Gen Antônio Hamilton  Mourão, no centro, 
sempre presente, orientando sua tropa!

Caros amigos
Gen Bda Paulo Chagas
Desde a criação do Ministério da Defesa (MD), tenho dito que a chefia desta pasta deveria ser confiada a um Diplomata. Continuo a pensar assim, apesar das duas experiências desastrosas que tivemos com José Viegas e Celso Amorim.
Julgo que, sendo a Defesa uma componente da Política Externa, nada mais lógico do que colocar no MD um Embaixador comprometido por vocação, formação e princípios, unicamente, com os interesses do Brasil, como são, pelas mesmas razões, os militares.
Da mesmo forma e por coerência, os Ministros da Defesa deveriam ser compelidos a proceder com as mesmas restrições lógicas que disciplinam o comportamento dos militares, isto é, deveriam restringir sua atuação e manifestações políticas aos temas que envolvem os interesses corporativos e profissionais das instituições militares e sua missão constitucional: defesa da Pátria, garantia do cumprimento das leis e manutenção da ordem interna.

 

Estas condicionantes explicam o fracasso das duas escolhas citadas, porquanto, ambos, tinham vínculos partidários e ideológicos com os governos a que serviam, e, como Ministros da Defesa, não tinham convicções e comportamento assemelhados aos dos militares, ou seja, não tinham o Brasil acima de tudo, mas o partido, suas propostas e seus compromissos ideológicos!

Assim pensando, em que pese o comportamento histórico do político Aldo Rebelo em defesa dos interesses militares no Congresso Nacional, o que lhe permitiu, muito justamente, integrar a “tropa amiga” naquela instituição, julgo patética, descabida e incoerente a sua participação na propaganda eleitoral do seu partido, o PC do B.

Embora sendo membro efetivo, e também histórico, do desgoverno que destruiu o Brasil e que, consequentemente, colocou em xeque todos os projetos estratégicos do seu Ministério, o Sr Aldo Rebelo, ao permitir-se participar de uma investida contra a verdade, já como Ministro da Defesa, dá provas de que, em sua escala de valores, o partido e a ideologia competem com os interesses do Brasil, contrastando com o exemplo que se espera de um brasileiro investido dessa função!

Apesar da sua reconhecida e louvável atuação parlamentar em benefício das causas dos profissionais das armas, comportar-se mais como político do que como Ministro da Defesa - pasta que visa a ser reconhecida como “órgão de Estado”, integrador da segurança e da defesa nacionais, e que pretende coordenar o esforço integrado e a direção superior das FFAA -, além de depor contra o elevado conceito de “tropa amiga” do Ministro Aldo Rebelo, abre precedente para que os homens e as mulheres que empunham as armas da Nação, apesar do controle e da disciplina a que são necessariamente submetidos, sintam-se “autorizados” a agir da mesma forma em defesa dos valores patrióticos que os fizeram ser, antes de mais nada, Soldados da Pátria!

Aí reside, provavelmente, a razão dos oportunos comentários, avisos e alertas preventivos feitos pelo Gen Antônio Hamilton Mourão Martins aos seus comandados durante sua profícua passagem pelo Comando Militar do Sul, pois, se um Ministro da Defesa se permite propalar as propostas ideológicas do seu partido e fazer propaganda enganosa de um governo falso e desonesto, porque um General de Exército, em qualquer função, deveria negligenciar do dever profissional de alertar seus comandados para as ameaças, até de emprego militar, que visivelmente pairam sobre a Nação?

Comentários  
#5 Valdeke Silva 05-11-2015 22:55
Com todo o respeito General, as Forças Armadas não podiam aceitar como Ministro da Defesa, uma pessoa que ajudou a criar as mentiras que estão na cabeça do povo sobre a Revolução de 1964.Agora não tem mais jeito, tá tudo dominado.Só falta sermos invadidos por tropas bolivarianas, pois este é a ideia disseminada no Foro de São Paulo.
#4 Francisco Cioffi 03-11-2015 09:05
Prezado General Paulo Chagas.
São todos farinha do mesmo saco, quero ver que "estadista" vai tirar o Brasil da encrenca que toda essa quadrilha patrocinou desde os tempos de Sarney. Quem, o FHC que anda dando atestado de honestidade para a Dilma da lojinha ? Quem, Cunha, Renan, Collor, Sibá Machado, Serra, Marina, essa então; já sei o Aécio e aquele vice o Aloysio metido no Petrolão e nos assaltos de trem do pagamento da Massey Ferguson e da CPTM em Sampa, o Mateus que denunciou a fala do General Mourão, talvez esse partidário do PCdoB da Defesa, quem sabe o Jack Wagner, claro ia me esquecendo do estadista de galinheiro, o Lulalau 2018. Os últimos 5 Estadistas que tivemos por aqui, já se foram a muito tempo. O povo brasileiro precisa de liderança, quem se habilita ?
#3 Roberto Albernaz 03-11-2015 05:45
Desde que o Brasil se arrumou politicamente à partir de meados de 1970,com uma limpeza geral em todas as instituições nacionais,um erro fatal foi conceder vantagens aos que no passado pegaram em armas(traidores da Pátria) e voltaram com os braços abertos de uma anistia ampla, geral e irrestrita com direito a fazer parte das eleições que sucederam essa data.Voltaram sim raivosos e com o desejo de vingança.Hoje amarguramos tais intenções no comando de nossas instituições mais sagradas que uma sociedade honesta ainda pode confiar,nossas Forças Armadas.Lamentá vel daqueles que se calam e Patriótico daqueles que se manifestam em defesa da Pátria.Éramos felizes e muitos se diziam que não sabiam!Aqueles que se calam,estão ao lado dos traidores da Pátria.
#2 moacir l.ribeiro cb 03-11-2015 00:26
uma letra basta E O TEXTO EH RICO E BEM OBJETIVO DE COMO ADMINISTRAR UM ORGAO CENTRALIZADOR DAS FORÇAS ARMADAS...... o ultimo paragrafo exprime toda a razão.......... e, entre um e outro....... a defesa da ideologia e os interesses da naçao BRASILEIRA, fico com o nosso BRASIL.
#1 Ptolomeu Quinto Epif 02-11-2015 21:34
General Paulo Chagas,
Com todo o respeito, vejo muita fumaça e pouco fogo.
Não queiram fazem de um General, que só é conhecido no Exército, um líder capaz de mobilizar todas as forças armadas, em minúsculo, sim, posto que elas, as forças armadas, por não se permitirem a adequar-se a evolução social vivenciada no mundo inteiro, permitindo-se viver de um passado que toda nação abomina e quer esquecer, realizar a tarefa (aquele General que me referi acima) de promover outro golpe militar no país.
E, assim, peço licença para utilizar parte de um jargão (que acho ridículo) daí de vocês: pela sociedade, jamais passarão!
Adicionar comentário

Código de segurança
Atualizar