Por Carla Pola - 20/02/2019
Nem sei por onde começar, mas vamos lá.
Eu não sabia quem era esse tal de Bebianno, que atualmente é o secretário-geral da presidência. Como a maioria, só vim conhecê-lo durante a campanha presidencial.
Porém, quando observei ontem a defesa apaixonada da imprensa oficial por ele, minhas antenas ficaram em alerta. Ora! Justo uma imprensa que quer derrubar o presidente Bolsonaro todos os dias??? Uma imprensa que faz de um limão uma limonada e que quer porque quer derrubar ministros, haja vista o que fizeram com a ministra Damares, só para citar um exemplo e não me prolongar muito.Como sempre resolvi fazer uma pesquisa, agora sobre o tal Bebianno.

Descobri que ele trabalhou no escritório do famoso advogado e sócio da esposa do Gilmar Mendes, Sérgio Bermudes. (isso já diz muita coisa).

Descobri também que durante muito tempo ele tentou de várias maneiras se aproximar da família Bolsonaro sem sucesso. Porém, não desistiu. Mandou mensagens pelo Facebook, e-mails se oferecendo para trabalhar na campanha do Bolsonaro, até com o sogro (coronel do Exercito) falou para tentar um encontro com o Bolsonaro em Brasília, que também não deu certo. Mas a persistência foi tanta que acabou conseguindo o que queria. Havia processos do Bolsonaro largados a própria sorte e foi assim o caminho que fez com que chegasse ao presidente e passasse a gozar da sua confiança.

Bebbiano é amigo do Paulo Marinho, aquele ligado aos petistas, que foi casado com a Maitê Proença, amigão do José Dirceu, que se filiou ao PSL e mesmo a contragosto do Flávio Bolsonaro, foi colocado como 1º suplente do senador.

Assessores alegam que ele manobrou para que o Bolsonaro se afastasse dos Patriotas e jogou o presidente no colo do PSL, do Luciano Bivar (que dispensa apresentações) e com isso passou a ser o presidente interino do PSL durante a campanha do Bolsonaro.

Além de cuidar pessoalmente do dinheiro do partido, coube também ao tal Bebbiano se encarregar das candidaturas estaduais. Fritou muitos nesse processo tendo a seu lado o tal de Julian Lemos.

Com as muitas reclamações internas do tal Bebbiano, Carlos Bolsonaro, que atuava ao lado do pai, pois não estava em campanha própria como os outros irmãos, começou a observar mais de perto o que acontecia dentro do partido, observando as manobras que o Bebbiano fazia para afastar os aliados do pai. A partir daí é que começa o imbróglio.

De alguma forma, Bolsonaro acordou para o caso, pois o tal Bebbiano foi um dos últimos a assumir um cargo no primeiro escalão, a Secretaria-Geral da Presidência, porém antes ela foi esvaziada, pois Bolsonaro passou a maioria dos encargos da secretaria (como o bilionário Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) ao general Santos Cruz que é o secretário de governo. (isso na época já me chamou a atenção, mas deixei no cantinho).

Isso demonstra claramente que o presidente já não mais confiava no tal Bebbiano. E obviamente que ele sabia disso e não deve ter ficado nada feliz em ser um secretário basicamente sem função.

Durante o período de transição e agora mesmo, houve muitos vazamentos à imprensa. E com a defesa que toda a imprensa faz para que o tal Bebbiano não caia, mas que se fosse com qualquer outro ministro seria diferente, mostra claramente que o tal é um dos maiores vazadores. Vingança??? Estar a serviço de outrém para derrubar o governo e isso desde antes da campanha??? São possibilidades.

O que mais os inimigos do presidente Bolsonaro desejam é um escândalo o envolvendo em algum tipo de corrupção. Para que melhor que esse que apareceu dos desvios de dinheiro para candidatas mulheres dentro do PSL??? Escândalo esse que aparece justamente no momento que o presidente está fragilizado pela terceira cirurgia que fez em decorrência do atentado terrorista que o Adélio Bispo, supostamente ex-PSOL, fez em 06 de setembro de 2018???

Acontece que o tal Bebbiano afirmou que não havia crise e que tinha falado com o Presidente (hospitalizado) três vezes num dia, sendo assim, colocou o presidente no fogo, arrastando-o para um escândalo do qual ele nem tinha conhecimento. Carlos Bolsonaro percebeu a manobra e o pai também e, desmentiu publicamente o Bebbiano, mostrando inclusive um áudio do pai dizendo que não podia falar com ele, pois estava se preparando para exames a fim de sair do hospital, áudio esse retuitado pelo próprio Bolsonaro.

Bebbiano afirma que falou com o presidente Bolsonaro por mensagens, mas não as mostrará por questão do cargo. Balela!! Não há conversa nenhuma, com certeza se houvesse ele teria vazado para a imprensa.

A partir daí começou o ataque da imprensa contra o Carlos e a defesa ardorosa para com o tal Bebbiano, interessante ressaltar que o escândalo em si não mais foi pautado pela imprensa, só o discurso que os filhos do Bolsonaro estão atrapalhando o governo. O que é mentira.

Flávio Bolsonaro está no Senado fazendo o trabalho dele, Eduardo na Câmara, e só o Carlos está junto ao pai ajudando na sua recuperação.

A pergunta que faço é: os filhos estão atrapalhando o governo ou os planos dos inimigos para derrubar o presidente Bolsonaro??

Diante de tudo que pesquisei não tenho a menor dúvida que esse tal de Bebbiano é um dos infiltrados no Governo Bolsonaro e isso desde as eleições. Além de ser X9 da imprensa, queridinho da Globo, Folha de São Paulo e até dos Antagonistas, fora outros veículos da mídia.

Usando seus amigos da imprensa, Bebbiano deu uma entrevista à Crusoé, que li, e nela há várias ameaças ao presidente Bolsonaro, um absurdo total!!

O Bebbiano recebeu o recado do presidente: ou ele pede as contas ou será exonerado segunda-feira e, obviamente o tal Bebbiano vazou isso para O Antagonista ontem mesmo.

Diante do exposto, o Bebbiano tem que sair, é um infiltrado, desestabiliza o Governo com vazamentos à imprensa que quer porque quer derrubar o Governo, atua nas sombras.

Caso ele fique o presidente Bolsonaro terá um grande problema. Começarão a dizer, aliás já estão dizendo, que ele ficou com medo do tal Bebbiano e que esse ordinário tem ele nas mãos.

Muita gente diz que os militares resolverão o problema. Os militares estão falhando muito para meu gosto. Deixaram um petista de carteirinha entrar na comitiva do presidente a Davos e duvi-de-ó-dó que não soubessem quem é esse tal Bebbiano, pois seu eu descobri em uma pesquisa básica, eles devem saber bem mais a respeito e já era para tê-lo chamado de canto e o tirado do cargo na mesma hora que o escândalo do PSL veio a público, usando a "diplomacia" de que ele se afastasse até provar sua inocência e fim. O tal Bebbiano mesmo teria se demitido e ainda sairia por cima.

Mas para se agarrar a um cargo que foi esvaziado, com certeza o tal Bebbiano está a serviço de alguém, resta saber de quem.

Também acho que o Carlos Bolsonaro, após a recuperação do seu pai, deva retornar a vereança no Rio; não porque atrapalhe o Governo, mas porque ele tem compromisso com os eleitores que o elegeram..

Adicionar comentário