Por Reinaldo Azevedo
O nobilíssimo ministro Paulo Vannuchi, dos Direitos Humanos, é um dos senhores empenhados em defender a revisão da Lei da Anistia. É um homem adequado para o cargo, sem dúvida. Sobretudo por seu passado de grande humanista. Era membro, por exemplo, da ALN (Ação Libertadora Nacional), organização liderada pelo terrorista Carlos Marighella. E a classificação lhe cabe não porque eu queira. Mas porque ele própria a queria. Escreveu um “Minimanual da Guerrilha Urbana” em que defendia, sem receio, as ações terroristas. E ensinava como praticá-las.

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Cézar Britto, presidente da OAB, que andou falando bobagem sobre a guerrilha como sinônimo do direito à rebelião contra a tirania, poderia nos ajudar a ler o manual de Marighella, que, suponho, Vannuchi adotou. Será ele um exemplo de “resistência”? Neste blog — e já no site Primeira Leitura, há anos — desafiei tanto estudiosos como heróis da esquerda armada a apresentar um só documento, um miserável que fosse, em que aquelas organizações defendessem a democracia. Queriam ditadura, nos moldes comunistas, daquelas que nunca se contentaram em matar menos do que milhares, freqüentemente milhões.

Pois bem. Vamos ler alguns trechos do que era pregado por Marighella, o guia genial de Vannuchi, esta pomba da paz “com o bico volteado”... Leiam e pensem que muitos dos que adotaram e/ou aprovaram tais procedimentos recebem, hoje em dia, uma pensão do estado por causa de sua “luta”. E é essa gente que está querendo, agora, a revanche. (...)
 
 
 Observação do site:
 
A respeito do Minimanual:
 A obra, traduzida em vários idiomas , serviu de "livro de cabeceira" para as Brigadas Vermelhas, na Itália e para o grupo terrorista Baader- Meinhoff, na Alemanha.(...)
 (...) O "Minimanual do Guerrilheiro Urbano" é tão importante que Claire Sterling em seu livro- " A Rede do Terror- A Guerra Secreta do Terrorismo Internacional", Editora Nórdica, se refere a ele em 10 páginas. (...)
 
Transctrevo abaixo alguns trechos de Claire Sterling:
 
O Minimanual diz tudo, em 48 páginas cobertas de texto em tipo miúdo. (...)
(...)Sugere como explodir pontes e ferrovias; levantar dinheiro com o resgate de seqüestro e expropriações de bancos; planejar a liquidaçao física de policiais graduados e altas patentes militares; lidar com espiões e informantes, que devem ser sumariamente executados,(...)

(...) Aborda minuciosamente as escolhas de armas e a necessidade de atirar primeiro, à quiema-roupa se possível: " O tiro e a pontaria são para o guerrilheiro urbano o que a água  e o ar são para os seres humanos.(...)
 
(...) O Minimanual continua a ser escritura revolucionária. Traduzido em duas dezenas de idiomas, encontrado em automóveis, bolsos e esconderijos de terroristas famosos de Estocolmo a Beirute e Tóquio ,é a planta na qual eles baseam sua extratégia.(...)

 (...) "Não matam com raiva: este é o sexto dos sete pecados capitais contra os quais adverte expressamente o Minimanual da Guerrilha Urbana de Carlos Marighela, a cartilha padrão do terrorismo. Tão pouco matam por impulso: pressa e improvisação são o quinto e sétimo capítulos da lista de Marighela.Matam com naturalidade, pois esta é " a única razão de ser de um guerrilheiro urbano", segundo reza a cartilha. O que importa não é a identidade do cadáver, mas seu impacto sobre o público."(...)
 
Trecho  publicado no livro  "Rompendo o Silêncio" de Carlos Alberto Brilhante Ustra - 3ª edição- 1987
 
Vanucchi que militou junto  à ALN, e Tarso Genro que militou junto a  Ala Vermelha,  organizações que, como várias outras, adotavam  os ensinamentos de Marighela, o ideólogo do terror -, hoje não podem se arvorar de defensores dos direitos humanos.

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