VAlte(Ref) Sergio Tasso Vásquez de Aquino
“Nunca antes, na história deste país”, tomou-se conhecimento de tantos crimes contra o Erário e o patrimônio comum dos brasileiros, cometidos por agentes públicos, inclusive muito bem situados na hierarquia, nos Três Poderes e nas três esferas administrativas, federal, estadual e municipal, ou nas empresas estatais e nos fundos de pensão. Confiantes na impunidade que costumeiramente tem protegido os poderosos delinqüentes, um dos grandes males nacionais, roubaram ou desviaram , para fins ilícitos, tranqüila, seguida e repetidamente, vultosos recursos aportados ao Estado, pelos cidadãos em geral, na forma de impostos destinados originalmente para a realização do Bem Comum, ou pelos associados, como contribuições para a previdência social  de cada grupo específico.
“Nunca antes...” tinha sido o Estado aparelhado por número tão absurdamente grande, medido em dezenas de milhares, de indivíduos sem maiores competência, conhecimento ou talento apreciáveis para os cargos e funções, altamente gratificados, para os quais foram guindados apenas por critérios de compadrio, parceria politiqueira fisiológica, alinhamento ideológico de esquerda radical ou relacionamento com os “donos” do poder e do Brasil. Os resultados colhidos por esse assalto ao aparato estatal e de governo, além do desestímulo às carreiras normais do Serviço Público, têm sido a ineficiência de gestão, o desperdício de recursos, o aumento de custos, o incentivo à corrupção, o fortalecimento financeiro e operacional da subversão.
“Nunca antes...” mentiu-se tanto, para mascarar a realidade e fazer prosperar a versão falaciosa de que “nunca antes” as coisas foram melhores, e para desarmar e ludibriar os espíritos, a fim de que aceitem mansamente, e como corolário inevitável do “processo histórico”, a planejada, programada e em plena execução comunização do Brasil. Antes, passo a passo, quase sem sentir, mas já agora escancarada e acelerada.
“Nunca antes...” a política foi tão aviltada, perdendo toda a sustentação ética e moral que a devia caracterizar, como a arte de buscar a realização do Bem Comum, para transformar-se em mera luta pelo poder, de preferência para usufruto total e para sempre.
“Nunca antes...” foi o processo de deseducação tão intenso e eficaz, para reescrever a História, para transformar a mentira em verdade, o vício em virtude, os heróis em vilões, os vilões em heróis, para tornar medíocre, corromper e perverter o ambiente social, para matar o altruísmo, o patriotismo, os ideais elevados, substituindo tudo pela pesada e espessa ignorância, que se generaliza, pela ambição mesquinha por poder, dinheiro, a qualquer custo e a qualquer preço, inclusive pela traição e a venda da alma. Nem jamais se desdenhou tanto dos sábios, dos retos, dos justos e dos bons!
“Nunca antes ...” se procurou tanto justificar o erro, o crime, o desleixo moral, o comportamento reprovável, e os errados, os criminosos, os moralmente comprometidos, os eticamente censuráveis, os seguidores e praticantes do terror “socialista”...
“Nunca antes...” foi tão próxima, real e presente a probabilidade de mudança radical da ordem construída e constituída no Brasil ao longo da nossa História, com a sacrificada contribuição das gerações que nos antecederam. Democracia foi uma opção consciente dos brasileiros, que a elegeram como um dos nossos Objetivos Nacionais Permanentes, mas jamais esteve tão ameaçada e em perigo como nos tempos presentes!
Em todos os lugares em que foi implantado, o regime comunista trouxe consigo miséria, retrocesso, violência, cerceamento das liberdades, estabelecimento de cruéis e sanguinárias ditaduras. Decididamente, os que somos, de fato, brasileiros não queremos, nem aceitamos igual e triste sorte para nosso Brasil!
“Nunca antes...” estiveram tão omissas, ausentes, as elites pensantes e sensatas deste País, que apenas vêm assistindo ao desenrolar dos gravíssimos fatos presentes como se fosse um filme, um programa de televisão, uma peça de teatro, enfim, uma realidade virtual que não lhes diz respeito e nada tem a ver com o futuro e a sobrevivência do Brasil. Justo, altaneiro, senhor dos seus destinos, “livre terra de livres irmãos”, em paz e com oportunidades para todos, baseadas no mérito conquistado por esforço, trabalho, estudo, dedicação de cada um. Chega-se a suspeitar da conivência de tantos, certamente atraídos pela tentação dos “trinta dinheiros” dos favores oficiais!
“Nunca antes...” foi a Expressão Psicossocial do Poder Nacional tão ferida e achincalhada, nunca antes foram os comportamentos e anti-valores viciosos, imorais, amorais e aéticos tão difundidos e justificados, estimulados que têm sido pelos maus exemplos e incentivos que vêm de cima e disseminados por todos os segmentos sociais e financeiro-econômicos, e em todas as faixas de idade, ao ponto de chegarem a ser considerados “normais, progressistas e despidos de preconceitos” entre nós. Por causa disso, tornou-se consenso, entre as pessoas de bem, que a grande crise nacional, que precisa ser enfrentada sem tardança e sem medo, é de natureza ética e moral. Chega-se a temer, com toda a razão, pela derrocada do edifício da nacionalidade, exatamente pelo inaceitável comprometimento mortal do seu alicerce básico!
Que os adormecidos despertem, que os desertores sejam tocados pela reta consciência, que os fracos aprendam a ser fortes, que os bons possam ver suas ações e exemplos entendidos e multiplicados, e que todos, unidos, cerremos fileiras em torno do  Brasil! Oremos, trabalhemos e confiemos em que Deus virá em nosso auxílio, e a Pátria será salva do mal e da tragédia que tão dolorosamente a ameaçam! 
Alguns sinais de reação, de melhora da situação, ainda que fracos por ora, se percebem no horizonte, apesar de tudo. É preciso, contudo, buscar e encontrar canais eficazes de comunicação, para divulgar a verdade e levá-la a todos os concidadãos, a fim de mobilizar as hostes do Bem.
É muito importante aprimorar os processos de educação, formais e informais, e que a verdadeira História do Brasil volte a ser ensinada nas escolas de todos os níveis e respeitada e difundida pelos meios de comunicação, e não a versão facciosa, inexata, preconceituosa e ideologicamente distorcida que, hoje, tem livre curso entre nós, com a finalidade do domínio das mentes para malévolos propósitos.
O desempenho da economia, que, pela maioria dos observadores e analistas, nacionais e internacionais, costuma ser associado ao sucesso ou ao fracasso governamental, por exemplo, mostra que o mandato presidencial em que Produto Interno Bruto do Brasil-PIB mais cresceu, no período republicano, foi o do General Emílio Médici (1969-1974): 11,90% ao ano.
 A média observada para os 29 Presidentes que o Brasil teve de 1889 a 2009 foi de 4,45% ao ano, cabendo aos Presidentes José Sarney (1985-1990) o 16º lugar, com 4,35% ao ano, Fernando Collor (1990-1992) o 28º lugar, com – 1,31% ao ano, Itamar Franco (1992-1994) o12º lugar, com 5,38% ao ano, Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) o 26º lugar, com 2,29% ao ano e Lula da Silva (2003-2009) o 21º lugar, com 3,55% ao ano (O GLOBO; edição de 12 de março de 2010).
Que cada coração verdadeiramente brasileiro reflita sobre a extrema gravidade do momento que vivemos e sobre o compromisso e a responsabilidade que tem para com a Pátria, os concidadãos e as instituições nacionais. E da reflexão, passe à ação valente de defender o Bem, a Paz, a Justiça e a Democracia, sempre, com todo o ardor!
Que nos possa servir de inspiração o chamamento que se vê inscrito, em lugar de honra, em todos os navios da Marinha do Brasil:
TUDO PELA PÁTRIA!     
  Rio de Janeiro, RJ, 18 de março de 2010.
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