No aniversário de 40 anos da morte do ex-guerrilheiro, haverá um abaixo-assinado para pedir mudança do nome

Marcelo Auler, de O Estado de S.Paulo

 RIO - Antigos militantes da Aliança Libertadora Nacional (ALN), organização de esquerda que foi comandada por Carlos Marighella, lançaram nesta quarta-feira, data em que há 40 anos foi assassinado o ex-guerrilheiro em São Paulo, a campanha para dar seu nome à Praça Marechal Floriano, no centro do Rio, tradicionalmente conhecida como Cinelândia.

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"Esta praça é simbólica, foi palco das principais campanhas políticas desde a do Petróleo é Nosso. Ela abrigou a passeata dos 100 mil. Por aqui começaram o terminaram grandes outras passeatas e manifestações, como a da Anistia e das Diretas Já", lembrou o também ex-comandante da ALN Carlos Eugênio Sarmento da Paz, ao justificar o movimento para dar à praça o nome de Marighella.

Nesta quarta-feira, simbolicamente, os participantes da manifestação - havia representantes do PT, PSB, PCdoB, PCB e PDT - colaram nas placas da praça o nome do ex-líder da organização de esquerda. Na Câmara Municipal, por iniciativa do vereador Leonel Brizola Neto tramita um decreto legislativo lhe dando o título de cidadão carioca. Na próxima semana o movimento dará início à coleta de assinaturas em um abaixoassinado de forma a forçar os vereadores cariocas a aprovarem a legislação necessária para mudar o nome da praça que também abriga a Câmara.

Comentário do site www.averdadesufocada.com

Quem é Carlos Eugênio Sarmento da Paz?
Foi um dos militantes da ALN que esteve presente em quase todos os atos terroristas da organização..Ex-comandante da ALN, membro da Coordenacão Regional e Nacional da Organização. Juiz e carrasco do  "Tribunal Vermelho ", participou ativamente de , como ele mesmo declarou, cerca de 10 assassinatos.
Um dos mais discutidos , entre os próprios militantes das organizações terroristas foi o de Márcio Toledo Leite, descrito em seu livro : Viagem à Luta Armada.

A descrição abaixo foi retirada do livro "A Verdade Sufocada- a história que a esquerda não quer que o Brasil conheça"
"Justiçamento” de Márcio Toledo Leite - 23/03/1971
Reunido em nova sessão, o macabro “Tribunal Vermelho”, tendo como “juízes” Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz (Clemente), José Milton Barbosa (Cláudio), Antônio Sérgio de Matos (Uns e Outros), Paulo de Tarso Celestino da Silva e Iuri Xavier Pereira (Big), condenou à morte, como sempre sem direito à defesa, Márcio Toledo Leite. Delito: suspeita de vacilação em suas convicções ideológicas e divergências políticas.
Em 1965, Márcio entrou para a Faculdade de Sociologia em São Paulo. O rapaz alegre, mulherengo e bon vivant passou a ser um ativo militante do movimento estudantil, interessado quase que exclusivamente em política.
Márcio era filho de uma família abastada de Bauru, proprietária de uma rede de faculdades espalhadas pelo interior de São Paulo. Entrou para a guerrilha quando cursava a faculdade e passou a usar o nome falso de Sérgio Moura Barbosa.
Em 1968, após participar de algumas ações, foi preso e libertado logo depois. Em seguida, viajou para Cuba, onde fez curso de treinamento de guerrilha, aprendendo a manusear armamentos e explosivos e a executar sabotagens, além de técnicas de guerrilha urbana e rural. Regressou ao Brasil, clandestinamente, em 1970, e passou a integrar a coordenação nacional da ALN, participando de algumas ações.
Faziam parte dessa coordenação: Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz (Clemente); Arnaldo Cardoso Rocha (Jibóia); Hélcio Pereira Fortes (Nelson); Yuri Xavier Pereira (Big); e Márcio Toledo Leite (Vicente).
A partir das ações nas quais participou, Márcio começou a divergir dos demais membros da Coordenação Nacional. Passou a criticá-los pelos métodos usados pela organização e pela forma de atuação.
Esses “jovens estudantes”, que, como apregoam, tanto lutaram pela liberdade e “redemocratização do País”, autoritários e antidemocráticos, já mais permitiriam que alguém questionasse decisões do grupo e, muito menos, tentasse deixar a luta armada ou a organização.
 Márcio Toledo Leite, no dia 23 de março de 1971, chegou ao local de encontro, na Rua Caçapava, 405, na Consolação, em São Paulo, para conversar com os integrantes da ALN, pois estava insatisfeito com a forma pela qual a organização conduzia a luta armada.
Enquanto esperava, surgiu um Volks com dois ocupantes que dispararam mais de dez tiros de revólver .38 e pistola 9 mm. Um Gálaxie com três elementos dava cobertura à ação. Márcio foi atingido por oito disparos. Morreu na hora.
Participaram da ação: Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz ; Antônio Sérgio de Matos; Yuri Xavier Pereira; Paulo de Tarso Celestino da Silva; e José Milton Barbosa.
A ALN assumiu a autoria do assassinato em panfletos deixados no local.

Carlos Eugênio Sarmento da Paz , Clemente, jamais foi preso

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