Publicado no JH 1ª Edição - Natal.
Por Marco Antonio Sendin Cel.-Av.-R1

Enquanto o nosso Presidente distribuía camisinhas para o povo na Sapucaí, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) - núcleo das Forças Armadas Revolucionárias do Brasil (FARB) - fazia o seu carnaval fora à parte, invadindo 20 propriedades em 16 municípios do oeste paulista e assassinando a tiros quatro pessoas em Pernambuco.

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O coordenador nacional da turba, travestida de movimento social, Jaime Amorim, teve o desplante de afirmar que "Os que matamos não foram pessoas comuns. Eles foram contratados para matar, eram pistoleiros violentos", como se fosse correto agir por conta própria, justiçando a bel prazer.

A verdade é que os seguranças da Fazenda Consulta, em São Joaquim do Monte, Pernambuco: João Arnaldo da Silva, Rafael Erasmo da Silva, Wagner Luiz da Silva e José Wedson da Silva foram mortos a sangue frio; os dois últimos, perseguidos e exterminados com tiros nas pernas e na cabeça.

A Fazenda já havia sido ocupada pelos bandoleiros; obteve, na Justiça, a reintegração de posse e a respectiva ordem de despejo dos invasores. Mas de nada adiantou. Fez-se o "justiçamento" particular, a exemplo do que ocorria no Brasil revolucionário das décadas de sessenta e setenta.

Dentre em pouco, os crimes cometidos pelo MST serão considerados "crimes políticos"; e os seus algozes, heróis nacionais. Então, teremos trocados os verdadeiros valores humanos da nossa história, como Tiradentes, Caxias, Tamandaré, Rondon, Deodoro da Fonseca, Santos Dumont, José Bonifácio... Em seus lugares figurarão Stédile, Lamarca, Carlos Prestes, João Amazonas, Tarso Genro, Zé Dirceu. Será o fim!

Em São Paulo, outro líder do MST, conhecido pelos inúmeros processos judiciais que tem contra si, José Rainha Júnior, deflagrou a operação "Carnaval Vermelho" no Pontal do Paranapanema, em protesto contra o Governo do Estado, alegando não ter este competência para tratar de assuntos relacionados à reforma agrária. Do alto da sua arrogância revolucionária, Rainha exigiu a extinção do ITESP, órgão estadual incumbido da reforma agrária do governo paulista.

O pior de tudo é que o MST e outras organizações similares: Luta Campesina, MRST, Movimento dos Pequenos Agricultores etc, usam o dinheiro público para realizar essas invasões de terra e esses atos de pura violência sob o pretexto de atuarem em prol da reforma agrária no país.

No decorrer do tempo, protegidos pelo manto governamental, construíram uma intrincada rede de captação de recursos públicos. Tão ampla que hoje é difícil a sua fiscalização. Sobre o tema, o jornal O Estado de São Paulo publicou a seguinte nota:

"O controle dos repasses de verbas públicas, como exigiu na semana passada o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, para evitar que, em vez de serem utilizadas na melhoria dos assentamentos, sejam desviadas para financiar invasões de terras e atos de violência, não é fácil. Um exemplo disso é o que vem acontecendo com o Tribunal de Contas da União (TCU)".

"A Instituição redobrou nos últimos anos os cuidados com a análise das prestações de contas das grandes associações e confederações da reforma agrária ligadas ao MST. O esforço resultou na detecção de tantas irregularidades que o governo se viu obrigado a suspender o repasse de recursos para as principais delas".

"O pior caso foi a da Associação Nacional de Cooperação Agrícola (ANCA), cujas instalações servem como base de apoio operacional do MST em diversas partes do País. Após receber quase R$ 17 milhões entre 2004 e 2006, a ANCA passou os dois últimos anos à míngua, sem receber nada dos cofres públicos". Há controvérsia!

Para o Presidente da República e para o Ministro da Justiça (Tarso Genro) a violência no campo não aumentou, não há problema: "quem cometer ilegalidade pagará o seu preço", disse Lula, sem fazer muita marola. Simples assim!

O carnaval já passou, o saldo foram depredações, intimidações, violência, e quatro mortes. Não se apoquentem; vem aí, já, já, o "Abril Vermelho".
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