Folha Online
O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, criticou nesta quinta-feira a filiação do ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) ao PT. Em nota, o socialista sugere que a Comissão de Relações Exteriores do Senado peça a exoneração de Amorim "preservar a dignidade da diplomacia brasileira". Freire ressaltou na nota que "o diplomata brasileiro não é de um governo nem de um partido", mas do Estado e deve servir aos interesses nacionais.

Em reportagem publicada hoje na Folha Amorim afirmou que se filiou ao PT para ter um "palanquezinho".

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"Daqui a um ano e três meses, nas melhor das hipóteses, se o presidente Lula não me mandar embora antes, eu vou deixar de ser ministro. Então, eu quero ter um palanquezinho, uma plateiazinha, digamos assim, para eu poder me manifestar", disse Amorim à Folha. Na nota, Freire ressalta que suas críticas são referentes somente à filiação de Amorim ao PT, e não à política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Mas quando ele se filia [ao PT], deixa de ser um servidor do Estado para se transformar, ele próprio, em um servidor de um partido, o que é inadmissível", afirmou. Sobre as filiações partidárias dos ministros do governo, Freire disse que "aqueles que consideravam as acusações de aparelhamento do Estado brasileiro pelos partidos da base aliada apenas como um exagero da oposição --ou achavam que isso poderia estar ocorrendo apenas em relação a militantes e sindicalistas do PT-- agora podem ver que esse processo é geral e irrestrito", disse. Pelas contas do PPS, dos 37 ministros de Lula, 31 estão filiados a partidos, inclusive o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que ingressou nesta semana ao PMDB.


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