A AVCFN, instituição privada e sem atuação político-partidária, criada em 4 de maio de 1972, tem como Missão “Congregar Fuzileiros Navais, demais Militares e Civis, a fim de cultivar o Espírito de Corpo inerente aos Fuzileiros Navais e as tradições Navais, acompanhar o estado da arte da Marinha e, em situações extraordinárias, atender demandas da Sociedade, mantendo sempre o vínculo com a Marinha do Brasil”. Os Veteranos Fuzileiros Navais, seus Membros Natos, são os combatentes anfíbios da Marinha do Brasil, orgulhosos por ocupar privilegiada posição na Estratégia Nacional de Defesa – como parcela intrínseca do Poder Naval, somos a força expedicionária por excelência, capacitados a participar da mais complexa das Operações Navais, a Operação Anfíbia.

Quando jovens, ingressamos voluntariamente no CFN e juramos defender a Pátria, mesmo que com o sacrifício da própria vida. Na peleja, ao fragor da metralha, aprendemos a importância do espírito de corpo, praticado mesmo após concluir o Serviço Ativo na Marinha, valor que transcende o círculo dos que usam o gorro de fita, alcançando militares de outros Corpos e Quadros da Marinha, das demais Forças e civis. Este Espírito de Corpo, diferente do corporativismo existente em determinados segmentos da Sociedade que não têm pudor para acobertar malfeitos praticados por seus integrantes, é a força que mantém os ideais que nos animaram e nos identificaram quando na Ativa, fortalecendo a união que caracteriza os Fuzileiros de Sempre.

Invocamos este nobre sentimento que nos une para repudiar veementemente o relatório da pretensa comissão nacional da verdade, por haver incluído em seu relatório, acusando-os, sem qualquer fundamentação, de violações de direitos humanos, ilustres Chefes Navais, entre os quais o Associado Capitão-de-Mar-e-Guerra (Refº-FN) Uriburu Lobo da Cruz.

Quem, como eu, teve o privilégio de servir com o Comandante Uriburu, bem conhece sua estatura moral e seu profissionalismo, sabe que ele sempre praticou o juramento que todos fazemos ao ingressar na Marinha – respeitar os superiores hierárquicos, tratar com afeição os irmãos de armas e com bondade os subordinados – e tem certeza que ele é incapaz de haver cometido qualquer ato que justifique sua inclusão no citado relatório. Na realidade, sua inclusão é mais um indicador que permite questionar a credibilidade do trabalho realizado pela mencionada comissão.

Assim, expresso o orgulho que a AVCFN tem em contar, no seu Quadro de Associados, com o Comandante Uriburu, exemplo, para todos, do real significado de Valor Militar e de Ética Militar.

ADSUMUS! 
José Henrique Salvi Elkfury
Contra-Almirante (FN) – Presidente Nacional da AVCFN

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