O presidente Manuel Zelaya de Honduras quis fazer sua reeleição, o que é inconstitucional pelas leis hondurenhas. O Congresso rechaçou a proposta, Zelaya ignorou a decisão e partiu para realizar o plebiscito de qualquer forma. O promotor e defensor dos direitos humanos considerou o plebiscito ilegal. O STF, o TSE e o MP o declararam inconstitucional. O parlamento votou lei impedindo. Os comandantes das Forças Armadas foram exonerados. O Supremo determinou que o general chefe do estado maior fosse restituído a seu posto. Hugo Chávez mandou rodar as cédulas do plebiscito e fazer as urnas na Venezuela, e as enviou a Tegucigalpa. Insultou as autoridades constituídas hondurenhas - judiciais, militares e parlamentares. Chamou o chefe do estado maior, general Vásquez, de "gorila e traidor". E colocou suas Forças Armadas de prontidão. O presidente Zelaya foi ao aeroporto, com seus correligionários, receber o material desde Caracas. As urnas foram distribuídas por uma frota de táxis contratados.
 
 

O STF determinou a prisão de Zelaya. Este apresentou sua renúncia à presidência. Pela manhã, o Congresso aceitou a renúncia e nomeou presidente o presidente do Congresso, Roberto Micheletti. Zelaya foi detido pelo exército e transferido para Costa Rica. Negou a renúncia. Então Chávez o transferiu para Nicarágua e convocou reunião dos países do ALBA.
 
Manuel Zelaya desrespeitou a Constituição de seu país. Agora tudo é divulgado como se fosse um golpe de Estado, um atentado à democracia. É mentira das mais escabrosas a serviço do bolivarianismo. E o que é o bolivarianismo? É uma maneira de usar a democracia justamente para afogá-la. Como Chávez faz na Venezuela. Como o PT fazia em Porto Alegre com sua democracia participativa. Como Evo Morales faz na Bolívia. Acham que o apoio que têm nas urnas lhes dá o direito de fazerem o que bem entenderem no poder.
 
E quem sai em defesa de Zelaya?
- Hugo Chávez, o bufão que puxa as cordinhas das marionetes
- Lula e Celso Amorim, sem comentários
- Rafael Correa, o equatoriano amigo das FARC
- Daniel Ortega, o sandinista nicaraguense
- Miguel d'Escoto, nicaraguense, amigo de Ortega e presidente da Assembléia Geral da ONU
- Barack Hussein Obama, o mais novo bolivariano do clube, leitor das Veias Abertas da América Latina
 
Honduras já era. O apoio que deveria vir de países democráticos já não virá mais, especialmente com a súbita adesão de Hussein Obama à causa bolivariana.
 
A grande mão vermelha de Hugo Chávez já alcança da Argentina aos EUA.
 
Na América do Sul, a Argentina, outrora um dos países mais ricos do mundo está afundando no populismo dos Kirchner.
 
Bolívia, Paraguay e Ecuador já são casos perdidos.
 
O Chile escapa porque já não é terceiro mundo como os outros, como diz Mário Vargas Llosa, percebeu as vantagens da globalização e com seus acordos de comércio está se tornando o maior entreposto e balcão de negócios do continente. Ali, Chavéz só pode tentar desestabilizar o regime.
 
No Peru, sua influência foi sentida com as revoltas indígenas.
 
O Brasil, embora seja muito grande para suas ambições é um aliado em potencial de sua causa. Quando não o apóia é conivente com suas ações.
 
Só a Colômbia de Uribe ainda resiste, embora as FARC estejam lá para apoiar a causa.
 
Na América Central, Honduras virou o palco da batalha entre democracia e o bolivarianismo, e pode determinar sua freada ou a sua expansão. Dada a lista dos que apóiam Zelaya, a segunda opção parece mais plausível.
 
E Obama só faz confirmar sua falta de compromisso com a democracia e com os princípios que fundaram a liberdade no Ocidente.

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