MTST faz marcha de terreno ocupado no ABC até Palácio dos Bandeirantes
Cerca de 7 mil famílias vivem em área ocupada em São Bernardo do Campo.
Por G1 SP, São Paulo - 31/10/2017
Manifestantes fazem passeata para reivindicar moradias populares
O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) faz uma marcha na manhã desta terça-feira (31) em direção ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, em manifestação pelo direito à moradia.

Integrantes do movimento deixaram por volta das 7h a ocupação "Povo Sem Medo", em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. No local vivem cerca de 7 mil famílias. Antes, participaram de uma missa ecumênica. A previsão é do grupo percorrer 27 km.

Os manifestantes seguiram pela Avenida Cupecê, na Zona Sul, onde pararam para almoçar.

Às 12h30, o grupo passava pela Avenida Vereador João de Luca, na Zona Sul de São Paulo. Segundo o movimento, 10 mil pessoas participam da marcha.

A manifestação provocou reflexos até no Terminal Diadema, no ABC paulista. Muitos ônibus que usam o corredor que passa pela Avenida Cupecê.

Ocupantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) continuam acampados em SBC

A Justiça já concedeu a ordem de reintegração de posse do terreno à construtora MZM Incorporação Limitada, dona da área. Ainda não há data, porém, para que a reintegração seja realizada. O terreno tem 78 mil metros quadrados e foi ocupado no dia 1º de setembro.

A área é a mesma que foi alvo de polêmica nesta semana em razão da proibição da realização de um show do cantor Caetano Veloso pela Justiça. A juíza Ida Inês Del Cid atendeu pedido do Ministério Público, que argumentou que o terreno é alvo de ação judicial em razão da ocupação e que não poderia ser palco de eventos.

 

 

Caetano Veloso criticou a decisão e afirmou que foi a primeira vez que foi impedido de cantar no período democrático.

O MTST pede que o governo do estado desaproprie o terreno para que possa ser transformado em moradia popular. Enquanto não há uma solução para a questão, moradores de prédios e casas vizinhos ao terreno realizam protestos contra a ocupação        

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