Franklin Martins -
 Ministro da Comunicação
 Social
"Suplicy reescreve a história de Marta
Por Leandro Mazzini - Jornal do Brasil
Marta Suplicy pode ficar tranquila. Foi contornado o incidente verbal em que acusou Fernando Gabeira (PV-RJ) (C) de outrora ser escalado para matar o então embaixador americano sequestrado no Rio em 1969 o que não aconteceu, como todos sabem, até porque não era essa função de Gabeira, que só vigiou o cativeiro.
Ex-marido de Marta, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) (E) entrou em campo a pedido dela como conciliador. Amigos de PT há tempos, ligou para Gabeira anteontem e contornou a situação. Explicou que Marta tomou as dores de Dilma Rousseff, chamada pelos tucanos de guerrilheira. Ela quis citar um exemplo também da oposição e foi infeliz, ao lembrar Gabeira e aumentar a história. Marta também deve ligar para Gabeira nos próximos dias"
 
Observação do site
www.averdadesufocada.com : Para esclarecer a opinião pública a respeito das funções de cada um dos participantes do sequestro publicamos abaixo trecho do livro "AS TENTATIVAS DE TOMADA DO PODER"  ( PROJETO ORVIL )
O sequestro do Embaixador Charles Burke Elbrick
Assaltos a bancos, ataques a sentinelas, roubos de armas e explosivos, assassinatos apresentados sob o eufemismo de "justiçamentos" - a violência estarrecia, porém perdera o ineditismo. A repetição sistemática das ações tirava-lhes o impacto do fato novo gerador de curiosidade. Era necessário imaginar algo que mexesse com a opinião pública. Com esse pensamento, a direção da DI/GB imaginou, em meados de 1969, o sequestro ( um crime hediondo) de um representante diplomático. A ação  teria a finalidade de libertar  terroristas presos e de chamar a
  
    Franklin Martins - militante do MR-8
    Mentor do sequestro
atençâo da opinião pública nacional e internacional para a audácia e a determinação do movimento revolucionário no Brasil.
O alvo mais significativo seria o embaixador dos Estados Unidos, o representante e defensor dos "interesses imperialistas norte-mericanos em nosso País".(...)
.
A direção da DI/GB, liderada por Franklin de Souza Martins, após os planejamentos preliminares, concluiu que a falta de e xperiência de seus quadros seria um impedimento a consecução de suas intenções. Seria necessário o apoio de uma equipe mais experiente. A ALN já havia conseguido notoriedade através da intensificação de suas. atividades, principalmente em São Paulo, e pela constante divulgaçâo de textos de Marighela, incentivando qualquer tipo de "violência revolucionária". Marighela afigurava-se corno o apoio mais competente a ser tentado.

Texto completo


Em julho de 1969, Cláudio Torres da Silva, membro da Frente de Trabalho Armado (FTA), foi fazer contato com Joaqulim Câmara Ferreira - "Toledo".
  
                Embaixador Charles Elbrick
Este, dentro da autonomia revolucionária permitida pelos princípios da ALN, tomou conhecimento e aprovou o planejamento da DI/GB.
. Havia duas opções:Para a data da ação : as semanas de sete de setembro ou de 8 de outubro.  O 8 de outubro, significartivo pela lembrança da  "queda' de Guevara  na Bolívia, foi preterido pela semana de 7 de setembro., em função da urgência em libertar os presos polítcos e da intenção de desmoralizar as autoridades e esvaziar as comemorações da Semana da Pátria.
No final de agosto, Cid de Queiróz Benjamin, membro da FTA, tornou a fazer contato com "Toledo", em São Paulo, pormenorizando detalhes da operaçao. Da reunião participou Virgilio Gomes da Silva, coordenador do Grupo Tático Armado da ALN, que seria o comandante da operaçao. Virgilio selecionou os militantes Manoel Cyrilo de Oliveira Neto e Paulo de Tarso Venceslau para participarem diretamente da ação."Toledo", representando a direção da ALN, deslocar-se-ia para o Rio de Janeiro para coordenar as ações e orientar a ligação com as autoridades.
Fernando Paulo Nagle Gabeira, jornalista do Jornal do Brasil e  responsável pelo setor de imprensa da DI/GB, por meio de Helena Bocayuva Khair, havia alugado em 5 de agosto a casa número 1026 da Rua Barão de Petrópolis, no Rio Comprido/RJ .O aparelho , além de servir ao setor de imprensa, seria utilizado para guardar o embaixador após o sequestro.
Cláudio Torres, Cid Benjamin e Franklin Martins levantaram o itinerário do carro do embaixador, que, invariavelmente e sem  qualquer segurança, transitava de sua residência oficial - na rua São Clemente, em Botafogo - para a embaixada, na Av. Presidente Wilson. O itinerário, sempre o mesmo, iniciava-se na Rua São Ciemente, passando pela descongestionada e tranqüila Rua Marques para atingir a Rua Voluntários da Pátria. A Rua Marques, pelas suas caracteristicas, foi escolhida como o local para a abordagem do carro do embaixador.
 Vera Silvia Araújo Magalhães ("Marta"), militante da Frente Tática Armada - FTA da DI/GB -, foi a encarregada de levantar a personalidade e os horários de saida do embaixador. Aproveitando-se de sua aparência fisica atraente, e a semelhança de ações anteriores, apresentou-se na casa do embaixador à procura de .emprego·como doméstica.
Atendida pelo encarregado da segurança, Antônio Jamir, "Marta" envolveu-o emocionalmente, conseguindo os dados necessários à complementação do planejamento.
Acertados os detalhes, foi marcada a data de 4 de setembro para a acão. Paulo de Tarso Venceslau, no dia 2 de setembro,conduziu para o Rio de Janeiro os terroristas Virgílio Gomes da Silva e Manoel Cyrilo. Ao chegarem, foram recebidos, por Cid e Cláudio  que os conduziram, "fechados" para um  "aparelho", .no bairro do Flamengo, próximo ao Hotel dos Ingleses.
No dia 3 de setembro, completado o planejamento, Paulo de Tarso, por telefone, comunicou-se com "Toledo", em São Paulo, informando: "Negócio fechado. Mande a mercadoria". A senha, enviada para a residência do industrial Jacques Breyton - da rede de apoio da ALN -, significava que a ação estava preparada e seria desencadeada e que "Toledo" poderia deslocar-se para o Rio de Janeiro. No mesmo dia, "Toledo"  viajou de avião para o Rio de Janeiro e alojou-se no "aparelho" da Rua Barão de Petrópol·is.
Em 3 de setembro, já estava pronto o documento que seria deixado no carro do embaixador após o sequestro. O manifesto inseria o seqüestro dentro do contexto das demais ações terroristas que ocorriam na ocasião, classificando-o como um "ato revolucionário". Fazia propaganda "antimperialista" (... ) Fazia a exigência da libertação de quinze presos politicos - a serem anunciados oportunamen.te -, que seriam conduzidos para a Argélia, Chile ou México, onde lhes pudesse ser concedido asilo politico. A outra exigência era "a publicação e leitura desta mensagem completa nos principais jornais e estações de rádio e televisão de todo o país". Finalizando o manifesto,
  

  Três sequestradores: Gabeira no alto à direita
  Em baixo : à esquerda - João Lopes Salgado
                    à direita - Cid Benjamin

era feito o ultimato, concedendo quarenta e oito horas para o Governo aceitar as condições impostas e mais vinte e quatro horas para que os presos fossem transportados para o exterior, em segurança. O não atendimento das exigências representaria o assassinato ou, mais apropriadamente, o "justiçamento" do embaixador. Assinavam o manifesto a Ação Libertadora Nacional ( ALN ) e o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8) nome adotado pela DI/GB a partir de então.
A manhã do dia 4 de setembro foi tensa para os executores diretos do sequestro. Com a antecedência necessária, foi tomado o dispositivo para a ação.
Na esquina das ruas São Clemente e Marques  ficou estacionado o Volkswagen bege com João Lopes Salgado e Vera Sílvia ("Marta"). O motorista era José Sebastião Rios de Moura ("Baixinho") que se postou a pé na esquina, para anunciar a aproximação do carro do embaixador.
Num Volkswagen azul, com chapa de São Paulo, foram transportados Franklin, Cid e Virgílio. O  volks azul, estacionado na Rua Marques, deveria realizar uma manobra, aparentando movimento normal de trânsito que obrigasse o carro do diplomata a parar.
Cláudio Torres, Paulo de Tarso e Manoel Cyrilo chegaram ao local num volks vermelho com chapa do Espírito Santo. Os três abordariam a pé, junto com Virgílio, o carro do embaixador. O volks vermelho estacionou na Rua Marques, no lado oposto ao volks azul, para estreitar a rua e impedir a manobra do veículo diplomático.
 Na Rua Caio de Melo Franco, no Jardim Botânico, já havia sido estacionada por Sérgio Rubens de Araújo Torres, membro da FTA da DI/GB, a KornbiVolkswagen verde que serviria para  transbordo do embaixador. Tudo pronto. O tempo passava, a tensão aumentava. O Cadillac do embaixador não aparecia.
Cerca das 1100 horas o esquema foi desfeito. Apurara-se que o embaixador, contrariando a rotina, havia saído de casa bem mais cedo. Restava a alternativa do retorno do mesmo para a embaixada, após o almoço em sua  residência .
Às 1300 horas Virgílio determinou que o dispositivo fosse retomado.
Finalmente, às 1445 horas, "Baixinho" fez o sinal combinado. Surgiu na esquina da Rua Marques o imponente Cadillac negro, chapa CD-3, dirigido por Custódio Abel da Silva. Em marcha moderada, deslocava-se pela rua aproximando-se do local da ação. No banco traseiro, Charles Burk Elbrick. Cerca de vinte metros à frente, um volks azul deixava o acostamento lentamente e fazia uma manobra em U. Custódio freiou para aguardar que a rua ficasse desimpedida.
 Quase que simultâneamente, as quatro portas do Cadillac foram abertas e quatro elementos armados lançaram-se para o interior do carro. Virgílio e Manoel Cyrilo encarregaram-se do embaixador. Elbrick, aturdido e sem entender o que estava ocorrendo, foi forçado a baixar-se no assoalho do carro com as mãos na nuca, enquanto Virgílio anunciava: "Somos revolucionários brasileiros". Pela porta do motorista, entrou Cláudio Torres que empurrando Custódio e tomando-lhe o boné colocou-se ao volante. Pela porta dianteira direita entrou Paulo de Tarso ameaçando custódio com sua arma.
O Cadillac ao arrancar foi seguido pelo Volks azul que fazia a cobertura  na retaguarda. Ao retornar à Rua São Clemente, seguindo para a região de transbordo, o carro diplomático passou a contar com uma cobertura à frente proporcionada pelo Volks bege dirigido por
Sebastião Rios.
Após rodar alguns minutos, o Cadillac atingiu a região de transbordo. Elbrick recebeu a ordem para fechar os olhos e sair do carro. Imaginando que seria morto, tentou segurar a mão de Virgílio que empunhava um revólver.
Recebeu violenta coronhada na cabeça desferida por Manoel Cyrilo. Sangrando abundantemente e atordoado pela pancada, foi colocado no chão da Kombi e coberto com uma manta.
Os terroristas tinham, entretanto, cometido um erro grosseiro. O motorista Custódio previsto  para dar o alarme à policia e divulgar o ocorrido, tinha sido levado ao local de transbordo e visto a kombi verde que levaria o embaixador. Esta foi uma das valiosas pistas que levaram os órgãos de segurança a descobrir o "aparelho" da Barão de Petrópolis, já no dia  seguinte, 5 de setembro.
Conduzido ao "aparelho ", Elbrick ensanguentado e ferido, permaneceu ainda cerca de quatro horas no interior da kombi, dentro da garagem do aparelho, aguardando o escurecer para ser levado para o interior da casa.
Após o sequestro o efetivo do "aparelho" foi engrossado pelas presenças de Virgílio, Manoel Cyrilo, João Lopes e Franklin Martins. No interior da casa foi montado um esquema de segurança. Os terroristas que tinham contatio com o embaixador, o faziam encapuçados para não serem reconhecidos.
 A equipe de sete terroristas mantinha-se tensa, aguardado o desdobramento da ação. Os panfletos deixados no interior do carro diplomático exigiam a sua divulgação através dos meios de comunicação, corno uma das condições para a.salvaguarda de
Elbrick .
Finalmente, durante a noite, os terroristas captaram a transmissão de rádio que divulgava o manifesto. Era sinal de que o Governo resolvera negociar, preservando a vida do diplomta americano. Naquela mesma noite foi iniciada a seleção de nomes para a lista dos quinze criminosos poíticos a serem libertados.
A idéia inicial do MR-8 de Ilibertar  três lideres estudantis, Wladimir Palmeira, José Dirceu e  Luiz Gonzaga Travassos da Rosa, ampliada posteriormente por "Toledo" para quinze, exigia uma pesquisa para a qual o bando seqüestrador não estava preparado. Tiveram dificuldades em selecionar.nomes de outras organizações, pois.desconheciam a importãncia dos diversos presos no contexto da subversão. Ignoravam, inclusive, o nome de Mário Roberto Galhardo Zanconato, da Corrente/MG, colocado na relação com o apelido de "Xuxu"
Finalmente, completaram a lista. Dela faziam parte: Argonauta Pacheco da Silva, Flávio Aristides de Freitas Tavares, Gregório Bezerra, Ivens
  
      Presos trocados pelo embaixador Elbrick
Marchetti de Monte Lima, João Leonardo da Silva Rocha, José Dirceu de Oliveira e Silva, José Ibraim, Luis Gonzaga Travassos da Rosa, Maria Augusta Carneiro Ribeiro, Mário Roberto Galhardo Zanconato, Onofre Pinto, Ricardo Vilas Boas Sá Rego, Ricardo Zarattini, Rolando Fratti e Wladimir Gracindo Soares Palmeira.
Na manhã do dia 5, sexta-feira, Fernando Gabeira e Cláudio Torres colocaram na urna de donativos da igreja do Largo do Machado uma mensagem, informando que divulgariam a lista de 15 nomes e um bilhete manuscrito de Elbrick para a esposa. Uma cópia da mensagem foi deixada, como alternativa, na urna de donativos da Igreja N.Sª de Copacabana, na Praça Serzedelo Correia.
Elbrick, acovardado e orientado por seus sequestradores, suplicava em seu bilhete que as autoridades não tentassem localizá-lo, informando que "a gente que me prendeu está determinada". Cláudio Torres, orientado por Gabeira, ligou para o Jornal do Brasil e para a Última Hora comunicando onde se encontravam as duas cópias da mensagem e solicitou a sua publicação.
No inicio da tarde do dia 5 de setembro, a relação com os  quinze nomes foi colocada pela dupla Gabeira e Cláudio Torres na caixa de sugestões do.mercado "Disco", do Leblon.  Depois ligaram  para a Rádio Jornal do Brasil, informando o local onde se encontrava a.mensagem e pedindo a sua divulgação.
Naquela altura, os órgãos de segurança, graças ao amadorismo dos seqüestradores, já tinham localizado o "aparelho" e o mantinham sob vigilância. Após seguirem Gabeira e Cláudio Torres nas andanças para a colocação das mensagens, os órgãos de segurança resolveram  demonstrar aos sequestradores que já os tinham sob vigilância e que qualquer dano causado  ao embaixador seria imediatamente reprimido. Dois agentes bateram à porta do "aparelho" e, sem se preocuparem em disfarçar suas intenções, fizeram perguntas sobre os moradores da casa e outros detalhes tipicos de urna investigação. Gabeira, esforçando-se em aparentar naturalidade, respondeu, de forma pouco convincente, as perguntas dos policiais.
Enquanto isso, dentro do "aparelho", os sequestradores, assustados, preparavam-se para fazer frente a uma ação que não haviam previsto. Virgílio Gomes da Silva - "Jonas" - correu para o quarto de Elbrick e, colocando-o sentado no chão, permaneceu com o revólver apontado para a cabeça do apavorado embaixador. ( Observação do site: Se fosse necessário matá-lo seria portanto Virgílio o carrasco. 
Para alívio dos "revolucionários" os policiais retiraram-se. A vigilância foi intensificada e, a partir daquele momento até altas horas da madrugada o tempo foi consumido em discussões para decidir qual a atitude a tomar. Chegaram à conclusão que deveriam permanecer no "aparelho" e prosseguir com o planejamento inicial. Enquanto mantivessem Elbrick vivo teriam chance de escapar.
O dia de sábado foi de expectativa. O Governo brasileiro, em respeito à vida humana de um representante estrangeiro,já havia aceitado as condições dos terroristas. O México, um dos países propostos, tinha concordado em receber os presos políticos.
Quatorze presos políticos foram reunidos no Rio de Janeiro. Gregório Bezerra seria recolhido em Recife, quando da passagem do avião. Às 17.30 horas, um avião Hércules da FAB decolou da Base Aérea do Galeão levando rumo ao México os primeiros terroristas banidos do território nacionalNa manhã do dia 7 de setembro, domingo, foi colocada por Cláudio Torres, no monumento em frente à empresa Manchete, na  Praia do Russel, a terceira e, última mensagem. Os sequestradores anunciavam o conhecimento da chegada dos 15 subversivos no México e aguardavam apenas uma autenticação, previamente combinada, para libertar o embaixador.
 Com o "aparelho" cercado, a vida do seqüestrado valia, então, a vida dos sequestradores. Os terroristas
  
          Fernando Gabeira
resolveram escolher o momento da saída do jogo F.uminense x Bangu, no Maracanã, para libertar o embaixador. Tirariam proveito do início da noite e da confusão do trânsito, no final do jogo, para escapar do cerco policial, Elbrick foi colocado vendado num volks dirigido por Cláudio Torres, tendo Virgílio Gomes a guardá-lo. Em outro volks, fazendo a cobertura, deslocaram-se
Cid Benjamin e Manoel Cyrilo.
Helena Bocayuva Khair
já tinha auxiliado Gabeira a retirar do "aparelho" os dirigentes Franklin, Lopes Salgado e Cãmara Ferreira. Antonio de Freitas Silva também já tinha abandonado o local, auxiliado por Helena, tendo sido guardado num "aparelho" no bairro de São Cristóvão.
Por.volta das 18.30 hs, os terroristas trancaram o "aparelho" e iniciaram o deslocamento, acompanhados por uma viatura policial. Os órgãos de segurança tinham ordem de não intervir, para não colocar em risco a vida de Elbrick. No congestionado trânsito do término do jogo do·Maracanã, os  terroristas conseguiram distanciar-se e foram perdidos pela viatura policial.
 Elbrick foi abandonado numa rua próxima do Largo da Seguda-Feira, na Tijuca, com ordens de permanecer quinze minutos no local, antes de procurar auxilio. O intimidado embaixador cumpriu à risca as ordens dos terroristas, tendo, transcorrido o prazo, tomado um tãxi e retornado a sua residência.
Terminava  assim, resguardada a integridade do embaixador, o episódio que serviria de modelo para o sequestro de mais três diplomatas.
Observação do site:  O sequestro,  a agressão , manutenção do sequestrado em cárcere privado,  arma apontada para a cabeça do embaixador, pronta para disparar, não caracterizam a ação como  crime hediondo de tortura?

O próprio Gabeira declarou em entrevista : "Hoje eu considero o sequestro uma forma de luta abominável, um desrespeito à lei e aos direitos humanos de pessoa sequestrada, da sua família, seus amigos"


 

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