Dilma Rousseff e Franklin Martins, os criadores
 do Portal Memórias Reveladas. As ações deles,
  e são  muitas , não constam do acervo.

O "Portal Memórias Reveladas", criado por Dilma Rousseff, Ministra da Casa Civil e Franklin Martins, Ministro da Comunicação Social, em sua introdução, promete, com a chancela da ministra da Casa Civil, o seguinte:
 
"O Centro constitui um marco na democratização do acesso à informação e se insere no contexto das comemorações dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Um pedaço de nossa história estava nos porões. O "Memórias Reveladas" coloca à disposição de todos os brasileiros os arquivos sobre o período entre as décadas de 1960 e 1980 e das lutas de resistência à ditadura militar, quando imperaram no País censura, violação dos direitos políticos, prisões, torturas e mortes. Trata-se de fazer valer o direito à verdade e à memória.(...)
(...)Estamos abrindo as cortinas do passado, criando as condições para aprimorarmos a democratização do Estado e da sociedade. Possibilitando o acesso às informações sobre os fatos políticos do País reencontramos nossa história, formamos nossa identidade  e damos mais um passo para construir a nação que sonhamos: democrática, plural, mais justa e livre.
Dilma Vana Rousseff
Ministra-Chefe da Casa Civil"
O que nos causa surpresa é o fato de um portal como "Memórias Reveladas", com apoio financeiro do governo, com profissionais competentes, arquivos à disposição, provavelmente muita colaboração de pessoas interessadas na difusão da verdadeira história do período da luta armada, não disponha de determinados depoimentos, que certamente enriqueceriam  e complementariam as poucas informações que compõem o portal.
O que nos causa surpresa é o fato de um portal como "Memórias Reveladas", com apoio financeiro do governo, com profissionais competentes, arquivos à
  
    Carlos Minc,ministro do Meio Ambiente e Dilma,
    companheiros de organização e luta armada
disposição, provavelmente muita colaboração de pessoas interessadas na difusão da verdadeira história do período da luta armada, não disponha de determinados depoimentos, que certamente enriqueceriam  e complementariam as poucas informações que compõem o portal.
Cremos que " Memórias Reveladas" desperdiça depoimentos de pessoas que viveram a luta armada de forma intensa, que participaram da mesma em variadas organizações subversivas, que planejaram e tomaram decisões e  atuaram em ações importantíssimas para a causa pela qual lutavam: a tomada do poder pelas armas e a implantação de uma ditadura marxista-leninista..  É o caso de subversivos e terroristas , que poderiam facilmente ser encontrados , alguns membros do governo e companheiros dos idealizadores do Portal.
 Se existe dúvida sobre  nossa observação, acesse - www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br  -  e digite em Busca  o nome da Ministra Dilma Rousseff e verifique que hojre, 21/02/2010, existem apenas 4 registros: a presença em duas exposições, a presença em um lançamento de um  livro de frei Beto e seu nome em uma relação de membros do governo.
Se a ministra, com sua vida atribulada, cheia de compromissos de trabalho e em plena  campanha eleitoral  antecipada, não dispõe de tempo para prestar um depoimento, o Portal poderia aceitar colaborações expontâneas, como anunciou, verificar a veracidade e publicá-las para enriquecer as informaçãoes disponíveis no portal.
Nós mesmos, do site
www.averdadesufocada.com, já disponibilizamos várias matérias sobre as organizações em que a ministra militou:
Política Operária - POLOP -,
Comando de Libertação Nacional - COLINA -,
Vanguarda Armada Revolucionária Palmares - VAR-Palmares-,
e Vanguarda Popular Revolucionària -VPR , além de citarmos muitos de seus companheiros  que poderiam também prestar depoimentos  , suas ações e os assassinatos praticados por alguns deles.
O jornal A Folha de São Paulo de hoje, 21/02/2010 , em mátéria de Fernando Rodrigues, intitulada Ilusões Armadas, publica algumas declarações da ministra e de companheiros de organizações subversivo-terroristas que deveriam , a nosso ver serem aproveitadas:Vejamos trechos dessa matéria:
"Ao terminar o ginásio, em 1963, Dilma prestou concurso para fazer o clássico em ciências sociais (um dos ramos do ensino médio daquela época). Em 1964 começou no Colégio Estadual Central.
  
 Fernando D. Pimentel, ex-
prefeito de BH e um dos
coordenadores da campa-
nha de Dilma Rousseff.
Organização Colina
"Esse era "o" colégio de Belo Horizonte. Ali acontecia toda a agitação política estudantil da cidade", recorda-se Fernando Pimentel, 58, ex-prefeito de Belo Horizonte (2005-2008) e também ex-aluno do Estadual Central -no qual frequentava uma célula política comandada pela pré-candidata do PT ao Planalto.
Quando começou o clássico, em 1964, Dilma teve contato com militantes da esquerda organizada. "Foi a primeira vez que eu soube que as pessoas iam presas por crime de opinião", recorda-se. Em 31 de março daquele ano, o país sofreu um golpe de Estado. Uma ditadura militar se instalou."(...)
(...) "No movimento estudantil secundarista, entre reuniões para discutir política e como seria a próxima passeata de protesto, a simpatizante da Polop dava aulas particulares. A Polop era como todos se referiam à Organização Revolucionária Marxista Política Operária. Mais tarde, em 1967, o grupo virou Comando de Libertação Nacional (Colina).
"O Zé Aníbal estudava no colégio Marconi e lá não tinha boa formação em matemática. Então fui eu estudar matemática com ele, na minha casa, todos os dias", diz Dilma." (...)
(..) "Zé Aníbal que estudou com Dilma em 1966 é o deputado federal José Aníbal (PSDB-SP), à época também um simpatizante da Polop em Belo Horizonte.... "A Polop misturava de tudo. Tinha Lênin, Marx, Rosa de Luxemburgo e uma pitada de Trotsky. Era o grupo mais intelectualizado. O pessoal da AP rezava o dia inteiro. Os do PC do B só liam Mao Tse-Tung. A Polop era um movimento iluminista", descreve Apolo Heringer, 67, um dos gurus da esquerda belo-horizontina nos anos 60."(...)
(...)"Foi numa sessão de cinema, "possivelmente um filme italiano, do [Federico] Fellini", que começou o namoro entre Dilma e o jornalista Cláudio Galeno de Magalhães Linhares.
Galeno já havia estado preso e tinha habilidade com produtos químicos. Seu pai era farmacêutico. "Andaram falando que eu fabricava bombas. Não tem nada disso. Fabriquei alguns protótipos de uma caixa com um dispositivo eletroquímico. Era para guardar documentos secretos. Se a repressão abrisse, a caixa entraria em combustão",
 
 Juca Ferreira , ministro da Cultura - militante do
Movimento Revolucionário 8 de outubro - MR8
 
diz. Só duas dessas engenhocas foram fabricadas. Uma acabou nas mãos da polícia. Não pegou fogo. O dispositivo não estava armado.
O casamento foi em setembro de 1967, só no civil. Familiares e amigos compareceram ao cartório. "Eram 30 ou 40 pessoas. Muitos já eram procurados. Se a polícia baixasse ali levaria alguns",  diz Galeno," (...)
(...)"Foram morar no apartamento da família Rousseff, no centro de BH. Eram tantas as reuniões políticas que o local era considerado quase um "aparelho" da Polop e do Colina -"aparelho" era o jargão para designar os endereços para encontros das organizações proscritas pela ditadura militar.
Foi nesse apartamento que Dilma e Galeno tiveram seus últimos dias antes de cair na clandestinidade. Jorge Nahas e outros militantes foram presos em janeiro de 1969, num confronto com a polícia. Morreram dois policiais. Os organismos de repressão mineiros começaram a caçar ostensivamente os militantes de esquerda -os subversivos, como se dizia.Dias depois os dois já estavam no Rio, clandestinos, usando nomes falsos e pulando de casa em casa. O casamento também estava chegando ao final. Dilma ficou no Rio. O marido foi para o Rio Grande do Sul, atendendo a um chamado do Colina. No dia 1º de janeiro de 1970, ele participou de um sequestro de um avião em Montevidéu, no Uruguai, e refugiou-se em Cuba."(...)
(...)"O ano de 1969 foi intenso para Dilma. Ela usou vários codinomes, entre os quais Luiza, Wanda, Marina, Estela, Maria e Lúcia. Conheceu seu segundo marido, o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo. Quando se viram pela primeira vez, ele tinha 31 anos. Dilma estava com 21. "Sou 9 anos e 10 meses mais velho que a Dilma", calculou Araújo numa das conversas que teve com a Folha em Porto Alegre, onde mora e trabalha até hoje.
Era um comunista que conhecia União Soviética, Polônia, Checoslováquia. Havia militado ao lado de Francisco Julião nas Ligas Camponesas, no Nordeste. Algumas semanas depois de se conhecerem, no início de 1969, Araújo e Dilma já estavam vivendo juntos."(...)
(...)VAR-Palmares
(...)"Naquele final de anos 60, a hoje ministra participou de reuniões secretas em São Paulo e no Rio nas quais as organizações de esquerda armada iam se fundindo ou rachando conforme a ideologia do momento. "O livrinho do Régis Debray, "A revolução na revolução", colocou fogo em todos. O texto chegou mimeografado para nós, contrabandeado do Uruguai. Muitos acharam que o foquismo era a solução. Por um momento, a Dilma achou isso também", diz Apolo Heringer.
Pensador de esquerda francês, Debray morou em Cuba, conheceu Fidel Castro e Che Guevara. Difundiu a teoria do foco. Heringer, hoje um pacifista e ambientalista, descreve: "Era a tese da coluna móvel estratégica. Seria o organizador coletivo para movimentar as massas, como um motor.
  

 Carlos Franklin Paixão de
Araújo, 2º marido de Dilma,
companheiro da VAR-Palm

Atuava-se nas cidades e refugiava-se nas florestas, derrotando o Exército aos poucos, a cada combate, conquistando adesão das massas. Não tinha a menor base na realidade brasileira".
Deu-se então a fusão do Colina, de Dilma e Araújo, com a Vanguarda Popular Revolucionária, de Carlos Lamarca. A nova organização, criada em meados de 1969, chamava-se Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).
O novo grupo falava em combater a ditadura, mas a alternativa não era propriamente democracia. Em 1970, um militante foi preso em Goiânia com um estatuto da organização. A VAR-Palmares se definia como instituição "político-militar de caráter partidário, marxista-leninista, que se propõe a cumprir todas as tarefas da guerra revolucionária e da construção do Partido da Classe Operária, com o objetivo de tomar o poder e construir o socialismo".
Quem descumprisse o cânone interno ficava sujeito a sanções de "censura, verbal ou escrita", "expulsão" e até "justiçamento" -essa pena de morte seria "aplicada por um tribunal revolucionário", e infrator poderia ou não "estar presente ou tomar conhecimento" da pena."(...)
(...)"Treinamento militar
A associação entre Colina e VPR durou poucos meses. Lamarca queria aprofundar as ações armadas. Outros divergiam. Racharam antes do final de 1969. Mas ainda deu tempo para Dilma ir ao Uruguai clandestinamente ser treinada em técnicas militares -ela não precisa o momento exato.
Em março de 2009, à Folha, Dilma havia negado esse treinamento de forma categórica: "Nunca fiz nem treinamento no exterior nem ação armada".
Confrontada com a contradição, alega que, à época, não queria falar de atos envolvendo outros países. Resolveu fazer a revelação depois da eleição de José Mujica, ex-guerrilheiro da organização Tupamaros, que lutou contra a ditadura militar uruguaia. "O presidente Mujica está ali e sabe como é que foram os anos 70", diz Dilma.
A seguir, seu relato, inédito, sobre o treinamento militar -e não de "guerrilha", diz ela.
"Era perto daqui, no Uruguai. Geralmente a gente fazia numa fazenda. Era mais seguro você fazer na fronteira. Eu estava no Rio e fui a Porto Alegre. Foi do lado de lá da fronteira. Ia pouca gente. Na minha vez foram cinco ou seis pessoas. Eu usava uns óculos com lentes bem grossas. Eu nunca tive pontaria, mas pegava bem. Era uma ótima limpadora. O meu treinamento foi muito simplório. Não se atirava muito. Montava-se e desmontava-se [armas]. Também [havia treinamento] de segurança. Você olha como é que faz para não ser seguido. Eles chamavam de treinamento de inteligência."(...)
(...) "O esforço e o treinamento não foram suficientes. Alguns meses depois Dilma foi presa em São Paulo, pois havia saído do Rio no final de 1969. Morava em uma pensão na avenida Celso Garcia, no bairro do Brás (região central da capital paulista" (...).
(...) "Qual era a função de Dilma naquela pensão? "As pessoas iam sendo presas e a gente ia limpando tudo que tinha nas casas das pessoas e trazendo. Não tinha lugar de guardar. Todos estavam sendo presos. Debaixo da cama era uma espécie de depósito. Tinha tudo o que você imaginar. Roupa, calça jeans, camiseta, carta, armas. A pessoa ia presa e tinha um revólver na casa dela".
Em 16 de janeiro de 1970, segundo Dilma, "às 16h10, mais ou menos", ela foi presa. Tinha ido ao encontro de um companheiro clandestino, no centro de São Paulo. Não sabia que ele tinha sido capturado e obrigado a contar sobre o encontro. Detida, foi enviada para a sede da Operação Bandeirantes, a Oban -um centro de investigações e interrogatórios dos militantes da esquerda armada.
: Não há registro sobre quanto tempo Dilma permaneceu na Oban antes de ser levada para o Dops (Departamento de Ordem Política e Social). Nas contas da ministra, ela saiu da Oban "depois do Carnaval", que em 1970 caiu na primeira semana de março. Foram cerca de 45 dias sendo interrogada, com várias sessões de tortura."(...)
Quase todos os dados publicados na folha e outros detalhes da vida de guerrilheira de Dilma Rousseff  e das organizações terroristas a que pertenceu estão nas duas  matérias  abaixo publicadas :" Dilma Rousseff eas organizações terroristas nas quais militou" -  Parte I e Parte II, publicadas em 21/04 e 25/04 de 2009, neste site.
Apenas o treinamento militar no Uruguai, não está citado em nenhuma das matérias. do nosso site pois não encontramos referência nem no Projeto Orvil, em livros e nem em outras fontes de pesquisa. Apenas a palavra da ministra, que não  diz exatamente a data e o local onde fez o treinamento , para nós não é suficiente para que o incluamos no seu currículo.Para nós, a não ser prova em contrário a ministra empolgou-se com a entrevista e imaginou, para "melhorar"entre os subversivos e terroristas que podem render votos um currículo mais completo. Não seria a primeira vez.
Quanto aos outros dados seriam uma grande contribuição para o Portal Memórias Reveladas.

 
Comentários  
#1 Valdeke Silva 04-04-2015 17:11
É de dar pena.Dilma Rousseff é a síntese da embromação.Nem como terrorista ele significa alguma coisa!
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