General Ramos fala em 'convivência fraterna' no governo
General Ramos, ministro da Secretaria do Governo, é transferido para a reserva
Ramos já havia comunicado sobre seu desejo de ir para a reserva
Deu no G1
O general quatro estrelas do Exército e ministro da Secretaria de Governo Luiz Eduardo Ramos foi transferido para a reserva remunerada. A decisão foi publicada na madrugada desta quinta-feira, dia 16, no “Diário Oficial da União” (DOU).
Ramos já havia comunicado ao Alto Comando do Exército sobre seu desejo de ir para a reserva, segundo informou a colunista Andréia Sadi. Aliados dele afirmaram que o ministro tomou a decisão “irrevogável” para acabar com especulações de que haveria envolvimento de militares da ativa na política.

CRENÇA – A ida para a reserva, segundo a colunista, também sinaliza a crença de Ramos de que o governo de Jair Bolsonaro dará certo. Ramos foi para a Secretaria de Governo em junho de 2019, no lugar de Carlos Alberto dos Santos Cruz, general de reserva do Exército que deixou o cargo em 13 de junho do ano passado. Segundo o colunista Gerson Camarotti, o objetivo do presidente Jair Bolsonaro com a mudança à época foi evitar um atrito com a ala militar do governo.

A transferência já era aguardada desde junho, quando o General Ramos afirmou que entraria com um requerimento. Na ocasião, o ministro alegou que, no exercício do cargo de ministro de Estado, deixou de participar de reuniões e decisões estratégicas do Exército, embora se mantivesse no serviço ativo, mas licenciado do Alto-Comando do Exército (ACE).

“Com esta decisão, afasto de forma definitiva e irrevogável a possibilidade do meu retorno às lides da caserna, o que poderia acontecer até dezembro de 2021, como também, do recebimento de uma nova missão oriunda do Comando do Exército”, disse o ministro.

ASSOCIAÇÃO – No mês passado, Ramos afirmou, em entrevista à revista Veja, que cogitava se transferir para a reserva para que suas decisões como ministro não fossem associadas às Forças Armadas. Ele citou a vez em que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em um ato favorável ao governo e que atacava o Congresso Nacional e o STF (Supremo Tribunal Federal).

“Fui muito criticado no dia seguinte, inclusive pelos meus companheiros de farda. Não me sinto bem. Não tenho direito de estar aqui como ministro e haver qualquer leitura equivocada de que estou aqui como Exército ou como general. Por isso, já conversei com o ministro da Defesa e com o comandante do Exército. Devo pedir para ir para a reserva.Estou tomando essa decisão porque acredito que o governo deu certo e vai dar certo. O meu coração e o sentimento querem que eu esteja aqui com o presidente”, disse Ramos à revista em junho. O ministro completou recentemente um ano no Governo Bolsonaro.

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