Foi um grande erro eu ter nascido, crescido e vivido um militar. Teria sido melhor; teria sido muito melhor, se tivesse nascido um terrorista. Estaria agora gozando as delícias de estar no topo da lista dos mais bem sucedidos na vida; de ser um “número um” neste “fedido” Brasil. Não estaria sendo acusado de torturador, de boçal torturador, como estão ensinando nas escolas, onde estudam os nossos filhos. Acusados em todos os lugares; no Congresso Nacional, na CNBB, pelos falsos defensores de direitos humanos (ou dos não humanos?), e quem sabe até nos fundos dos infernos!  Hoje é muito perigoso ser militar, ou filho de militar.

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Se eu fosse um terrorista, com certeza estaria chefiando alguma dessas Comissões de Desaparecidos Políticos; chefiando algum Ministério; seria amigão do Tarso Genro, da Dilma, a preferida do Presidente Lula. Estaria distribuindo polpudas indenizações a inocentes coitados, “brutalmente torturado pelos gorilões verde-oliva, pelos Coronéis Ustras do DOI-CODI”, aonde na realidade só iam uns pobres diabos apavorados com a realidade, arrependidos por terem sido manipulados, seduzidos pelos líderes carismáticos do movimento, criminosamente usados para buchas de canhão, pois as esquerdas sempre precisam de “mártires”, de estudantes mártires, úteis à propaganda das suas causas. Esses inocentes úteis eram uns pobres coitados que não tinham consciências do que fosse uma condição de guerra, dos riscos pessoais que uma guerra acarreta. Viviam sonhos inocentes de adolescentes, entre nuvens de maconha, drogas marxistas, perfumados charutos cubanos. Amantes espirituais de Che-Guevara. Viviam suas fantasiosas ações terroristas, bravuras inconseqüentes, sacrifícios heróicos, que logo se derretiam, desmoronavam-se ante o choque com a realidade crua das guerras; realidades que lhes eram sutilmente escondidas, por seus cruéis dominadores. Ensinados, doutrinados a serem guerrilheiros duros, mas somente quando na frente de civis fracos e desarmados. Ou de inocentes sentinelas...

Na verdade eles nunca foram torturados, naqueles lugares pejorativamente chamados de “porões da ditadura”. Era o medo; era o medo, e somente o medo que bastava para se cagarem e soltarem as línguas, dedurando pais, mães, irmãos, amigos, companheiros, namoradas; fornecendo nomes, apelidos,  planos, tudo para livrarem a própria cara, como fez  o Genoíno e outros asseclas do Presidente Lula, que hoje estão por aí, em todos os lugares, posando de “democratas”. Alguns, de perfil depressivo, arrependidos dos seus perjuros, praticavam o suicídio.  Os manipuladores; os autores intelectuais dos seus crimes estavam gozando as delícias de serem valentes, sentadinhos nos “cafés de Paris”, ou bebendo vinhos Chilenos, sempre a uma cuidadosa distância das ações e dos perigos...

Errei em ter nascido militar; deveria ter nascido um desses comunas que nunca irão parar de mentir, denegrir, solapar as bases das nossas humilhadas, desprotegidas, mas sempre dignas Forças Armadas!

 

Coronel Maciel                                                  

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