Por Paulo Carvalho Espíndola, Cel Reformado - TERNUMA Regional Brasília
Estamos todos de parabéns!

Hoje, 06 Dez 08, nos confraternizamos, os integrantes do grupo Terrorismo Nunca Mais (TERNUMA Regional Brasília), num magnífico almoço, em que a camaradagem, a vibração, a identidade de valores e a firme crença de que lutamos no passado e ainda lutamos por um Brasil livre foram o melhor do cardápio. Para mim, o simbolismo maior desse encontro foi a curiosidade do meu netinho, menino traquinas de apenas três anos, impressionado com a mão mutilada de um dos nossos. O velho soldado, entretanto, não se mostrava incomodado com a irreverência do menino e, carinhoso, exibia-lhe a mutilação, simplesmente para saciar a curiosidade de uma criança travessa. Preocupado, corri para afastar meu neto disso que nós adultos entendemos como constrangimento. Vi, todavia, o que me deixou verdadeiramente envergonhado pela minha falta de percepção da grandeza daquele momento, a paciência de um avô mais paciente do que eu.

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- Deixe, Espíndola, ele não está me importunando. Foi o que eu entendi no olhar desse homem de poucas palavras. Sem graça, contudo, encontrei uma forma de externar ao velho soldado toda a minha admiração. Disse-lhe: general, o menino ainda não entende nada; se entendesse, eu lhe diria que ele está diante de um grande herói (*). Incontinenti, retirei meu neto do cenário, muito emocionado.

A cena, para mim, encerra todo o simbolismos do grupo TERNUMA.

A providência fez com que meu neto estivesse ali.

De um lado, uma das vítimas do terrorismo comunista. De outro, um menino, um doce menino.

 Falo de um homem que foi mutilado pela bomba covardemente explodida no aeroporto dos Guararapes, em 1966, por essa gente que hoje está no poder no Brasil.

Comigo nessa confraternização estavam velhos generais, velhos coronéis e velhos paisanos.

Conversando com um deles, veio-me um grande sentimento de frustração. Estamos velhos e não conseguimos convencer as novas gerações do que fizeram os “heróis” hoje ungidos por Lula e sua escumalha.

Meu neto, tenho a mais absoluta certeza, saberá discernir e separar o joio do trigo, pois que ele tocou a mão mutilada de um herói.

O mais difícil já consegui: ele é Flamengo, graças ao bom Deus.

Aos meus parceiros e amigos do TERNUMA os meus melhores votos de um feliz Natal e de um novo ano com “menas” diarréias do "noço" guia.

Um grande abraço a todos.

 

Visite o nosso site: www.ternuma.com.br .

    

                           

 

  O Grande Herói (*)

 

Comentário do site:  www.averdadesufocada.com

 

   Sete bombas já haviam abalado Recife. Mas, a mais potente preparada para vitimar o marechal Costa e Silva, atingiu um grande número de pessoas. Ela foi colocada no saguão do Aeroporto de Guararapes, onde a comitiva do candidato seria recebida por trezentas pessoas.

Eram 8h30, quando os alto-falantes anunciaram que, em virtude de pane no avião que traria o general, ele estava se deslocando por via terrestre, de João Pessoa até Recife, indo diretamente para o prédio da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Com o anúncio, o público, felizmente, começou a se retirar.

O guarda-civil Sebastião Thomaz de Aquino, o “Paraíba”, que fora um grande jogador de futebol do Santa Cruz, viu uma maleta escura junto à livraria Sodiler.

Pensando que alguém a esquecera, pegou-a para entregá-la no balcão do Departamento de Aviação Civil (DAC). Ocorreu no momento uma grande explosão. A seguir pânico, gemidos e dor. Mais um ato terrorista acabara de acontecer, com um saldo de quinze vítimas. 

O jornalista Edson Régis de Carvalho, casado e pai de cinco filhos , teve seu abdômen dilacerado. Morreu na hora.

Também faleceu o almirante reformado Nelson Gomes Fernandes, com o crânio esfacelado, deixando viúva e um filho menor.

“Paraíba” foi atingido no frontal, no maxilar, na perna esquerda e na coxa direita com exposição óssea, o que resultou na amputação da perna direita.

O tenente-coronel Sylvio Ferreira da Silva, hoje general, sofreu amputação traumática dos dedos da mão esquerda, lesões graves na coxa esquerda e queimaduras

de primeiro e segundo graus. Hoje, 42 anos depois, ainda sofre com as seqüelas provocadas pela explosão.

 Treze pessoas ficaram gravemente feridas, Roberto Gomes de Barros, de apenas seis anos de idade. O acaso, transferindo o local da chegada de Costa e Silva, evitou que a tragédia fosse maior.

Assim age o terrorista, indiscriminadamente, forma tão apregoada por Carlos Marighella, atingindo pessoas inocentes. 

Nota do autor: o general Sylvio Ferreira da Silva  é o herói a que se refere o Coronel Espíndola  em seu artigo.

. Durante muito tempo, a esquerda escondeu, enquanto pôde, a autoria desse atentado.

Foi um comunista, militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), que teve a hombridade de denunciar esse crime: Jacob Gorender, em seu livro Combate nas Trevas - edição revista e ampliada - Editora Ática - 1998, escreve sobre o assunto:

Membro da comissão militar e dirigente nacional da  Ação Popular -AP -, Alípio de Freitas encontrava-se em Recife em meados de 1966, quando se anunciou a visita do general Costa e Silva, em campanha farsesca de candidato presidencial pelo partido governista Aliança Renovadora Nacional (ARENA). Por conta própria Alípio decidiu promover uma aplicação realista dos ensinamentos sobre a técnica de atentados.”

Em entrevista concedida a Sérgio Buarque de Gusmão e editada pelo Jornal da República, logo depois da anistia de 1979, Jair Ferreira de Sá revelou a autoria do atentado do Aeroporto de Guararapes por militantes da AP.

Entrevista posterior, ao semanário Em Tempo, referiu-se a Raimundinho como um dos participantes da ação. Certamente, trata-se de Raimundo Gonçalves Figueiredo, que se transferiu para a VAR-Palmares (onde usava o nome de Chico) e morreu, a vinte sete de abril de 1971, num tiroteio com policiais do Recife.”

Fica, portanto, esclarecida a autoria do atentado ao Aeroporto de Guararapes:

· Organização responsável: Ação Popular (AP);

· Mentor intelectual: ex-padre Alípio de Freitas - que já atuava nas Ligas Camponesas -, membro da comissão militar e dirigente nacional da AP;

· Executor: Raimundo Gonçalves Figueiredo, militante da AP.

Observação:

- Em 25/12/2004, Cláudio Humberto, em sua coluna, no Jornal de Brasília, publicou a concessão da indenização fixada pela Comissão de Anistia, que beneficia o ex-padre Alípio de Freitas, hoje residente em Lisboa. Ele terá direito a R$ 1,09 milhão.

Raymundo Negão Torres em seu livro "O Fascínio dos Anos de Chumbo", Editora do Chaim, escreveu o seguinte:

“Um dos executores do atentado, revelado pelas pesquisas e entrevistas promovidas por Gorender, foi Raimundo Gonçalves Figueiredo, codinome Chico, que viria, mais tarde a ser morto pela polícia de Recife em 27 de abril de 1971, já como integrante da VAR-Palmares e utilizando o nome falso de José Francisco Severo Ferreira, com o qual foi autopsiado e enterrado. Esse terrorista é um dos radicais que hoje são apontados como tendo agido em defesa da democracia e cujos “feitos” estão sendo recompensados pelo governo, às custas do contribuinte brasileiro, com indenizações e aposentadorias que poucos trabalhadores recebem, recompensa obtida graças ao trabalho faccioso e revanchista da Comissão de Mortos e Desaparecidos, instituída pela lei nº 9.140, de 4 de dezembro de 1995. É um dos nomes glorificados no livro Dos filhos desse solo, página 443, editado com dinheiro dos trabalhadores e no qual Nilmário Miranda, ex-militante da POLOP e secretário nacional dos Direitos Humanos do governo Lula, faz a apologia do terrorismo e da luta armada, através do resultado dos trabalhos da tal comissão, da qual foi o principal mentor.”

Raimundo Gonçalves Figueiredo é nome de uma rua em Belo Horizonte MG e sua família também foi indenizada.

Adaptado do livro "A Verdade Sufocada- A História que a esquerda não quer que o Brasil Conheça "- autor Carlos Alberto Brilhante Ustra

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