Chávez propõe fim da luta armada na Colômbia
Presidente diz que estratégia está defasada desde os anos 60 e que não há como guerrilha chegar ao poder pela violência
CARACAS.- O Globo 
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou na noite de sexta-feira que os grupos armados colombianos deveriam “reconsiderar sua estratégia armada” para não continuarem como a “desculpa” dos EUA para entrar na Colômbia, segundo reportagem do jornal colombiano “El Tiempo”.
— Creio que a guerrilha colombiana deveria considerar seriamente o chamado feito por alguns de nossos irmãos. Com todo o respeito, o mundo de hoje não é o mesmo dos anos 60 — discursou o presidente a sindicalistas em Caracas.
De acordo com Chávez, não existe possibilidade de a guerrilha colombiana chegar ao poder pela luta armada.
— Creio não haver condições na Colômbia para que eles, num prazo previsível, possam tomar o poder. Em vez disso, tornaramse a principal desculpa para o império (EUA) penetrar na Colômbia e, de lá, agredir Venezuela, Equador, Nicarágua e Cuba.
Chávez: EUA e Colômbia em complô para assassiná-lo O presidente, no entanto, acusou ontem EUA e Colômbia de fazerem as acusações sobre a presença da guerrilha em território venezuelano como parte de um plano para derrubá-lo e assassiná-lo. Ele disse ter recebido o alerta numa carta — divulgada por ele num ato público — enviada “por alguém que anda lá pela América do Norte”, sem revelar a fonte.
Por sua vez, o presidente Álvaro Uribe voltou a acusar a Venezuela de abrigar guerrilheiros em seu território, ao fazer um balanço da política de segurança de seu governo.
No meio do tiroteio verbal entre Caracas e Bogotá, o Equador anunciou ontem a realização de uma reunião extraordinária dos chanceleres da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) na próxima quinta-feira.
O objetivo é tentar contornar a crise diplomática que levou ao rompimento das relações entre os dois países.

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