Por VaniaLCintra
Lendo os nomes listados pela Comissão de jurados que pretende passar a História brasileira a limpo, surpreende-nos encontrar os de alguns que nunca haviam sido apontados como torturadores. E não encontrar os de alguns outros.
Entre os primeiros, por ser cansativo e inútil citar todos eles, um único pode ser trazido como exemplo: o de Eduardo Gomes, que não deixou prole que venha acusar publicamente  como sendo não menos que uma ignomínia ter sido ele apontado como um criminoso.

Entendemos que crime, ultimamente, deixou de ser o que sempre crime terá sido, e a palavra passou a definir dada postura com relação aos valores nacionais; nessas circunstâncias, o nome dos demais Patronos das Armas Nacionais e o da quase totalidade dos Comandantes militares, que tivessem sido ou não Ministros de Governo, deveriam acompanhar o do Patrono da Força Aérea naquela lista. Mais do que justo e coerente. Assim como o de quase todos os comandados – excetuando os reconhecidamente... “revolucionários”. Afinal, alegar um imperativo de consciência é um direito constitucional. Bastaria, então, que fossem consultados os Anuários das Forças. O trabalho da Comissão teria sido muito menos árduo e a lista não teria fim.

O que mais surpreende nisso tudo, porém, uma vez que a intenção é passar a História brasileira a limpo, nenhuma outra, é não encontrar naquela lista, como epígrafe, em destaque, o nome de Luís Alves de Lima e Silva. Que injustiça! Afinal, foi ele quem inspirou a ação de toda aquela gente que foi mencionada. Ou não foi?

Aqui fica a sugestão. Para as próximas listas. Que virão.

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