Onda esquerdista (1955 a 1963)
Cel Carlos Alberto Brilhante Ustra - A Verdade Sufocada - A História que a esquerda não quer que o Brasil conheça - 10ª edição 
ediçãoO início da década de 1960, com a posse de Jango na Presidência da República, caracterizou-se por galopante e variada infiltração comunista no País, em todos os níveis da administração pública. Houve por parte do governo uma grande abertura política para a extrema esquerda, o que favoreceu vários movimentos subversivos.Um desses grupos foi organizado por Brizola em 1963, antes portanto da Revolução de 31 de março de 1964.
Grupo dos Onze
A posição de Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, candidato permanente à Presidência da República, ao longo do governo Jango foi se tornando cada vez mais radical. Em outubro de 1963, percebendo que o País estava à beira de um golpe de esquerda, criou um movimento subversivo chamado Grupo dos Onze (G-11). Brizola desejava estar inserido em um visível e provável plano de golpe de Estado.
Por meio de uma cadeia radiofônica, liderada pela rádio Mayrink Veiga, Brizola incitava o povo a organizar grupos que, depois de unidos, formariam o Exército Popular de Libertação (EPL). Os G-11 seriam a “Vanguarda Avançada do Movimento Revolucionário” e deveriam, segundo Brizola, considerar-se “em revolução permanente e ostensiva”.

 

Brizola, sempre trilhando os caminhos da esquerda radical, despontou durante algum tempo como um dos principais líderes do movimento subversivo no Brasil.

Os integrantes dos G-11 deveriam seguir os ensinamentos dos “folhetos cubanos” sobre as técnicas de guerrilha.

Abaixo, alguns trechos do documento “Instruções Secretas” que os guiariam em suas ações:

Esta é uma informação apenas para uso somente de alguns companheiros de absoluta confiança. Os reféns devem ser sumariamente e imediatamente fuzilados, a fim de que não denunciem seus aprisionadores e não lutem posteriormente para sua condenação e destruição”.
“Devemos nos lembrar que, hoje, temos tudo a nosso favor, inclusive, o beneplácito do governo e a complacência de poderosos setores civis e militares, acovardados e temerosos de perder seus atuais e ignominiosos privilégios”.
“ ... os camponeses, dirigidos por nossos companheiros, virão destruindo e queimando as plantações, engenhos, celeiros, depósito de cereais e armazéns gerais”.
“A agitação será nossa aliada primordial e deveremos iniciá-la nos veículos coletivos, à hora de maior movimento, nas ruas e avenidas de aglomeração de pedestres, próximo às casas de armas e munições e nos bairros eminentemente populares e operários ...”
“Desses pontos, à sombra da massa humana, deverão convergir os G-11 especializados em destruição e assaltos, já comandando os companheiros e com outros se ajuntando pelas ruas e avenidas para o centro da cidade, vila ou distrito, de acordo com a importância da localidade, depredando os estabelecimentos comerciais e industriais, saqueando e incendiando, com os molotovs e outros materiais inflamáveis, os edifícios públicos e os de empresas particulares ...”
“Ataques simultâneos serão desfechados contra as centrais telefônicas, rádio-emissoras, TVs, casas de armas, pequenos quartéis militares ...”

Alguma semelhança com a guerrilha deflagrada em maio de 2006 na cidade de São Paulo, quando foram atacados postos policiais em vários bairros da cidade? Nessa ocasião foram mortos mais de 55 policiais militares.

Como a revolução vinha sendo preparada pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), seguindo a chamada “via pacífica”, Brizola, no seu radicalismo orientado pelos “folhetos cubanos”, aproximava-se, cada vez mais, do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), considerado um possível aliado:

“Existe uma ala mais poderosa que, dia a dia, está se elevando no conceito do proletariado marxista, seguidora dos ideais de Mao Tse Tung, de Stalin, e que são, em ultima análise, os de Marx e Engels. É nessa ala, hoje muito mais poderosa que a de Moscou, que iremos buscar a fonte de potencialidade material e militar para a luta de Libertação Nacional.”

Brizola organizou 5.304 grupos, totalizando 58.344 pessoas nos estados do Rio Grande do Sul, Guanabara, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, principalmente. (DUMONT, F. Recordando a História - www.ternuma.com.br)

As organizações esquerdistas radicais infiltradas nos órgãos públicos, nas fábricas, nas igrejas, nos quartéis e em vários segmentos populares integravam o esquema para a futura prática de ações de guerrilha rural e urbana. Elementos treinados em Cuba, União Soviética e China comunista infiltravam-se nos movimentos de camponeses armados que, cada vez mais, ganhavam força.

Está aqui a prova de que os comunistas não lutaram contra a “ditadura militar”, após 1964, como apregoam as esquerdas até hoje. Lutaram, sim, desde muito antes, para a implantação no Brasil de uma ditadura do proletariado, de acordo com as variadas matrizes políticas que orientavam o Movimento Comunista Brasileiro.

Derrotados em 1935, prosseguiram desde então em seus planejamentos e preparativos. A fase maior de toda essa preparação ocorreu no governo João Goulart, portanto em plena democracia e Estado de Direito.

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