Eduardo Jorge Caldas Pereira
Receita quebrou sigilo de ex-ministro de FHC, como o fez com quatro generais
O ex-ministro de FHC Eduardo Jorge Caldas Pereira, o “EJ”, teve seus dados fiscais violados na Receita Federal. A lei protege o sigilo fiscal dos cidadãos.  Segundo reportagem de Leonardo Souza, na Folha de S. Paulo deste sábado, os dados fiscais de “EJ” foram levantados pelo "grupo de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT) e saíram dos sistemas da Receita Federal, como atestam documentos aos quais o jornal teve acesso.
Há pouco mais de um mês, em 10 de maio, este site iniciou uma série de denúncias sobre a violação do sigilo fiscal, na Receita Federal, de quatro generais, inclusive um da ativa, e dois coronéis, por determinação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República - cujo chefe, general Jorge Félix, negou o fato ao Comando do Exército, mas este site publicou comprovante da própria Receita atestando a violação ilegal.

‘Meu sigilo fiscal foi violado’ - A Folha informa neste sábado que em todas as páginas de um conjunto de cinco declarações completas do Imposto de Renda (entregues entre 2005 e 2009) de EJ, consta a seguinte frase: "Estes dados são cópia fiel dos constantes em nossos arquivos. Informações protegidas por sigilo fiscal". Os papéis integram um dossiê de um grupo de espionagem que começava a ser montado com o aval de uma ala da pré-campanha presidencial petista. O formato dos documentos obtidos pela reportagem é exclusivo do fisco, assim como o documento obtido por este site no caso da violação do sigilo fiscal dos militares. EJ - que expõe sua evolução patrimonial na internet - não só confirmou a veracidade das informações como confrontou com as cópias das declarações que enviou de seu computador para a Receita. "Esses documentos não estão em nenhum outro lugar que não a Receita Federal. Eu afirmo que meu sigilo fiscal foi violado", disse ele.

Os generais violentados - Os militares cujos sigilos foram violados são conhecidos pelas posições contrárias às do governo Lula, como o general Maynard Santa Rosa, que era chefe de Pessoal do Exército quando fez críticas à “Comissão da Verdade” e acabou demitido. Raymundo Cerqueira Filho, hoje no Superior Tribunal Militar, critico de gays na tropa, e Francisco Albuquerque, ex-comandante do Exército no atual governo, também foram vítimas de quebra de sigilo fiscal. Teve também a vida fiscal devassada o general da ativa Marius Luiz Carvalho Teixeira Neto, atual comandante Logístico do Exército.

 Observação do site : www.averdadesufocada.com.br :  Segundo Cláudio Humberto, o pedido de quebra de sigilo dos  seis militares,  feito pelo GSI, foi enviado  à Secretaria da Receita Federal através do Ministério da Fazenda, exatamente às 15h37 de 18 de janeiro deste ano por meio do sistema “Note”, de comunicação entre ministérios,
 Os  dois coronéis que tiveram o sigilo quebrado foram: o coronel  Cid Canuzzo Ferreira, morto durante um assalto no Rio em dezembro do ano passado, e o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, autor do livro A Verdade Sufocada - A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça . Segundo comprovante da Receita Federal, publicado no site de Cláudio Humberto e neste site, os violadores do sigilo fiscal conseguiram apenas um NADA CONSTA de todos os oficiais que tiveram seus sigilos fiscais violados.

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