O Estado de S. Paulo
O governador José Serra elogiou ontem o secretário da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, cotado para disputar o governo do Estado pelo PSDB (!!!) - o outro nome é o ex-governador Geraldo Alckmin."Se tivesse de indicar um responsável pela excelente relação com municípios e a Assembleia, diria que é o Aloysio. Eu e o Aloysio somos complementares". Disse, em evento de liberação de R$ 34 milhões para convênios com prefeituras. Ele citou a literatura econômica, na qual há bens complementares e substitutos. Deu como exemplo o café e o açúcar. "Não diria que eu sou café e ele açúcar. Mas, interessante, a gente realmente se complementa".

Observação do site www.averdadesufocad.com   - Conheçamos  melhor  o currículo do senhor Aloysio Nunes Ferreira

Texto completo

 

ALOYSIO NUNES FERREIRA("BETO", "MATEUS"- FOI MOTORISTA DE MARIGHELA

http://www.ternuma.com.br/aonde.htm#Aloysio

- Como presidente do Centro Acadêmico XI de agosto, da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, São Paulo, participou da ocupação da Faculdade, ameaçando incendiá-la caso fosse invadida pela polícia. Contava para isso com mais de 100 coquetéis molotov.

 

- Em 1964 ingressou no Partido Comunista Brasileiro.

 

- Descontente com a linha pacífica do Partidão, optou pela luta armada, ingressando na Ala Marighela,

mais tarde Ação Libertadora Nacional (ALN).


- Dentre muitas ações terroristas, a Ação Libertadora Nacional (ALN), organização a que pertencia Aloysio Nunes Ferreira,  participou do assassinato do Cap. do Exército dos EUA, Charles Rodney Chandler e do seqüestro do Embaixador americano Charles Burke Elbrick.


- Seu líder, Carlos Marighela, de quem era motorista, ficou famoso pela pregação da violência, sendo o autor do Minimanual do Guerrilheiro Urbano, livro de cabeceira das Brigadas Vermelhas, na Itália, e do grupo terrorista Baader-Meihoff, da Alemanha.6- Em 10/08/1968 participou do assalto ao trem pagador da Santos-Jundiaí e, em outubro desse mesmo ano, ao carro pagador da Massey-Ferguson.


- Tentou viajar para Cuba com a finalidade de fazer um treinamento militar, no que foi impedido por Carlos Marighela.8- Em novembro de 1968, com o passaporte falso, viajou para Paris onde passou a coordenar as ligações de Cuba com os comunistas brasileiros. 9- Após três anos em Paris filiou-se ao Partido Comunista Francês.


- Negociou com o Presidente argelino Houri Chedid Boumedienne para que comunistas brasileiros recebessem treinamento militar na Argélia.


- Regressou ao Brasil após a Lei da Anistia, de 1979, ingressando na política.


- Foi eleito pela esquerda deputado estadual, vice governador e deputado federal.


- Foi escolhido pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso para Secretário Geral da Presidência da República.


- Como Secretário Geral da Presidência da República viajou à Cuba, na semana de 08 à 13/10/01, onde manteve conversações com seu velho e fraternal amigo Fidel Castro, o mais sangrento ditador do continente que mandou fuzilar no "paredon" 17 mil e prendeu trinta mil opositores ao Partido Comunista Cubano.


- No dia do seu retorno ao Brasil, como deferência ao seu passado revolucionário, Fidel Castro foi ao seu embarque no aeroporto e fez questão de acompanhá-lo até o avião para as despedidas.


- Foi Ministro da Justiça do Brasil, no Gov FHC.


-Em 2002, reassumiu a cadeira de Deputado Federal.

   

Muito oportuno é o artigo que o jornalista Élio Gaspari publicou no jornal O Globo de 28/05/2000 - página 14, que abaixo transcrevo:

“Bala em lavrador é alerta. Ovo em ministro é o caos” “ ...O melhor exemplo dessa estratégia foi verbalizado pelo secretário-geral da Presidência, Aloysio Nunes Ferreira e pela liderança parlamentar do PSDB. Eles se enfureceram porque um estudante desempregado amassou um ovo no ministro da Saúde e um manifestante bateu com um pau de bandeira no governador Mário Covas. Aloysio disse o seguinte:

- Essas ações partiram de uma canalha de ânimo fascista, porras-loucas, membros de grupelhos extremistas. É um banditismo político.

Pegou pesado. As leis do País têm remédios para delitos desse tipo e, no caso do ovo, dificilmente podem levar a uma pena maior do que a perda da primariedade por cinco anos. Se é pouco, pode-se fazer outra lei, mas esta é a que há.

Será que um ovo vale tantos adjetivos?

O ministro José Serra era presidente da UNE em 1964. A escumalha que ele representava fazia coisa pior, muito pior.

Cinquentões, todos esses baderneiros lembram-se com ternura de suas malfeitorias (cometidas num regime democrático) ... O ministro Aloysio Nunes Ferreira chama de bandidos, canalhas, fascistas e porras-loucas extremistas os baderneiros de hoje. É forte.

Lutando contra a ditadura (tendo como objetivo a instauração  no Brasil de um regime socialista) ele militou na Ação Libertadora Nacional, de Carlos Marighella. Essa organização praticava aquilo que seu líder chamava de “terrorismo revolucionário”. Como quadro destacado da ALN, em agosto de 1968, o atual ministro participou do assalto a um trem-pagador da ferrovia Santos-Jundiaí do qual levaram o equivalente a US$ 21.600. Bandido não era. Canalha, muito menos. Fascista, nem pensar. Porra-louca, talvez. Extremista, com certeza. Se ele não era tudo isso, como é que um jovem que amassa um ovo pode vir a sê-lo?”

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