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Categoria: Diversos
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 Por Janaína Figueiredo - O Globo
BUENOS AIRES.
Mais uma vez, os estudantes universitários venezuelanos ocuparam o centro da cena na disputa entre o governo do presidente Hugo Chávez e seus opositores. Depois de terem liderado a campanha contra o referendo sobre a reforma constitucional chavista, derrotada nas urnas em dezembro de 2007, estudantes das principais universidades do país organizaram uma greve de fome em frente à sede da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Caracas, para exigir o envio de uma missão da Corte Interamericana de Direitos Humanos ao país.

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Segundo informações divulgadas pela imprensa local, cerca de 150 jovens estão participando do protesto, desencadeado pela prisão do estudante Julio Rivas, ocorrida após uma manifestação contra o governo em 22 de agosto. O objetivo dos estudantes é denunciar a perseguição política de opositores ao governo chavista e a criminalização dos protestos sociais e políticos no país.

- Os estudantes, com seu sacrifício, estão ajudando o país a compreender que a luta pela democracia é absolutamente fundamental - declarou Miguel Henrique Otero, diretor do jornal "El Nacional" e membro do Movimento 2D (o referendo da derrota de Chávez ocorreu em 2 de dezembro de 2007).

Ontem, por sua vez, o relator da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da OEA, afirmou que as prisões da Venezuela são as mais violentas do continente.

A greve de fome dos estudantes coincidiu com o julgamento do ex-ministro da Defesa Raúl Baduel, antigo aliado que se voltou contra Chávez. Baduel é acusado de enriquecimento ilícito pelo governo.