Dilma Rousseff e Franklin Martins - Camaradas
  de armas - Portal Memórias Reveladas
Pela editoria do site
www.averdadesufocada.com
Continuando nosso trabalho visando a  ajudar o governo a  abrir os arquivos dos  chamados " Anos de chumbo" publicamos, hoje, mais um capítulo do Projeto Orvil. Há muito tentamos colaborar com os
Srs Ministros Tarso Genro, Paulo Vannuchi,  Dilma Rousseff, Franklin Martins e outros  que estão fazendo um  "permanente esforço" para mostrar à sociedade a história recente do país e de seus camaradas de luta armada.  Na série Projeto Orvil, os diligentes revisores da história poderão encontrar sugestões de nomes e fatos que precisam ser acrescentados ao Portal Memórias Reveladas ( que nada revela sobre os crimes "dos que lutaram pela democracia") e, agora, para dar subsídios à Comissão da Verdade e da Reconciliação
Nossas pesquisas têm sido em vão . Até o momento nada do que publicamos para auxiliá-los foi usado. Parece-nos que o Portal Memórias Reveladas e a Comissão da Verdade e Reconciliação não estão interessados em revelar nada que desabone seus companheiros de armas Apenas querem revelar " violações de direitos humanos" e " crimes " cometidos por militares. As violações cometidas por eles, os assaltos, os assassinatos, sequestros e atentados a bomba não são crimes são "atos de bravura praticados em defesa da democracia ". Às vezes pensamos que essa comissão está mais para Comissão de Revanchismo do que de reconciliação...
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O COLINA funde-se com a VPR 
 O ano de 1969 parecia promissor para o COLINA. Seus dois assaltos a bancos, realizados em Belo Horizonte, no ano anterior,haviam-lhe fornecido o
  
     Paulo vannuchi e Tarso Genro - Comissão 
     da Verdade  e Reconciliação
 
numerário suficiente para a aquislção de armas e para a instalação de diversos "aparelhos". Suas demais ações armadas - roubo de carros e lançamento de bombas -, dirigidas por Angelo Pezzuti da Silva, foram coroadas de êxito, e a sigla "COLINA" já era respeitada pelas demais organizacões subversivas. Na Guanabara, do mesmo modo, Juarez Guimarães de Brito conduzia as ações. Nos dois estados, diversos assaltos a bancos já estavam planejados, bem como atentados a quartéis e a delegacias de polícia.
Em janeiro, o Comando Nacional (CN) do COLINA difundiu,internamente, o documento "Informe Nacional",  no qual faz um balanço de suas atividades e se vangloria de que a organização "já realiza ações básicas para a montagem do foco e demais tarefas da luta revolucionária, tais como ação de desapropriação, aquisição de material bélico, químico, de saúde, intendência, engenharia, comunicação, etc, contatos e treinamentos no exterior, definição de áreas táticas e estratégicas." Realçou, também, que a sabotagem e o terrorismo "têm sido utilizados" pela organização; a primeira visando, "fundamentalmente, a minar a economia e/ou atingir instalações das forças repressivasl"  e o segundo para"justiçamento ou amedrontamento".
Na tarde de 14 de janeiro de 1969, o COLINA assaltou, simultaneamente, os bancos da Lavoura e Mercantil de Minas Gerais, em Sabará, onde roubaram cerca de 70 milhões de cruzeiros.
Participaram do roubo: Ângelo Pezzuti da Silva, Murilo Pinto da Silva, Afonso Celso Lana Leite, Antonio Pereira Mattos, Erwin Rezende Duarte, João Marques Aguiar, José Raimundo de Oliveira, Júlio Antonio Bittencourt de Almeida, Nilo Sérgio Menezes Macedo, Maria José de Carvalho Nahas, Pedro Paulo Bretas e Reinaldo José de Melo.
Apesar do assalto ter alcançado êxito, ele representou o inicio do desmantelamento do COLINA. Nessa mesma noite, Ângelo Pezzuti da Silva, seu principal dirigente, foi preso. Suas declarações possibilitaram a prisão de diversos militantes, dentre os quais José  Raimundo de Oliveira, do Setor de Terrorismo e Sabotagem, e Pedro Paulo Bretas e Antonio Pereira Mattos, do Setor de Expropriação. Esses depoimentos levaram a polícia desbaratar três "aparelhos" do COLINA, em Belo Horizonte, na madrugada de 29 de janeiro de 1969. À 01.00 h, 11 policiais dirigiram-se para o "aparelho" da Rua Itaí, nº 113, no bairro Santa Efigênia,"entregue" por Ângelo Pezzuti, onde não encontraram ninguém, apenas documentos da organização. Às 02.30 h, foram para o "aparelho" delatado por Pedro Paulo Bretas, na Rua XXXIV, nº 31, no bairro Santa Ignez, onde encontraram explosivos, armas e munições. Às 04.00 h, reforçados por 3 guardas-civis de uma radiopatrrulha,os policiais chegaram no terceiro "aparelho", na Rua Itacarambu, nº 120, bairro São Geraldo, também "entregue" por Pedro Paulo Bretas.
No local, quando disseram ser da policia, foram recebidos por rajadas de metralhadora, disparadas por Murilo Pinto da Silva, irmão de Ângelo Pezzuti, as quais mataram o policial Cecildes Moreira de Faria e o guarda-civil José Antunes Ferreira e feriram, gravemente, o investigador José Reis de Oliveira. No local, foram encontrados armas, munições, fardas da PM, documentos do COLINA e dinheiro dos assaltos, sendo presos sete militantes da organização 
 Os sete eram : Murilo Pinto da Silva, Afonso Celso Lana Leite, Maurício Vieira de Paiva, ferido com dois tiros, Nilo Sérgio Menezes Macedo, Júlio Antônio Bittencourt de Almeida , Jorge Raimundo Nahas e sua esposa Maria José de Carvalho Nahas.
Essas prisões, posteriormente seguidas de outras, levaram o pânico aos militantes do COLINA em Minas Gerais, inviabilizando o prosseguimento de suas atividades nesse estado. Como o trabalho na Guanabara prosseguia incólume, foram transferidos para esse estado, onde chegou a ser criado um "Setor dos Deslocados",englobando os militantes mineiros, ainda desestruturados.
Com as "quedas", o COLINA sentiu a necessidade de intensificar o processo de fusâo com a VPR, iniciado no ano anterior, e acelerar os trabalhos de incorporação de outros grupos.
Já havia, desde meados de 1968, no Rio Grande do Sul, um grupo, ainda sem nome, que atuava no meio operário, publicando os jornais "União Operária" e "O Rebelde". Embora não tivesse programa e nem estatuto, defendia as posições foquistas e articulava-se em torno do advogado Carlos Franklin Paixão Araújo,com cerca de 30 militantes 
Em novembro de 1968, Carlos Alberto Soares de Freitas já havia feito uma reunião com o grupo numa chácara próxima ao bairro Ipanema, em Porto Alegre, e, em fins de janeiro de 1969, Maria do Carmo Brito  convidou esse grupo gaúcho para uma reunião em março na qual se integraria ao COLINA. Ao mesmo tempo, o COLINA fazia contatos com outros grupos, da Bahia, de Goiás e do próprio Rio Grande do Sul. No início de março foi realizada a reunião prevista na Rua Miguel Lemos, no bairro de Copacabana, à qual compareceram representantes desses grupos . 
Participaram da reunião: Carlos Alberto Soares de Freitas, Juarez Guimarães de Brito, Maria do Carmo Brito, Apolo Heringer Lisboa, Herbert Eustáquio de Carvalho, Inês Etienne Romeu, Helvécio Luiz Amorim Ratton e Dilma Vana Rousseff Linhares, pelo COLINA; Carlos Franklin Paixão Araújo e Antonio Luiz de Carvalho, pelo Rio Grande do Sul; Rafton Nascimento Leão, por um grupo de Goiás; Raul David do Valle Júnior e Ida Furstein do Valle, por Brasília; e um elemento de codinomes "Fábio" e "Patrício", representando um grupo da Bahia.
Nas discussões políticas, ficou claro que, para o COLINA, o caráter da revolução era socialista, mas com uma etapa de libertação nacional. Decidiram fazer uma nova reunião, dentro de 60 dias, para efetivar a fusão e deslocar dois militantes do COLINA, Liszt Benjamin Vieira e Cláudio Galeno de Magalhães Linhares ( na época marido de Dilma Rousseff), para intensificar os trabalhos no Rio Grande do Sul.
Ainda no mês de março, o COLINA recebeu a incorporação de dois novos grupos, centrados na Guanabara: o Núcleo Marxista-Leninista  e a Dissidência da Dissidênçia, engrossando seus efetivos e tornando mais forte e importante a organização.
Em 31 de março de 1969, o COLINA executou o assalto ao Banco Andrade Arnaud, na· Rua Visconde da Gávea, nº 92 na Guanabara, onde foram roubados cerca de 45 milhões de cruzeiros e foi assassinado o comerciante Manoel da Silva Dutra.
Em fins de abril, o COLINA realizou um pleno numa casa em Petrópolis, com duração de cerca de 10 dias, ao qual compareceram ,os mesmos representantes dessa organização que estiveram na renião do início de março, com exceçao de Inês Etienne Romeu, e procederam a integração dos grupos do Rio Grande do Sul, de Goiás, da Bahia e de Brasilia. Foi aprovado um novo Programa que apesar de ainda ser, foquista, sustentava a necessidade de realizar um maior trabalho operário e definia o caráter da revolução como sendo socialista, eliminando-se a etapa de libertação nacional. Foi aprovado, também, um projeto de Estatuto e eleito o novo Comando Nacional - CN-, do ex-COLINA.
A partir desse pleno, a organização passou a assinar seus documentos como "ex-COl.INA". O novo CN era integrado por Carlos  Alberto Soares de Freitas, Juarez. Guimarães de Brito, Maria do Carmo Brito, Herbert Eustáquio de Carvalho, Carlos Franklin  Paixão Araújo, Dilma Vana Roussef Linhares e  Carlos Avelino Fonseca Brasil.
Na tarde de 15 de maio, militantes do ex-COLINA assaltaram o Banco Mercantil de Niterói, agência do Mercado São Sebastião, na Avenida Brasil, roubando cerca de 12 milhões de cruzeiros.
Alguns dias depois, houve a primeira reunião do novo CN, em Copacabana, onde foi fixada a estrutura orgânica e foram setorizados os membros da direção, além de traçados os planos para a fusão com a VPR.
Em 28 de maio, após intensa perseguição e tiroteio, foram  presos os militantes Fausto Machado Freire e Marco Antonio de Azevedo Meyer, logo após terem roubado um Aero-Willys, na Rua Barão da Torre, em Ipanema .
A última ação do ex-COLINA, enquanto organização, foi o assalto à agência Urca do União de Bancos Brasileiros, na Guanabara, em 16 de junho de 1969, de onde foram roubados cerca de 27 milhões de cruzeiros. A partir desse mês, foi feita a fusão da organização com a VPR, dando  origem à Vanguarda Armada Revolucionãria-Palmares - VAR-Palmares.

 

Comentários   
#1 Antonio Nahas junior 06-07-2014 22:59
Boa noite. Onde vcs conseguiram as informações sobre os
Assaltos do Colina no RJ? Em quais depoimentos?
Obrigado antecipadamente .
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