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O ministro da Justiça, Tarso Genro ao comentar as  recentes invasões de terras feitas pelo MST  em São Paulo, no Pará e Pernambuco, afirmou não notar aumento da violência no campo. Segundo ele, "A reforma agrária vem sendo feita de maneira ordenada, dentro da Constituição e eu não vejo nenhum índice de violência. O que ocorre é a mobilização de movimentos, em determinadas circunstâncias de uma maneira mais arrojada." (Zero hora- 03/03/2009 )
 
 
 
 

O que pensa o ministro Tarso Genro  quando considera, apenas arrojada, essa invasão da fazenda Jaboticaba, no agreste Pernambucano, no sábado de Carnaval?  A atitude arrojada dos sem-terras provocou o confronto entre os seguranças da fazenda, em São Joaquim do Monte (PE), que terminou com a morte de quatro  trabalhadores
 
    Tudo começou  quando um grupo de sem-terra e cinco seguranças, contratados para evitar que a fazenda Jabuticaba fosse novamente invadida por baderneiros do MST após ter sido reintegrada por ordem judicial, se confrontaram. 
 
    Alegando terem sido atacados pelos seguranças , (os integrantes do MST disseram que foram atacados por "pistoleiros armados com espingardas e pistolas") , os sem-terra agiram "em defesa do acampamento", segundo o chefe do bando. O que é a ideologia!... se fossem os seguranças que tivessem ferido um sem-terra, estariam presos. Os donos das terras  não podem contratar seguranças para defender o que é seu.
 
 .  Os quatro seguranças foram executados com tiros nas pernas, para impedir a fuga e, depois de caídos, executados, sumariamente, com tiros na cabeça. O chefe do bando que atacou e matou os quatro seguranças e coordenador nacional do movimento, Jaime Amorim,  continua solto e ainda tem o descaramento de alegar legítima defesa. É ridiculo o seu posicionamento.
 
   Para ele essas mortes não podem nem ser lastimadas,  já que afirmou : "O que matamos não foram pessoas comuns. Eles foram contratados para matar, eram pistoleiros violentos". (Revista Veja ) .  
 
 Ele dá a entender que os trabalhadores, que estavam defendendo o sustento de suas famílias são pessoas desprezíveis.
 
Esses bandos armados e treinados  aterrorizam o campo  e as cidades  há décadas, Em  1990 , durante uma manifestação no centro de Porto Alegre, um grupo de  sem-terras cercou um carro de polícia e, a golpes de foice, degolou o cabo Valdeci de Abreu Lopes, de 27 anos. Desde então, ao menos outros quarenta integrantes do MST foram acusados de homicídio , mas somente dois deles, até agora,  foram condenados em primeira instância.
 
Eles são sempre as pobres vítimas  de uma sociedade opressora. Os que defendem a propriedades privada,  patrões ou empregados, sempre os vilões...
 
  O ministro  Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, ONGs, OAB, alguns bispos e padres de passeatas parece que pensam como o coordenador nacional do movimento, Jaime Amorim , pois permanecem calados.
 
        Será que  Paulo Vannuchi, o secretário Nacional de Direitos Humanos,  mandou algum representante dar apoio as famílias  dos mortos?.

      
 Será que as viúvas e os órfãos desses trabalhadores podem pedir indenização  ao estado  que indiretamente financia esses "movimentos sociais "?
 
       Será que o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, acatará o pedido ?
 
       Será que Tarso Genro conseguirá convencer as famílias desses mortos, e a própria sociedade, que isso não é violência e sim uma "atitude arrojada" por causa de determinadas circuntâncias ?     
                        
       Nós nada podemos fazer, a não ser deixar  aqui no site para que sejam lembrados como mais quatro vítimas dessa insanidade, o nome desses trabalhadores que estavam apenas defendendo o sustento de seus familiares.
 
      - João Arnaldo da Silva, 40 anos. Um tiro na perna e um na cabeça.
      - Rafael Erasmo da Silva, 20 anos. Um tiro na cabeça.
      - Wagner Luís da Silva, 25 anos. Um tiro na perna e dois na cabeça.
      - José Wedson da Silva, 20 anos. Um tiro na perna e dois no rosto.
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