Clemente e o sublime alimento do ódio
Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz - “Clemente” - codinome nada adequado para um assassino confesso de mais de uma dezena de brasileiros -, foi anistiado e indenizado, apesar de nunca ter sido preso. “Clemente” foi um dos muitos, que escaparam da repressão. Quando o tempo ficou quente para o lado dele, lá pelos idos de 1973, se mandou - o que aconteceu com muita gente -, inicialmente para Cuba, depois para a Europa, deixando seus “comandados” aos cuidados da própria sorte.



Para conhecer melhor esse “herói”, que frequentemente dá entrevistas e faz palestras em Universidades, esse jovem que não era da paz e muito menos era clemente com seus adversários, ou com seus companheiros, é necessário transcrever alguns pequenos trechos de um de seus romances - “Viagem à luta Armada” (Ed. Civilização Brasileira, 1996),- que dedica “a todos os companheiros da Ação Libertadora Nacional - ALN, que com sacrifício de suas próprias vidas, escreveram algumas das mais belas páginas de nossa história”

O próprio “Clemente” faz questão, até hoje, de se vangloriar “de ter sido o comandante de um dos mais ativos grupos de combate”.
Referindo-se a uma fuga:“...é sempre assim depois que acaba”... “Alegria desconfortável, cansaço, lassidão, vontade de gritar, bronca, medo, ódio e estou pronto para recomeçar. Que alimento sublime é o ódio, pena tantas contradições.”

Descreve, também, como se sentia antes de uma ação, onde poderia haver mortos e feridos :
...É uma frieza que impulsiona com rapidez, precisão e crueldade, para o esmagamento do inimigo e a fuga da morte. Um frio animal. Sou um frio animal, quando sinto o cheiro de pólvora e descarrego adrenalina.”

No prefácio, omitindo a principal motivação - a implantação de uma ditadura marxista-leninista -, Franklin Martins ministro das Comunicações do governo Lula, ex-membro do Movimento Revolucionário - 8 de Outubro - MR-8 -, faz um pequeno resumo da vida de “Clemente , que desde os 17 anos, já se incorporara à luta armada em uma das mais violentas organizações existentes - a ALN -, tendo como mentor Carlos Marighella que pretendia “derrubar a ditadura militar, através da guerra de guerrilha

No livro, “Clemente” confirma sua infiltração no Exército e o empenho nos treinamentos, ao mesmo tempo de suas atividades na guerrilha; fala dos companheiros em Cuba; dos agentes duplos; de seu fascínio por Marighella; e de seu desejo de tornar o Brasil uma ditadura comunista:
“Eu já vivi, já vi, já refleti, já li, já reli, vi e já conheci a metodologia cubana, já conheci a metodologia soviética, já conheci a metodologia chinesa... Eu era uma pessoa marighellista. Não aALN e Cuba... entrei no Partido Comunista e saí. Entrei na ALN e depois o Marighella pediu para entrar no Partido Comunista para travar a luta política. Eu era marighellista, eu entrei na esquerda dentro de uma visão marighellista... eu era socialista, queria osocialismo, queria o comunismo [...] mas quem eu reconhecia como liderança, a pessoa que eu dizia assim: “É esse cara que eu vou seguir”, foi o Marighella, sempre foi.”

Apesar de ter sido soldado , segundo ele a mando de Marighella, para aprender as táticas do Exército no combate à subversão, portanto um infiltrado, depois um desertor, apesar disso tudo, acreditem se quiserem: ainda foi anistiado e promovido a Terceiro-Sargento do Exército Brasileiro, conforme portaria abaixo:
O MINISTRO DE ESTADO DA JUSTIÇA, no uso de suas atribuições legais, com fulcro no artigo 10 da Lei nº 10.559, de 13 de novembro de 2002, publicada no Diário Oficial de 14 de novembro de 2002 e considerando o resultado do julgamento proferido pela Comissão de Anistia na 16ª Sessão, Caravana da Anistia na cidade de Belo Horizonte, realizada no dia 13 de agosto de 2009, no Requerimento de Anistia n° 2003.01.27650, resolve:
Nº 34 - Declarar CARLOS EUGENIO SARMENTO COELHO DA PAZ, portador do CPF nº 022.477.858-75, anistiado político, reconhecer o direito as promoções à graduação de Terceiro-Sargento com os proventos da graduação de Segundo-Sargento e as respectivas vantagens, conceder reparação econômica em prestação mensal, permanente e continuada no valor de R$ 4.037,88 (quatro mil, trinta e sete reais e oitenta e oito centavos), com efeitos financeiros retroativos da data do julgamento em 13.08.2009 a 14.08.1998, perfazendo um total de R$ 577.416,84 (quinhentos e setenta e sete mil, quatrocentos e dezesseis reais e oitenta e quatro centavos), nos termos do artigo 1°, incisos I e II, Parágrafo Único da Lei nº 10.559 de 13 de novembro de 2002. http://www.jusbrasil. com.br/diarios/1577171/dou-secao-1-04-02-2010-pg-37

Na ocasião o ministro da justiça era Tarso Genro.

Texto extraído do livro  A Verdade Sufocada- A história que a esquerda não quer que o brasil conheça 14ª edição  autor Carlos Alberto Brilhante Ustra

Comentários  

0 #1 Dalton C. Rocha 14-06-2018 15:04
Há quase 100 anos atrás, o escritor português Fernando Pessoa (1888 – 1935) escreveu: "O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema — o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução. Se o que há de lixo moral e mental em todos os cérebros pudesse ser varrido e reunido, e com ele se formar uma figura gigantesca, tal seria a figura do comunismo" > http://conservadores.com.br/o-anticomunismo-de-fernando-pessoa/


"Porém o suprassumo da cretinice é contestar a fidelidade de Lula ao comunismo mediante a alegação de que é um larápio, um corrupto. Qual grande líder comunista não o foi?" > http://www.dcomercio.com.br/categoria/opiniao/el_mayor

“Quais são as pessoas que curtem a esquerda e, em espécie, o comunismo?” > https://subversivoxxi.blogspot.com.br/2017/07/os-crimes-de-stalin-trajetoria.html

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