Pela editoria do site www.averdadesufocada.com - fonte Orvil
  

 Bomba no Quartel General do II Exército
 São Paulo- Morte do soldado Mario Kosel
 Ação praticada pela VPR

Vanguarda Popular Revolucionária - VPR
Estava anunciado sábado 12/12  para ontem, com grande propaganda , o livro Pedro e os Lobos,  escrito pelo jornalista e escritor João Roberto Laque. Trata-se da biografia do ex-terrorista Pedro Lobo de Oliveira - Getúlio.
Segundo o convite, o evento seria no Memorial da Resistência, antigo Departamento de Ordem Política e Social  - DOPS. Também como parte do evento , foi programada uma homenagem a Carlos Lamarca .
Seriam oradores do evento :
- Darcy Rodrigues que falaria sobre os planos para a tomada do 4º Regimento de Infantaria , em Quitaúna , em janeiro de 1969 ;e
- Ariston Lucena que narraria a fuga  do Vale da Ribeira . Esse grupo , chefiado por Lamarca, do qual fazia parte , matou à coronhadas o jovem tenente Alberto Mendes Júnior  que, desarmado, se oferecera como refém para salvar seus subordinados que haviam sido feridos em uma emboscada.
Não será de estranhar se Pedro Lobo de Oliveira ,  tiver passado para o escritor a idéia de que ele e seus companheiros seriam os cordeiros e os miltares os lobos.
 Mas , como estamos fazendo há algum tempo, para colaborar com o Projeto Memórias Reveladas, do governo Lula,  vamos transcrever a história da organização a que Pedro Lobo pertencia - a Vanguarda Popular Revolucionária - VPR e alguns crimes que foram praticados por seus militantes . Vocês verão, ao longo da série  do projeto Orvil sobre A Vanguarda Popular Revolucionária, que   o Pedro,  como o sobrenome já diz , estava mais para lobo do que para cordeiro.
 A Vanguarda Popular Revolucionária  - VPR
Diversos sargentos, remanescentes, do núcleo de São Paulo do Movimento Nacionalista Revolucionário. de Brizola, muitos com curso em Cuba, procuravam se organizar de acordo com a mesma linha de orientação cubana. Pressurosos em atuar, esse grupo já havia assaltado , no penúltimo dia do ano, o depósito Gato Preto, da Companhia Perus, em Cajamar, São Paulo, roubando 10 caixas de dinamite e 200 detonaaores. Participaram desse assalto: Onofre Pinto, Pedro Lobo de Oliveira - Getúlio, Antonio Raimundo Lucena, José Araújo Nóbrega, José Ronaldo Tavares Lira e Silva e Otacílio Pereira da Silva.
Em janeiro de 1968 , iniciaram-se os encontros formais entre este grupo
 
  Cap americano Charles Chandler
com o grupo de dissidentes da POLOP - Política Operária -,  quando deliberaram atuar em conjunto e traçar os planos para a fusão. Em março, concretizou-se o I Congresso, que fundou a Organização Político Militar  denominada Vanguarda Popular Revolucionária  (VPR) .
A primeira direção da VPR ficou constituída por Wilson Egídio Fava, Waldir Carlos Sarapu e João Carlos Quartin de Moraes,  pelo grupo dissidente da POLOP, e Onofre Pinto, Pedro Lobo de Oliveira  e Diógenes José de Carvalho, pelo núcleo de remanescentes do Movimento Nacionalista Revolucionário.
A VPR estruturou-se, inicialmente, em um Comando Nacional e Comandos Regionais, estes divididos nos setores Logístico, Urbano e Rural ou de Campo. O Setor Logístico era o encarregado de conseguir meios para a organização, através das ações armadas.
No seu início, a VPR não conseguiu definir integralmente a sua 'linha política", engolfada pelas contradições internas advindas de sua dupla origem: a militar e a política. Entretanto, o consenso sobre o foquismo cubano conduziu a organização às atividades puramente militaristas, praticando a ação pela ação, sem uma estratégia de conjunto.
No Movimento Estudantil, a VPR participou das agitações ocorridas em São Paulo, onde conseguiu recrutar diversos estudantes.
No Movimento Operário, atuou nas greves dos metalúrgicos de Osasco, através de seus militantes José Ibrahim e José Campos Barreto.
  
      Darcy Rodrigues
Mas foi na area militar que a VPR mais se notabilizou, graças aos contatos dos ex-sargentos oriundos do Movimento Nacionalista Revolucionário. Possuía uma célula no 4º Regimento de Infantaria (4º RI) em Quitaúna, onde sobressaiam o Sargento Darcy Rodrigues e o Capitão Carlos Lamarca e estava também  infiltrada na Companhia de Policia do Exército, em São Paulo.
Foram dezenas as atividades armadas da VPR catalogadas nesse ano de 1968, desde roubos de carros e assaltos para conseguir dinheiro, armas e explosiVos, até os atos terroristas a bomba e assassinatos, intitulados por eles como "justiçamentos".
Os fatos, a seguir descritos, todos de 1968, em São Paulo,dão, apenas, uma pálida idéia da virulência da VPR, que, em nome 'da "revolução brasileira", roubou, assaltou e matou indiscriminadamente:
- em 7 de março, assalto ao banco Comércio e Indústria,da Rua Guaicurus, na Lapa, considerado como o primeiro assalto a banco da guerrilha urban, no Brasil;
- em 19 de março, atentado a bomba contra a biblioteca do Consulado norte-americano, na Rua Padre Manoel, onde um cstudante Orlando Lovecchio perdeu a perna e mais dois ficaram feridos;
- em 5 de abril, atentado a bomba na sede do Departamento de Policia Federal;
- em 20 de abril, atentado a bomba ao jornal "O Estado de S. Paulo", com 3 feridos;
- em 31 de maio, assalto ao Banco Bradesco, em Rudge
 

     Dulce de Souza Maia - Atentadao ao 
     Quartel General do II Exército

Ramos.
- em 22 de junho, assalto ao Hospital Geral de São Paulo, Cambuci, de onde foram roubados 9 fuzis FAL; e
- em 26 de junho, atentado a bomba contra o Quartel General do II Exército , no Ibirapuera, que, além de grandes danos materias, infelizmente matou a sentinela, um jovem de 18 anos, Mario Kosel Filho, e feriu diversos outros. Deste assalto participaram,  entre planejadores e executantes,: Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Pedro Lobo de Oliveira, Onofre Pinto, Diógenes José Carvalho de Oliveira, Dulce de Souza Maia, Eduardo  Leite, José Araújo de Nóbrega, Osvaldo  Antônio dos Santos e Renata Ferraz Guerra de Andrade
- em 28 de junho, assaIto à Pedreira Fortaleza, na rodovia Raposo Tavares, de onde foram roubadas 19 caixas de dinamite e grande quantidade de detonadores;
- em 19 de agosto, assalto ao Banco Mercantil de São Paulo, do Itaim;
- em 20 de setembro, assalto ao quartel da Força Pública do Estado de São Paulo, no bairro Barro Branco, onde foi assassinada a sentinela,  soldado Antonio Carlos Jeffery. Autores: Pedro Lobo de Oliveira, Onofre Pinto e Diógenes José Carvalho de Oliveira;

 - em 12 de outubro, assassinato do Capitão do Exército dos Estados Unidos da América, Charles Rodney Chandler, que cursava a Escola de Sociologia e política da Fundação Âlvarez Penteado, a tiros de metralhadora na porta de sua residência, no Sumaré, na frente de sua esposa, um filho de 9 anos e dois menores. Autores: Marco Antônio Brás de Carvalho, Pedro Lobo de Oliveira e Diógenes José Carvalho de Oliveira;
- em 15 de outubro, primeiro assalto ao Banco do Estado de São Paulo, da Rua Iguatemi;
- em 27 de outubro, atentado a bomba contra a loja Sears da Água Branca;
- em 7 de novembro, roubo de um carro na esquina das ruas Carlos Norberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues, com o assassinato de seu motorista, o senhor Estanislau Ignácio Correa. Autores: Yoshitame Fujimore, Osvaldo Antônio dos Santos e Pedro Lobo de Oliveira
- em 6 de dezembro, segundo assalto ao Banco do Estado de São Paulo, da Rua Iguatemi; e 
- em 11 de dezembro, assalto a Casa de Armas Diana, na Rua do Seminário, de onde foram roubadas armas e munições e  saiu ferido o senhor Bonifácio Ignore, com um tiro na perna, disparado por José Raimundo da Costa
Milhões de cruzeiros roubados, vultosos danos materiais a propriedades públicas e privadas, ferimentos em dezenas de pessoas e quatro assassinatos foi o saldo trágico da organização VPR, em 1968, primeiro ano de  sua atuação, em atividades "revolucionárias".
Os òrgãos policiais ainda não estavam preparados para enfrentar essa guerrilha urbana, desconheciam os autores dos crimes e muitos eram imputados a marginais. Foi somente no ano seguinte, com a prisão de alguns militantes, que se pôde concluir que esses crimes estavam sendo cometidos em nome da "revolução brasileira".
Essas ações foram praticadas pelos seguintes militantes da VPR: Onofre Pinto, Pedro Lobo de Oliveira, Antônio Raimundo Lucena, José Araújo de Nóbrega,

 
     Tenente Alberto Mendes Junior assassinado a 
     coronhadas por Yoshitame Fujimore, Diogenes 
     Sobrosa de Souza e Carlos lamarca
José Ronaldo Tavares de Lira e Silva, Otacílio Pereira da Silva, Cláudio de Souza Ribeiro, Osvaldo Antônio dos Santos, Diógenes José Carvalho de Oliveira, Hamilton Fernando Cunha, Marcos Alberto Martini, Eduardo Leite. Wilson Egídio Fava, Samuel Iavelberg, Ladislas Dowbor, Reinaldo José de Melo, Darcy Rodrigues Melcides Pereira da Silva, Renata Ferraz Guerra de Andrade, Dulce de Souza Maia, Marco Antônio Braz de Carvalho, Hermes Camargo Batista, Yoshitame Fujimore, Antonio Nogueira Filho, Chizuo Ozava, José Raimundo da Costa e Ismael Antonio de Souza.
Em dezembro de 1968, explodiu a crise latente  entre os "militaristas oriundos do Movimento Nacionalista Revolucionário e os políticos ou "leninistas", oriundos da POLOP. Numa reunião, ora chamada de conferência ora de congresso, realizada no litoral paulista - conhecida como a "praianada" -, os "militaristas", apoiados pela adesão de Carlos Lamarca, assumiram a direção da VPR e expulsaram João Carlos Kfouri Quartim de Morais,Wilson Egídio Fava e sua mulher Renata Ferraz Guerra de Andrade, que, em seguida, fugiram para o exterior, sendo o primeiro acusado de ter levado dinheiro para o exterior.

 


 

Comentários   
#3 Katia Ribeiro 08-08-2015 17:12
Todos esses "guerrilheiros" são exaltados hoje como "heróis". Quero ver como se sentirão os idiotas úteis que achavam que eles lutavam pela "democracia", contra os militares, que estavam no governo justamente para impedir o que as mesmas figuras venham a impor, hoje, o comunismo no Brasil.Lutavam contra os militares para impor o comunismo. Provamos, com os militares, um governo autoritário e agora estamos em via de provar uma ditadura completa.
#2 Valdeke Silva 28-01-2015 18:51
Estamos hoje, em pleno ano de 2015, quase no mesmo nível do pré 1964. Os comunistas bolivarianos orquestrados por Lula, Dilma Rousseff e seus capangas já tomaram conta dos pontos -chave no governo, já envenenaram a cabeça dos jovens e operários. Só falta fechar o cerco. Estamos perdidos. É o fim da democracia e das liberdades conseguidas a duras penas, è lamentável!
#1 William Hoberg Matto 29-06-2013 23:43
alguns desses canalhas já estão no inferno. Falta mandar para esse mesmo lugar, os de hoje que estão no poder na tentativa de golpe. Que os generais fiquem alerta, pois estamos a um passo de termos uma "libretista" castrista no bolso.
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