano, 24 mortos dentre os terroristas, enquanto que os órgãos de segurança sofriam 18 baixas, além de 15  civis inocentes.  Nada até hoje contestado, desmentido, questionado ou criticado. Nem mesmo quanto aos nomes e ações realizadas pelos “corajosos guerrilheiros” de então. Em bom português, amigos e leitores, trata-se de muita informação falsa, que parcela significativa da sociedade aceita como verdade, sem questionar  o que é, aparentemente, inverossímel. Ex: Autoridades da Prefeitura de São Paulo, na década de 90, afirmarem existir milhares de ossadas de presos políticos enterradas clandestinamente no cemitério de Perus. Como aceitar e estimular tal afirmação se o número total de mortos e desaparecidos se situou em torno de 420? É a técnica nazista desenvolvida por Goebbels, ministro da propaganda de Hitler, para quem uma mentira, permanentemente repetida, torna-se uma “verdade”, apreendida com maestria pelos líderes comunistas.
 Em sua curta fala na entrevista, Dilma empregou seis vezes o vocábulo “ditadura”, com a intenção de apresentar-se aos telepectadores como a democrata que nunca foi e de transmitir, especialmente aos mais novos, a convicção de que tenha vivenciado um governo ditatorial, a exemplo  de outros não reconhecidos por ela como tal:  União Soviética (com Lenin, Stalin, Trotski, Brejnev e outros),  China (com Mao Tsé Tung e outros), Cuba (com os irmãos Castro), Chávez e outros. A utilização intensiva, extensiva e exaustiva do termo “ditadura”, com as adjetivações que, na sua essência, caracterizam toda e qualquer revolução marxista, sempre foi um factóide para Dilma e seus aliados.
Evidentemente, naquela época vivíamos um período de excessão, um regime forte, necessário para enfrentar e derrotar em poucos anos a subversão, o terrorismo e a luta armada, que intentava a implantação do comunismo no Brasil, a semelhança de Cuba. A luta não se restringiu ao nosso país. Alastrou-se por quase todos os países da América do Sul. Desses, somente a Colômbia manteve a democracia intacta, mas pagou e ainda paga um preço demasiadamente caro. Cerca de 50.000 mortos até hoje. Mais de mil por ano. 
Sequestros de representantes diplomáticos tivemos quatro em 1969  e 1970. Dois aspectos mostram particularidades do modus operandi de nossos terroristas: a exigência da publicação e leitura, em rádios e jornais, de manifestos contra o regime, em troca  da vida do sequestrado; e divulgação ostensiva pela imprensa do nome e das fotografias dos presos a serem banidos, em troca, também , da vida da vítima. Fato semelhante, mas de longa duração, ocorreu no Uruguai com o embaixador do Brasil naquele país, que permaneceu cerca de sete meses refém dos terroristas em porões residenciais. Possivelmente uma experiência "vitoriosa" transmitida por terroristas brasileiros aos congêneres uruguaios.
Outra farsa é a de que estudante não podia se organizar porque era criminoso. Afirmação descabida. Mostra o quanto Dilma é  mal intencionada e como sabe destilar  o seu veneno. Não podiam se organizar os que integravam organizações terroristas. Não podiam se organizar os que militavam na clandestinidade e viviam à margem da lei. Não podiam se organizar os  aliciados e conduzidos criminosamente para o Araguaia, quase todos muito jovens, alguns menores de idade. Não podiam se organizar, e merecem ainda hoje ser levados às barras dos tribunais, os profissionais do terrorismo e da subversão remanescentes da época, velhos e experientes comunistas, alguns ainda vivos, que aliciavam, orientavam, instruiam e doutrinavam jovens estudantes. Quando preparados e levados à clandestinidade para se integrarem à luta armada , os melhores eram retirados do seio de suas famílias. Recebiam instrução e armas. Os mais capazes eram induzidos a resistir até a morte, o que não ocorreu com Dilma.
A verdade que se impõe é uma só. Dilma (Estela, Luiza, Patrícia, Wanda  e outras) tem um passado afirmativo como militante de organização terrorista. Passou por algumas, sem participar de ações de risco. Descendente de uma rica família de imigrantes, integrou as organizações Política Operária (POLOP)   e Comando de Libertação Nacional (COLINA) em Belo Horizonte. Fugiu para o Rio de Janeiro onde seu grupo se associou à Vanguarda Popular Revolucionária -VPR - ( organização de Lamarca) e juntos criaram a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares) e. a esta se integrou. Depois fugiu e morou em São Paulo onde foi presa em 16 de janeiro de 1970, encerrou nesta data a sua participação na fracassada tentativa de tomada do poder pelos comunistas.

Essa é a "democrata" que diz que "mudou com o Brasil, mas não mudou de lado".    
 
Obs:  A declaração de torturada, expressa durante sua convocação por uma Comissão Parlamentar de Inquérito, é mais uma mentira e uma mistificação da Dilma, provavelmente para passar a imagem de "guerrilheira valente" e participante, seja em Belo Horizonte, seja no Rio de Janeiro, seja em São Paulo. Se tivesse atuado em ações armadas, principalmente com vítima, com certeza seu período na penitenciária não seria de apenas três anos. Tenho divulgado, há mais de um ano, artigos e comentários sôbre o tema tortura, todos publicados na internet. Nada que tenha sido desqualificado, contestado, desmentido, criticado ou comentado.    
 
     
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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