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Categoria: Diversos
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 Por Marco Sendin
"De grão em grão, a galinha enche o papo" diz o velho adágio popular. E o dito não envelhece! Não procedeu de nenhum filósofo grego, mas nem por isso é menos profundo ou verdadeiro. O MST e o MLST (ambos são movimentos dos trabalhadores Sem Terra; irmãos siameses, mas que às vezes brigam entre si) sabem disso e vêm usando essa máxima de modo inteligente e voraz.

 

 

 

 

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Não é à toa que houve uma manifestação esses dias em Natal, sob pretexto de fazer parte da programação nacional e internacional em comemoração à Semana Latino-Americana e Caribenha contra o Imperialismo - inimigo comum de todos os países comunistas/socialistas.


Munidos de facões, foices e pedaços de pau, curiosamente talhados, chegaram a quebrar a vidraça da entrada do Supermercado Bom Preço da Alexandrino de Alencar, que havia sido fechada, com medo do alvoroço ofensivo dos manifestantes. Depois seguiram para a sede do INCRA, onde acamparam.


Alguns ideólogos, ditos progressistas, dizem que o MST vem se notabilizando como um dos movimentos sociais mais importantes da nossa história, justamente pela sua opção de luta utilizando a não-violência. Até parece!


Eles são violentos, agressivos, operam sob ações estudadas, minuciosas. São, em verdade, o gérmen das Forças Armadas Revolucionárias do Brasil (FARB). Por ora, atuam em vai-e-vem; ciscam o terreno, experimentando até onde podem arrochar. Têm o hábito de pôr na frente de combate mulheres e crianças. Direitos humanos?!


Contudo, em seu tambor, repica o melhor batuque guerrilheiro, aprendido desde os pequeninos, nas escolas exclusivas do Movimento, que contam com o apoio do sistema público de ensino e com o dinheiro do contribuinte - o nosso dinheiro.


Nas 1.800 escolas instaladas em acampamentos e assentamentos do MST, crianças entre 7 e 14 anos de idade aprendem a defender o socialismo, a desenvolver a consciência revolucionária e a cultivar personalidades do comunismo como Karl Marx, Ho Chi Minh, Mao Tse-Tung e Che Guevara. Maior indução que essa, só em Cuba e na Venezuela de Hugo Chaves - a do "socialismo ou morte!"


Ao todo, as escolas do MST abrigam 1.600 alunos e empregam 4.000 professores politizados, apregoando o ódio e instigando a revolução como meio de conquistar a sociedade tida como ideal: a socialista, dos trabalhadores, do proletariado.


No Brasil assentado há um sistema de ensino paralelo, sobre o qual o poder público não exerce quase nenhum controle, abrolhando subterrâneo ao convívio social. Esgueira-se à margem da liberdade, espreitando a ocasião favorável. Grão a grão. Tudo, sejamos claros, financiado pelo governo, através de questionáveis ONG.


Em Pelotas (RS), a Fundação Simon Bolívar, presidida por Lisarb Crespo da Costa, e conhecida na Justiça pelas irregularidades nas prestações de contas junto a União, recebeu uma bolada de 3 milhões de reais para criar um centro de capacitação em desenvolvimento rural sustentável para as famílias que trabalham em projetos de assentamento da reforma agrária.


O MLST, que acaba de ser condenado a pagar R$ 3,3 milhões pelos prejuízos causados na invasão do Congresso em 2006, recebera em 2004 R$ 9 milhões do Governo Federal, também destinados à capacitação de trabalhadores assentados.


É assim que funciona: o governo, corrupto e corruptor, embora propale o contrário, patrocina e alimenta os revolucionários de amanhã. Moeda a moeda. "Step by step". Passo a passo. Grão a grão. É a esperteza das galinhas fazendo história.