Gabeira diz que Marta está equivocada ao atacá-lo por sequestro
 
  Fernando Gabeira

Portal Terra - João Pequeno - Direto do Rio de Janeiro         
O pré-candidato do PV ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira, disse ao Terra que a ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, está "completamente equivocada" e não havia nenhuma designação para ele assassinar o embaixador americano Charles Elbrick, em 1968. Elbrick foi trocado por presos políticos brasileiro entre eles, José Dirceu, atual aliado da pré-candidata petista ao senado de São Paulo.                                                       
A polêmica teve início neste domingo (16) quando Marta atacou Gabeira para defender a participação na luta armada de Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à presidência. Durante um encontro na zona leste de São Paulo, a petista acusou a liderança do PV de ser "o escolhido para matar o embaixador", referindo-se ao diplomata americano Charles Elbrick. Marta afirmou "que ninguém fala do Gabeira porque ele é pré-candidato ao governo do Rio e se aliou ao PSDB".       
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Gabeira diz que "considera natural que Dilma seja mais visada que ele por ser candidata a presidente, estando mais exposta". O pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro também mantém a posição que expressou em uma entrevista de 2007, quando afirmou ter mudado sua compreensão dos fatos. "Hoje eu considero o sequestro uma forma de luta abominável, um desrespeito à lei e aos direitos humanos de pessoa sequestrada, da sua família, seus amigos", disse, na ocasião, ao jornal O Estado de S. Paulo. Participante do Movimento Revolucionário Oito de Outubro (MR-8), nos anos 60, Gabeira abordou o sequestro de Elbrick no livro "O que é isso, companheiro?" , que virou filme.
Observação do site www.averdadesufocada.com :
Os membros do governo do PT se dizem preocupados em levar ao povo brasileiro a verdade sobre o período compreendido entre os anos de 1964 a1985 ( regime militar) Para isso pretendem criar " a Comissão da Verdade" e já disponibilizaram o Portal Memórias Reveladas, onde  o internauta encontrará  a seguinte introdução:
 
 "O Centro constitui um marco na democratização do acesso à informação e se insere no contexto das comemorações dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Um pedaço de nossa história estava nos porões. O "Memórias Reveladas" coloca à disposição de todos os brasileiros os arquivos sobre o período entre as décadas de 1960 e 1980 e das lutas de resistência à ditadura militar, quando imperaram no País censura, violação dos direitos políticos, prisões, torturas e mortes. Trata-se de fazer valer o direito à verdade e à memória.(...)
(...)Estamos abrindo as cortinas do passado, criando as condições para aprimorarmos a democratização do Estado e da sociedade. Possibilitando o acesso às informações sobre os fatos políticos do País reencontramos nossa história, formamos nossa identidade  e damos mais um passo para construir a nação que sonhamos: democrática, plural, mais justa e livre.
Dilma Vana Rousseff
Ministra-Chefe da Casa Civil"
No entanto , a verdade sempre é censurada por eles. Pesquisem como a esquerda explica a  motivação para a luta armada. Sempre encontrarão a mesma resposta: "os que pegaram em armas lutavam para restabelecer a democracia, lutavam pela liberdade", mesmo que historiadores de esquerda e alguns participantes da luta armada, já tenham declarado em entevistas e em livros que, na verdade, o que todas as organizações terroristas  desejavam era implantar uma ditadura do proletariado.
Procurem no "Memórias Reveladas" o nome das organizações  terroristas, seus crimes  e seus respectivos  militantes. Não encontrarão praticamente nada. Pesquisem o nome das vítimas de seus atentados, os " justiçamentos," os sequestros e seus autores. Nada encontrarão...
  
  Dilma Rousseff  e Ministro Franklin Martins
Procurem a carta de Franklin Martins, transcrita abaixo, mentor do sequestro a que se refere Marta Suplicy e vejam se havia ou não intenção de matar o embaixador americano, se o governo não cedesse às exigências dos sequestradores. 
 Manifesto
"Grupos Revolucionários detiveram, hoje, o Sr. Burke Elbrick,embaixador dos Estados Unidos, levando-o para algum ponto do País. Este não é um episódio isolado. Ele se soma aos inúmeros atos revolucionários já levados a cabo: assaltos a bancos, em que se arrecadam fundos para a revolução, tomando de volta o que os banqueiros tomam do povo e de seus empregados; tomadas de quartéis e delegacias, onde se conseguem armas e munições para a luta pela derrubada da ditadura; invasões de presídios, quando se libertam revolucionários para devolvê-los à luta do povo; as explosões de prédios que simbolizam a opressão; e o justiçamento de carrascos e torturadores. Na verdade, o rapto do embaixador é apenas mais um ato de guerra revolucionária, que avança a cada dia e que este ano iniciará a sua etapa de guerrilha rural.               

A vida e a morte do senhor embaixador estão nas mãos da ditadura. Se ela atender a duas exigências o Sr. Burke Elbrick será libertado. Caso contrário, seremos obrigados a cumprir a justiça revolucionária. Nossas duas exigências são:

 -a libertação de 15 prisioneiros políticos;

- a publicação e leitura desta mensagem, na integra, nos principais jornais, rádios e televisões em todo o País.

Os 15 prisioneiros políticos devem ser conduzidos em avião especial até um país determinado - Argélia, Chile e México - onde lhes será concedido exílio. Contra eles não deverá ser tentada qualquer represália, sob pena de retaliação.

A ditadura tem 48 horas para responder publicamente se aceita ou rejeita nossa proposta. Se a resposta for positiva, divulgaremos a lista dos 15 líderes revolucionários e esperaremos 24 horas por sua colocação num país seguro.

Se a resposta for negativa ou se não houver nenhuma resposta nesse prazo, o Sr. Burke Elbrick será justiçado.

Queremos lembrar que os prazos são improrrogáveis e que não vacilaremos em cumprir nossas promessas.

Agora é olho por olho, dente por dente.

Ação Libertadora Nacional (ALN)

Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8)."

Participaram do sequestro do embaixador
Franklin de Souza Martins 
Cid Queiroz Benjamin 
Fernando Paulo Nagle Gabeira
Cláudio Torres da Silva
Sérgio Rubens de Araújo Torres 
Antônio de Freitas Silva Joaquim Câmara Ferreir
Virgílio Gomes da Silva
Manoel Cyrillo de Oliveira Netto 
Paulo de Tarso Venceslau 
Helena Bocayuva Khair 
Vera Silvia Araújo de Magalhães
João Lopes Salgado
José Sebastião Rios de Moura

Marta Suplicy segue a orientação do Portal Memórias Reveladas : o nome dos companheiros que praticaram crimes são esquecidos, alguns por conveniência eleitoral são endeusados (caso de Dilma) . Entretanto,  os que sairam do PT, estão sendo crucificados, principalmente um Gabeira que teve a dignidade de declarar, em entrevistas, o seguinte:

"Hoje eu considero o sequestro uma forma de luta abominável, um desrespeito à lei e aos direitos humanos de pessoa sequestrada, da sua família, seus amigos"

Essa campanha promete...

 Fontes : Projeto Orvil
               A Verdade Sufocada- A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça
                Ustra, Carlos Alberto Brilhante

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