Prezado Coronel Ustra.

Em 1970, cada vez que eu saia de casa, na cidade de São Paulo,  e me dirigia para Barueri, para servir no 2o. G. Can. 40 Au. A. Aé. - Grupo Bandeirante, sentia a apreensão dos meus pais - já falecidos -  que, ao se despedirem de mim, me abraçavam e me diziam que o meu Anjo da Guarda me acompanharia, tamanha era a insegurança e a  incerteza que eles sentiam em relação ao meu regresso ao lar, e isso se repetia indefinidamente.

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Será que se eu tivesse sido alvejado por um terrorista, quem tivesse dado o tiro estaria hoje respondendo criminalmente, como o Sr. o está, Coronel?  

Ou seria hoje, aquele terrorista, ministro da casa civil?


Naquela época, não havia qualquer menção, na imprensa, sobre o que ocorria no Brasil, mas meus pais SENTIAM que as ameaças à minha integridade eram reais e iminentes.


Quando eu passava fardado pelas ruas do bairro, percebia o orgulho de meus amigos e parentes ao me verem irem ou voltando do quartel e um sentimento cívico - muito comum nos paulistanos da época - se estampava em seus semblantes.


Agradeço aos meus superiores da época, ao comandante da OM, aos amigos artilheiros, pela camaradagem que sempre recebi e pela excelente formação militar e cívica que complementou a minha educação de berço.


Ali estava um Brasil ordeiro, patriota, organizado e feliz, onde se respeitavam professores, bombeiros, médicos, engenheiros, operários, mulheres grávidas, padres e freiras, motoristas de ônibus e motorneiros, (bonde) enfermeiros, policiais e militares das três Forças, aliás, o povo tinha verdadeiro orgulho de suas Forças Armadas. Éramos a oitava economia do mundo.


Quando poderíamos imaginar que este caos moral e institucional se instalaria em nosso país?

Como poderíamos deixar a anarquia comunista interferir nos destinos da nossa Nação?


Havia muito o que se perder, Coronel, como de fato acabamos perdendo.


Hoje, o passado é história e a realidade é outra.

Ainda haverá muitas manifestações de entidades como a OAB, "Direitos Dusmanos", partidos de esquerda, em prol da "defesa" daqueles que empunhando armas e/ou bombas, sequestraram e mataram a sangue frio, agentes da segurança nacional e pública, militares e funcionários de embaixadas estrangeiras, para não dizer dos civis inocentes,  que apenas se encontravam na "linha de tiro" quando terroristas assaltaram bancos e cofres, enquanto aliciavam as almas distraídas de estudantes e de intelectuais da época, inseguros de seus valores pátrios, morais e espirituais.


Gente muito decente, eram esses terroristas guerrilheiros amadores dos anos de chumbo.


Estou chovendo no molhado, mas é preciso condenar, até os limites da exaustão, as acões criminosas e covardes dos subversivos da época, tanto quanto as suas ações atuais, desmedidamente insistentes em apurar fatos e responsabilidades por ocorrências passadas, tratando guerrilheiros assassinos como se fossem heróis nacionais da resistência armada. (sic!)


Mais uma vez, quero lhe sugerir, que separe definitivamente o joio do trigo e entenda que o Sr. não está, - e nem jamais será - condenado por coisa alguma, que teimam em lhe imputar.

Isto é apenas um jogo sujo, e incriminar o Exército, faz parte da estratégia adversária.


Esta minha recomendação, não deve ser entendida como um mero "pensamento positivo", mas sim como um um recurso lógico, fundamentado nas seguintes considerações:


Primeira:

Existem duas verdades:

A verdade relativa, rasteira, artificial, fabricada, humana, defendida por aqueles que nela sustentam sua ideologia, suas crenças e suas atitudes e a VERDADE ABSOLUTA, que está registrada e reconhecida até as alturas infinitas do Universo, para não dizer na essência da Bondade do Criador, que operará a Sua Justiça à Sua maneira, (neste tema)

ainda nesse tempo e espaço, como, inexoravelmente, presenciaremos, mais breve do que imaginamos.

Portanto, nobre Coronel, pergunto-lhe, quem o está julgando?

Quem o está condenando?

Quem está tentando causar-lhe algum dano moral?

 

Responda a si mesmo, Coronel:

Se fosse possível perguntarmos aos espíritos de Mallet e Caxias,

(para não entrarmos na esfera da religiosidade a ponto de falarmos do que pensa Cristo)

se aqueles líderes militares o estariam condenando, qual seria, na sua opinião, a resposta deles?

 

Já que não será possível conversar com suas iluminadas almas, como o Sr. acredita que a Reserva da Força o vê?


Que avaliação o Sr. acredita que a Reserva deve estar fazendo do seu trabalho da época, na ativa?


Que grau de liderança o Sr. exerce nos dias de hoje, sobre os seus comandantes e subordinados da época?


A Reserva se sente ofendida com o constrangimento que esta campanha difamatória lhe causa?


Que tipo de expectativa o Sr. acredita que cada que nós da Reserva manifestamos em relação aos graves problemas que se aproximam, como o interesse da Rússia em montar uma base de mísseis balísticos (nucleares) na Venezuela, ou as FARC se instalarem em alguns morros do Rio ou ainda com o desaparelhamento criminoso das nossas Forças Armadas?


Coronel, não valorize nenhuma ação maldosamente arquitetada contra a sua pessoa.


Não reconheça quem lhe aponta o indicador, como sendo pessoa de bem, de princípios, de moral elevada.


Não!!!


Comunas são a escória da humanidade. São meras "pedras de tropeço".

São seres incompletos, destemperados emocional e espiritualmente, que estão na Terra unicamente para promoverem a nossa evolução, para forçar-nos a ter serenidade e força interior para aplicarmos a Lei de Deus e os 10 Princípios Divinos: Fidelidade, Amizade, Responsabilidade, Paciência, Prudência, Modéstia, Fortaleza, Temperança, Respeito e Humildade com todos os seres humanos, até mesmo, com cafetões, estupradores, homicidas, serial-killers, assaltantes, narco-traficantes, políticos em geral, e comunistas.

Ainda não chegamos a esse ponto da evolução, posto que ainda não temos nem paciência, nem piedade e nem dó com quem não as merece, mas fatalmente o caminho para se evoluir deve ser esse.

Só pode ser esse.


Segunda:

Analise os expedientes utilizados pelo governo através de seus tentáculos, para desmoralizar as Forças Armadas e as  Forças de Segurança Pública do Estado de São Paulo, por exemplo.


Repare como o modelo está se repetindo a partir de ontem, com a difamação impiedosa contra o GATE, onde qualquer jornalista, promotor ou defensor dos "Direitos Dusmanos", mesmo sem ter cursado a Academia do Barro Branco -  Padrão Internacional de Referência na formação de oficiais militares de Segurança Pública - se julga ser um especialista em ações táticas e tem criticado a ação daquele grupo especializado de São Paulo, quando da ação tática utilizada para a liberação dos reféns, em Santo André, na Grande São Paulo.


Coronel, desculpe-me pela ironia, mas aquela frase da semana passada, "O Sr. não está só" agora, por ironia do destino, faz sentido também se observarmos que o GATE, o Choque e a Polícia CIvil do Estado de São Paulo  

- essas três, consideradas, internacionalmente, como umas das melhores do mundo - também estão sendo alvo de críticas, injúrias, calúnias e difamação.


Visitei a Academia Militar do Barro Branco em agosto de 2007, juntamente com a minha turma da ADESG - SP e assisti a uma apresentação de oficiais do GATE numa simulação de resgate de reféns, em teatro de operações apropriado, naquela academia, onde o roteiro de treinamento previa, didaticamente, o insucesso na negociação e os policiais tiveram que agir, aplicando cientificamente a técnica e a doutrina.

Foi-nos apresentado o Método Giraldi, que prevê a preservação incondicional das vidas de policiais, de reféns e até mesmo de sequestradores envolvidos. A Academia do Barro Branco treina exaustivamente seus oficiais, tanto no período de sua formação quanto na reciclagem dos conhecimentos teóricos e práticos, portanto, MAIS UMA INJUSTIÇA começa a despontar por parte da esquerda e da imprensa, para, mais uma vez (em milhares), macular o nome da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que deveria ser o orgulho dos paulistanos e dos brasileiros.


Por enquanto, a estratégia do governo está funcionando, e pouco a pouco, a população de São Paulo vai se voltando contra as suas Polícias Civil e MIlitar, quando, pelo certo, deveria sim apoiá-las incondicionalmente, principalmente porque essas corporações estão há 14 anos com os salários congelados (Polícia Civil) e seus efetivos não conseguem sequer manter suas famílias com dignidade, posto que um delegado de São Paulo recebe menos da metade do salário que recebe um delegado da Polícia Civil do Piauí, onde o custo de vida é no mínimo a metade do que se observa na Grande São Paulo e os índices de criminalidade são infinitamente maiores.


Então Coronel Ustra, a espiral da estratégia governamental para o desmantelamento das Forças de Segurança, para não dizer nossa "Expressão Militar", está atacadando em diversos flancos de forma sincronizada, atingindo não só as nossas Forças Armadas como também as Polícias paulistas, mais uma vez repito, umas das melhores do mundo.


Realmente o Sr. já não está só, também pelo motivo acima.



Saudações Bandeirantes.


     Viva Mallet!

         Ma Force d'en haut!

 

Joe de Souza Aranha

 

O BRASIL ACIMA DE TUDO E DE TODOS!!!
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