Enquanto este artigo é elaborado, na manhã de 21 de agosto, o noticiário traz, pela TV, rádio e Internet, notícias ainda esparsas e desencontradas sobre a morte de um homem de 40 anos, membro das fileiras do MST, durante a operação de desocupação da Fazenda Southall pela Brigada Militar. O coronel Lauro Binsfeld, subcomandante geral da BM, homem íntegro que já foi comandante regional para a Fronteira Oeste, declarou que o cidadão que veio a falecer na Santa Casa de Caridade, teve um mal súbito durante a desocupação. Não tenho motivos para duvidar disso. Mas ainda que um médico ateste que isso ocorreu, e que não tenha sido resultado de confronto, o MST conquistou finalmente o objetivo que persegue em São Gabriel desde 2002: a conquista de um cadáver.
 
 

. Desde o ato irresponsável do Presidente Lula naquele já longínquo ano, ao decretar de forma ilegal a desapropriação desta fazenda, ato rejeitado não somente pela classe rural, mas por toda a sociedade gabrielense que se mobilizou, o MST e seus aliados passaram a enxergar São Gabriel como uma “questão de honra”. E isso não é uma expressão nossa, são palavras do próprio ex-superintendente do Incra gaúcho, o desmoralizado Mozar Dietrich, muito feroz para disparar sua fúria verbal contra produtores rurais honestos e quites com seus impostos, mas leniente até a servidão com agiotas que exploravam produtores nas áreas do MST, tendo sido afastado por isso.

. Agora, a cobertura jornalística irá se encarregar de caracterizar a operação da Brigada Militar como “violenta”. Nenhuma palavra será dita sobre a violência da invasão, cujo simples ato já é uma afronta não somente aos atingidos, mas à Lei e ao Estado de Direito.

. Restam, até onde nos chega a informação, três policiais militares feridos. Não tenho dúvida que, a partir de agora, São Gabriel será freqüentada por Ongs de direitos humanos (meros aparelhos da esquerda) para “denunciar” o “assassinato de um trabalhador rural”, mas e quanto à integridade física dos trabalhadores da lei? Será que alguma ONG se oferecerá para prestar assistência aos policiais militares feridos? Conhecendo a “humanidade seletiva” desses grupos, duvido muito. Celebram até hoje Chico Mendes e Dorothy Stang, mas preferem ignorar o PM Valdeci, degolado na Praça da Matriz em 1986, governo Simon.

. Ainda sem saber se esta pessoa foi ou não atingida por um disparo, afirmo com clareza: quem comete crimes se expõe à ação repressora do Estado. Em qualquer democracia do mundo, a polícia existe para resguardar a lei e usar de sua força repressora para garantir a ordem pública. Chamar isso de violência é inverter uma equação, e ignorar o uso de força por parte do MST para entrar nesta área.

. Quanto à morte deste cidadão, é evidente que se deve lamentar. Especialmente porque acreditou em um discurso ilusório semeado por líderes que, nem de longe, se expõem aos mesmos riscos da militância, tratada como massa de manobra e bucha de canhão. É de espantar a perversidade dos líderes do MST que, a exemplo dos líderes da Jihad Islâmica, usam seus “homens-bomba” para o sacrifício voluntário na esperança de amanhãs sorridentes. Para este homem, o amanhã não virá...por culpa exclusiva do MST.

TARSO TEIXEIRA
Presidente do Sindicato Rural de São Gabriel
Vice Presidente da Farsul

  http://resistenciademocraticabr.blogspot.com/

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