Padre celebra missa em homenagem a Brilhante Ustra 
Fonte - diariodonordeste - 17 de outubro de 2016
Cerca de 300 pessoas participaram no início da noite deste sábado (15), em Brasília, de missa que, entre outros motivos, relembrou um ano da morte do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos principais símbolos da repressão à luta armada durante a ditadura militar (1964-1985).
Comandante do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações) do 2º Exército (SP) entre 29 de setembro de1970 a dezembro de 1974, no auge do combate às organizações da esquerda armada, Ustra morreu em 15 de outubro do ano passado, aos 83 anos, em decorrência de uma pneumonia.
A missa foi realizada na Paróquia Militar de São Miguel Arcanjo e Santo Expedito, na Asa Norte, região central da capital federal.
Apesar de a missa ser dedicada também à memória de outras pessoas, Ustra foi o personagem central da celebração e a única pessoa citada na homilia do pároco, o coronel capelão José Eudes da Cunha, chefe do Serviço de Assistência Religiosa do Exército.
Em sua fala, o padre José Eudes  chamou a atenção dos fiéis para injustiças cometidas pela História e para a necessidade da perseverança em busca da verdade –  o que, em suas palavras, sempre prevalece ao final. José Eudes encerrou a homilia afirmando que Ustra foi um “herói” que lutou pela justiça e pela paz, mas que acabou sendo “incompreendido”.
A viúva do comandante do DOI-CODI, Maria Joseita Brilhante Ustra, estava na celebração, com a s filhas e o neto, além de familiares e amigos. Após a celebração, ela ainda ficou por mais de meia hora recebendo cumprimentos de pessoas que estavam na paróquia, civis e militares, da reserva e da ativa. 
Até sua morte, Ustra enfrentou ações de ex-presos políticos e do Ministério Público, mas conseguiu se livrar da maioria delas apenas com base da Lei da Anistia, em 1979. 
Fonte: diariodonordeste