O Globo
Madri. O juiz espanhol Baltasar Gàrzon, famoso mundialmente por indiciar  o terrorista Osama bin Laden e o ditador chileno Augusto Pinochet, virou réu por alegações de que atuou fora de sua jurisdição ao abrir uma investigação sobre crimes durante a Guerra Civil Espanhola. Garzón começou a ser investigado em maio pela Suprema Corte a pedido de uma organização sindical de extrema-direita chamada Manos Limpias, que alega que os crimes estão prescritos e que o juiz não tem competência para julgá-los (....)

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(...) Em junho ele foi multado em trezentos euros (R$ 810) por um erro administrativo que o obrigou a pôr em liberdade dois supostos traficantes de drogas. No fim de 2008, ele teve minado seu trabalho contra uma célula terrorista que supostamente planejara um ataque contra Audiência  Nacional em Madri, onde são julgados acusados de terrorismo e onde trabalha Garzón. Dos quarenta e cinco detidos por ordem dele, apenas seis foram condenados.

Agora, Garzón precisará se explicar por sua tentativa de abrir, em 2008, o primeiro grande processo na Espanha sobre  o desaparecimento de dezenas de milhares de pessoas durante a Guerra Civil Espanhola ( 1936-1939) e a ditadura do general Francisco Franco.

Sindicato pede 20 anos de afastamento das funções

 Inicialmente, Garzón considerou serem crimes contra a Humanidade os desaparecimentos e as detenções sistemáticas de opositores do regime, mandando abrir cerca de 20 fossas comuns onde estão enterradas vítimas da ditadura. A Procuradoria Geral do país rebateu os argumentos e disse que os crimes prescreveram em 1977 com a Lei de Anistia. O juiz interrompeu a investigação.

Ele é acusado de prevaricação por ter pedido a agências do governo informações sobre desaparecidos, mesmo que investigações sobre os sumiços estejam fora da jurisdição de sua corte. O sindicato alega que Garzón sabia que não tinha competência para julgar o caso e pede 20 anos de afastamento.

 

Observação do site www.averdadesufocada.com :

O juiz Baltasar Garzón sempre  tentou  manter em foco os crimes cometidos nas ditaduras militares na América Latina - boa parte das vezes por  desaparecimento ou morte de europeus.  Ele  chegou a expedir mandados de prisão contra autoridades e militares brasileiros que atuaram na repressão a grupos de esquerda. Quatro  dos citados no mandado de prisão  já  haviam morrido.

 Garzón na tentativa de levar adiante  seus propósitos de se imiscuir nas leis do Brasil, esteve no país a convite do ministro Paulo Vanucchi para  tentar intervir em nossas leis querendo levar casos semelhantes no Brasil para o Tribunal Penal Internacional.

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