Reuters e AP, WASHINGTON - O estado de São Paulo
Um estudo da Biblioteca do Congresso dos EUA divulgado ontem considera que a destituição do presidente hondurenho, Manuel Zelaya, foi constitucional, mas afirma que sua expulsão do país foi ilegal. "O serviço de investigações do Congresso, uma agência apolítica, concluiu que a destituição de Zelaya foi constitucional e devemos respeitar essa conclusão", afirmou o deputado republicano Aaron Schock. "É inaceitável que nosso governo queira obrigar Honduras a violar sua Constituição ao cortar ajuda."

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Schock recomendou à Casa Branca o restabelecimento da assistência financeira e da concessão de vistos, além da cooperação com o governo hondurenho de facto nas eleições presidenciais de novembro. Ao governo de facto, pediu que permita a saída de Zelaya da embaixada brasileira e anistie todos os envolvidos na crise.

O Fundo Monetário Internacional (FMI), no entanto, disse que consultou os países-membros e decidiu continuar a reconhecer o presidente deposto como o chefe do governo hondurenho. A decisão fecha as portas para empréstimos que o país precisa. "Nas últimas semanas, o FMI consultou os seus membros por meio dos diretores executivos", disse a instituição em nota. "Com base nessa consulta, o FMI determinou que continuará a reconhecer o governo do presidente Zelaya."

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