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Categoria: Diversos
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 Por Marco Sendin

No Brasil acontecem coisas do "arco da velha", que convulsionam o senso comum. Por exemplo, concorreram agora em outubro muitas "peças raras" e até engraçadas para o cargo de vereador. Até alguns presidiários foram eleitos. Isso é fantástico! Aqui em Natal, destaco como interessantes os candidatos: Dagô (com aquela ginga de corpo sensacional - 3.053 votos), Super-Moura (1.314 votos); Kelly Maia "Toda boa para Natal" (384 votos), e Cornelson (115 votos). Houve três candidatos que não obtiveram um voto sequer É o "curiosity planet" ao extremo!

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O nosso país é "sui generis" quando se fala em criatividade e casos inusitados, especialmente nos dias atuais, onde vivemos uma exacerbação de direitos em detrimento dos deveres.
Fato excêntrico é o do ex-metalúrgico e professor de Educação Artística na rede estadual de ensino, Edson Antônio Albertão, 52 anos, ex-petista, vereador polêmico e candidato derrotado a Prefeito pelo PSOL em Guarulhos - SP (foi o 8º e último colocado).


Sua característica preponderante é ser apoiador ostensivo das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Ele acha que elas não podem parar.


Albertão é um visitante freqüente das áreas montanhosas da Colômbia dominadas pela guerrilha. Já fez rifas e camisetas para ajudar a Organização, da qual se aproximou há dez anos. Considera-se um "socialista revolucionário". (Carta Capital - 19/09/2008.


Era amigo de Raul Reyes - nº 2 das FARC, morto em março deste ano. Fazia ponte para contatos da Guerrilha com políticos do PT ligados ao Governo. Pediu ajuda ao ex-deputado petista, hoje no PSOL, Plínio de Arruda Sampaio, para intermediar uma conversa com o Itamaraty no sentido de não espetacularizar a concessão de refúgio para o "Padre" Medina no Brasil, o que acabou sendo concedido.
Ora vejam! A Democracia tolera os mais antidemocráticos, mas estes não suportam o mínimo de oposição. Foi assim com Lula no seu fatídico - porém útil - discurso na Zona Norte, ao atacar a Deputada Micarla de Souza e o Senador José Agripino.


Foi desse jeito que o nosso presidente tentou calar o General Heleno quando ele criticou a política indigenista para a Amazônia e apontou os graves perigos à soberania nacional, que ainda se encontram à flor da pele.


Está sendo dessa maneira que, na semana passada, o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra foi condenado "moralmente" sob acusação de tortura no Regime Militar pela Justiça de São Paulo.  O presidente da OAB-RJ, Wadih Damous, chamou de "histórica" a condenação de Ustra.


Essa é muito boa; pense numa condenação moral em juízo! O que é isso, senão a revolta tripudiante de quem não conseguiu implantar no Brasil um regime comunista a la Fidel Castro ou Mao-Tse-Tung?


Será que também não seria justo declarar incurso em pena ética e moral os tantos petistas e outros "istas" aloprados e vilipendiadores do dinheiro público, espalhados pelos quatro cantos desse imenso país?
Os assentados do movimento dos sem-terra serão moralmente culpados pelos maiores índices de desmatamento nas plagas donatárias?


Aqueles que mataram, seqüestraram, roubaram em nome de justificativas políticas, outrossim, serão açodados à pena moral?


As polpudas pensões doadas pelo Governo a título de indenização sofrerão alguma crítica aos bons princípios sociais?


Embora caminhemos rumo ao amálgama da liberdade de expressão e do compreender a visão de futuro, ainda carregamos o ódio rancoroso daqueles mentores revolucionários de outrora, que insistem em atazanar a vida dos brasileiros.


São coisas de um estado retrógado, populista e vingativo. São cinqüenta anos de atraso. Só mesmo no Brasil!