Ustra recebendo solidariedade no Clube Militar. 
Nosso país está realmente entregue às moscas... nossa cultura está entregue às moscas... toda vez que eu me deparo com esse assunto me dá uma revolta tão grande, pois eu me coloco na pele do Coronel Ustra e procuro entender o que eu faria naquela determinada situação... é impressionante como esses bandidos conseguiram reescrever a história...

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Há pouco tempo, meses atrás eu ouvi uma piada na mesa do almoço e apesar de ser uma coisa boba, ela resume o que foi o Brasil sob a égide do regime de exceção democrática que vigorou entre 1968 a 1978... a pergunta é a seguinte: você foi perseguido na ditadura? não, eu estava trabalhando e não tinha tempo para ser perseguido... resume ou não?

Mais uma vez minha irrestrita solidariedade ao Coronel Ustra, não porque ele seja um Coronel e eu o tenha como um herói, mas é porque é um homem bom... que ele tenha a plena consciência que ele não está só e que esse entrave, que recebeu todos os holofotes de nossa imprensa vagabundesca, é algo recorrível e que na instância superior essa mácula não lhe será imputada...

Não pense em contar com sua instituição, Coronel Ustra, aquela mesma que o senhor se dedicou por 40 anos, pois ela está corrompida e contaminada por rotundos e esqueléticos parasitas interessados na colheita do sangue da união e interessados em usufruírem dos sorrisos forçados dos derrotados de outrora e que pensam que o sonho de poder hoje vivido durará para todo o sempre... ledo engano o deles, pois serão derrotados novamente...

E à essa macacada que está tripudiando por sobre a carcaça de um passado feliz de nossa nação e do que foram um dia as Forças Armadas, um alerta: tudo que vem fácil, escorre pelos dedos das duas mãos... e o alerta é para quem tem 10 ou 9 dedos nas mãos...


Justiça declara coronel Ustra responsável por torturas

"O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra foi declarado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo responsável pela tortura de três pessoas da mesma família durante o regime militar, na década de 1970. Ustra comandou o DOI-Codi em São Paulo entre 1970 e 1974, período de maior repressão política no País. A decisão é inédita no País e foi tomada em 1ª instância. À defesa, cabe recurso.

Na sentença do Tribunal de Justiça de São Paulo, foi julgado procedente o pedido de declaração de responsabilidade de Ustra pela tortura do casal de ex-presos políticos Maria Amélia de Almeida Teles e César Augusto Teles. Também foi reconhecida a tortura a Criméia Schmidt de Almeida, irmã de Maria.

O julgamento é apenas moral e político, já que Ustra foi beneficiado pela Lei de Anistia, em 1979. A tortura é considerada crime contra humanidade e penalidades podem ser discutidas na Justiça.

"Eu me sinto vitoriosa. Gostaria que a Justiça tivesse reconhecido também a tortura a mim e ao meu irmão, que éramos crianças na época. Mas o juiz disse que não há elementos para isso. A decisão faz com que a gente pense mais. De uma maneira mais séria dos crimes do passado. Ela traz à família satisfação e alívio", diz Janaína Teles, que na época tinha cinco anos de idade. O irmão, Cesar Teles, é um ano mais novo."

Fonte: Terra
 

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