A Verdade Sufocada - A História que a esquerda não quer que o Brasil conheça - 13ª ed  Autor Carlos Alberto Brilhante Ustra 
Em 12 de setembro de 1963, apoiados pela POLOP, que deslocou para  Brasília Juarez Guimarães de Brito, 600 militares, entre cabos, sargentos e sub-oficiais da Marinha e da Aeronáutica, rebelaram-se, em Brasília, contra a
decisão do Supremo Tribunal Federal, que se pronunciara contra a elegibilidade o sargento Aimoré Zoch Cavalheiro, eleito deputado estadual no Rio Grande o Sul. A Constituição de 1946 declarava inelegíveis os militares da ativa.
O comando geral da rebelião era liderado pelo sargento da Força Aérea Brasileira Antônio Prestes de Paula. Os revoltosos ocuparam, na capital Federal, o Departamento Federal de Segurança Pública, a Estação Central
de Radiopatrulha, o Ministério da Marinha e o Departamento de Telefones urbanos e Interurbanos e, a seguir, prenderam alguns oficiais, levando-os para a Base Aérea de Brasília

A reação à rebelião logo se fez sentir. Os blindados do Exército ocuparam pontos estratégicos de Brasília e dirigiram-se para o Ministério da Marinha, onde os rebeldes se entregaram. Alguns elementos saíram feridos. Houve dois mortos, o soldado fuzileiro Divino Dias dos Anjos, rebelde, e o motorista civil Francisco Moraes.
O jornal O Globo, do Rio de Janeiro, na edição do dia 19 de setembro,publicou parte do plano dos sargentos, apreendido pelas autoridades militares.
Depoimento do ex-sargento José Ronaldo Tavares de Lira e Silva, a respeito da revolta dos sargentos: entramos em contacto com uma organização revolucionária muito conhecida no Brasil: a Política Operária (POLOP). A POLOP
surgiu depois de 1960 e tivera uma participação muito ativa na ocupação e Brasília, em 1963. Foi a única  que deu algum apoio político àquela ação dos sargentos.”
(CASO, Antônio. A Esquerda Armada no Brasil).
Em outubro, Jango que, um mês antes, participara de um comício comunista no centro do Rio de Janeiro, preocupado com a crescente agitação, solicitou ao Congresso a decretação do estado de sítio. Sob intensa pressão
política, quatro dias depois retirou a solicitação. João Goulart, passando a negociar diretamente com o Partido Comunista Brasileiro, recebeu seus representantes e entabulou acordos políticos que satisfizessem às pretensões do partido e aos interesses do governo, formando uma frente popular para a unificação das forças esquerdistas.
Tudo levava a crer que estava próxima, finalmente, a instalação da República Sindicalista”. Pelo menos assim pensavam João Goulart e as organizações que o apoiavam.

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