Promotoria afirma que o ex-governador recebeu dinheiro da Odebrecht em campanhas eleitorais
Terra - 23 JUL 2020 10h04
Geraldo Alckmin foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo nesta quinta-feira, 23, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo
Tucanos defendem Alckmin e tratam Serra de forma protocolarEx-governador Geraldo Alckmin foi denunciado pelo MP-SP

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Ex-governador Geraldo Alckmin foi denunciado pelo MP-SP 06/09/2018 REUTERS/Paulo Whitaker
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De acordo com a publicação, a Promotoria afirma que o tucano recebeu R$ 2 milhões em espécie da Odebrecht durante a campanha para o governo do Estado de São Paulo em 2010. Na disputa pela reeleição ao Palácio dos Bandeirantes, em 2014, o valor subiu para R$ 9,3 milhões.


O MP afirma que as doações de campanha foram feitas por Alckmin e não foram registradas na prestação de contas. Os pagamentos teriam acontecido pelo setor de operações estruturadas da Odebrechet por meio ilegais, utilizando inclusive doleiros.

“Os recursos não foram registrados nas prestações de contas do candidato (falsidade ideológica), que solicitou e recebeu vantagem indevida (corrupção passiva), pagas pelo setor de operações estruturadas da Odebrecht, a partir do emprego de métodos ilícitos como uso de ‘doleiros’, com o fim de ocultar a origem dos valores e dificultar a possibilidade de seu rastreio (lavagem de dinheiro). Esses recursos destinavam-se, num primeiro momento, ao financiamento eleitoral indevido (não declarado) e, num momento seguinte, pós eleições, à manutenção da influência do grupo empresarial junto ao governo”, diz a nota divulgada pela Promotoria.

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Marcos Antônio Monteiro, tesoureiro da campanha de 2014, e Sebastião Eduardo Alves de Castro, ex-assessor da Secretaria de Planejamento de Alckmin, também foram denunciados. Já Adhemar César Ribeiro, cunhado do ex-governador, não foi denunciado por causa da prescrição em razão da idade (superior a 70 anos).

Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Luiz Antônio Bueno Júnior, Arnaldo Cumplido de Souza e Silva, Maria Lúcia Guimarães Tavares, Fernando Migliaccio da Silva e Luiz Eduardo da Rocha Soares, executivos e operadores do Grupo Odebrecht, também foram alvos da acusação, assim como o doleiro e delator Alvaro Jpsé Gallies Novis

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