Pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra

 

 Como escrevi na introdução de meu livro “A Verdade Sufocada – A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça ”,

Ano após ano, os revanchistas lançam uma “denúncia” ou criam um fato novo, de preferência próximo de datas importantes para as Forças Armadas como o Dia do Soldado, o Dia do Aviador, o Dia do Marinheiro, a Semana da Pátria e os aniversários da Contra-Revolução de 1964 e da Intentona Comunista de 1935. Foram as falsas fotografias do Herzog; os arquivos “enterrados” na sede do antigo DOI de Brasília; a escavação da Fazenda 31 de Março, em São Paulo; a queima dos arquivos na Base Aérea de Salvador; a vala “clandestina” do Cemitério de Perus; os agentes “arrependidos” que denunciam, com inverdades e talvez por vantagens, os órgãos de segurança onde trabalharam; e muitos outros. Tudo publicado com estardalhaço e quase nunca desmentido.

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Portanto esse ano não poderia ser diferente. Na semana do dia do Exército (19 de abril ), as manchetes do Correio Braziliense e Estado de Minas estão trazendo, em matéria de capa e páginas inteiras, reportagens de Lucas Figueiredo sobre um trabalho de pesquisa, projeto de um  livro intitulado  “Tentativas de tomada do poder”, que jamais foi publicado pelo Exército.

Essa pesquisa histórica pretendia mostrar aos brasileiros o que foi a luta armada no Brasil.

Quem lê as manchetes, pensa que foi descoberto um segredo guardado a sete chaves. No entanto, nada de novo é apresentado na série de reportagens, intitulada “Memórias da ditadura”. Nem mesmo a descoberta do “misterioso e secretíssimo livro” é novidade.

 O próprio Lucas Figueiredo, em seu livro Ministério do Silêncio, editado em 2005, se refere a ele na página 397. Ao comentar o livro “Rompendo o Silêncio”, de minha autoria, escreve o seguinte sobre o  mesmo:

 era espantosamente  parecido com o projeto do Livro Branco do CIE. Ambos partiram de laudos e documentos produzidos pelo órgãos de segurança e informação  para oferecer um contraponto às versões apresentadas pela esquerda em relação a fatos ocorridos na ditadura”.

 

Portanto, Lucas Figueiredo, que agora anunciou essa “grande descoberta”, já o conhecia antes de 2005.

Eu, também, no meu último livro, publicado em março de 2006, “A Verdade Sufocada”, cito o projeto Orvil e presto uma homenagem aos companheiros que se dedicaram a esse trabalho de pesquisa, importantíssimo para a história recente do País e do qual muito me vali em minhas pesquisas.

O projeto Orvil já foi citado diversas vezes na imprensa brasileira, com os nomes mais distintos: Livro negro do comunismo, Livro negro do terrorismo no Brasil, Livro branco,  Orvil e outros.

Apesar disso, as opiniões sobre a “grande revelação” de Lucas Figueiredo são apresentadas pela mídia como um fato desconhecido.

 Chico Alencar do (PSol-RJ), deputado federal, declarou:

 

Não se trata de revanchismo querer abrir os arquivos secretos das Forças Armadas. Os povos que não conhecem o seu passado correm o risco de revivê-lo.”

 

Se pinçarem apenas o que interessa a eles, como fez a equipe de Dom Evaristo Arns, o povo continuará a não saber o que os “heróis” de hoje, as  “vítimas” e os” estudantes inocentes” aprontaram nas décadas de 60 e 70 e podem aprontar de novo.

Para nós que lutamos contra subversivos, guerrilheiros e terroristas é muito importante a difusão do “Orvil”, em seus mínimos detalhes, pois assim os povos que conhecem o seu passado não correm o risco de repeti-lo.

 

Já o frei dominicano Osvaldo Rezende Junior falando sobre o livro diz:

 

“Uma das missões da igreja é defender a vida e a dignidade da pessoa humana, da qual eles (militares que escreveram o livro) fazem pouco caso. O que está ali  é um amontoado de asneiras em relação à Igreja”, diz ele. ”Esse grupo de oficiais (que escreveu o livro), hoje aposentados, confunde o Brasil e o estado brasileiro com o grupo deles. É justamente contra isso que durante a ditadura, se levantaram uma boa parte da opinião brasileira, da juventude  e  Igreja. Com que direito os militares usaram as armas que lhe foram entregues para proteger a população para impedir essa mesma população de se manifestar? Nesse sentido, a Igreja fala muito mais em nome do Brasil que esses oficiais“ ,afirma  frei Osvaldo. ( L F)

 

Esquece Frei Osvaldo de dizer que os dominicanos entre eles Frei Carlos Alberto Libânio Christo ( frei Beto),  frei Fernando de Brito, Frei Tito de Alencar Ramos e frei Ives do Amaral Lesbaupin (frei Ivo), entre outros, apoiavam Carlos Marighella, conhecido como o ideólogo do terror, que no seu “Manual do Guerrilheiro Urbano”  afirma :

 

“O terrorismo é uma arma a que jamais o revolucionário pode renunciar”

 

“Ser assaltante e terrorista é uma condição que enobrece qualquer homem honrado”

 

Frei Osvaldo também esquece de citar o que disse Frei Ives do Amaral  Lesbaupin:

 

 ”A Igreja e os dominicanos deveriam entrar no projeto revolucionário de forma organizada. Seríamos a linha de apoio logístico para a guerrilha rural. Na cidade esconderíamos pessoas, faríamos transferências de armas e dinheiro.”

 

Frei Osvaldo também não diz que os dominicanos, inclusive ele, fizeram levantamentos na Belém-Brasília para instalação de áreas de guerrilha, e o assentamento de  pessoas que, desde 1961, faziam cursos de guerrilha nos países comunistas. Ele não diz, também, que escondiam guerrilheiros e terroristas e que apoiavam Marighella, fundador da ALN, mesmo sabendo que a organização a que ele pertencia praticara vários assaltos, atentados a bomba, ataques a quartéis, seqüestros , assassinatos e” justiçamentos”.

 

Frei Osvaldo, os militares, usaram as armas que lhes foram entregues para proteger a população ordeira dos atos terroristas, praticados pelos subversivos, que os senhores acolhiam. Se o senhor não sabe, uma das missões dos militares era, é, e será sempre, manter a democracia e a liberdade no nosso País. Foi para isso que usamos  nossas armas.

 

Frei Osvaldo e deputado Chico Alencar, para nós, que lutamos contra esses subversivos e terroristas, seria ótimo que a população tomasse conhecimento de tudo que está relatado no Orvil, pois nele está contada, com detalhes,  a história que a esquerda não quer que o Brasil conheça.
Comentários   
#2 piloto e poeta 14-06-2015 13:46
Esquece Frei Osvaldo de dizer que os dominicanos entre eles Frei Carlos Alberto Libânio Christo ( frei Beto), frei Fernando de Brito, Frei Tito de Alencar Ramos e frei Ives do Amaral Lesbaupin (frei Ivo), entre outros, apoiavam Carlos Marighella, conhecido como o ideólogo do terror, que no seu “Manual do Guerrilheiro Urbano” afirma :

“O terrorismo é uma arma a que jamais o revolucionário pode renunciar”

“Ser assaltante e terrorista é uma condição que enobrece qualquer homem honrado”



“O terrorismo é uma arma a que jamais o revolucionário pode renunciar”

“Ser assaltante e terrorista é uma condição que enobrece qualquer homem honrado”

Teria razão se o Brasil depois da era PT Tivesse virado um paraiso, mas virou essa merda que agora se vê. PETROLÃO MENSALÃO E OUTRO ÃOS QUE AINDA VAI SURGIR.
#1 Felipe Flores 19-11-2014 13:50
Vi a citação deste livro em um comentário. Agora ele está na minha lista de leituras. Pretendo adquirir um exemplar em breve.
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