Aileda de Mattos Oliveira

Quando problemas nacionais ou de políticas públicas não são levados em conta pelo povo, mesmo que lhe atinjam diretamente, fica evidente não haver apreço pela terra; não haver elo afetivo entre povo e país. Inexiste identidade nacional.
Infeliz Brasil! Governos desqualificados; parte do povo de idêntica espécie! Geneticamente, filhos da mesma mãe: a malandragem!
Individualizado ou coletivamente considerado, desde o Segundo Império já era objeto de espanto de estrangeiros residentes no Rio de Janeiro, que o viam sem sintonia com o país, desvinculado da realidade nacional.

Não entendiam, por que nos tumultuados dias que antecederam e sucederam a passagem do regime monárquico ao republicano, fosse, apenas, espectador dos cenários que, a cada passo, se modificavam. Afirmavam que o Brasil não tinha povo. E ainda não tem, na sua totalidade.

SETENTA E CINCO ANOS DEPOIS, 1964, o Brasil permanecia sem brasileiros. Apenas, parte esclarecida da sociedade, combativa e consciente, compreendia que, sem disciplina e obediência às leis constitucionais, o país não poderia sobreviver.

Parte de um todo, a comunhão entre sociedade escolarizada e instituições foi-se fragilizando, à medida que os meios de informação sucumbiam ao charlatanismo comunista guevariano que impregnava as mentes de oportunistas cantores, compositores, atores, alguns sem voz, sem inspiração, sem capacidade interpretativa. Porém, assimilavam chavões antimilitaristas, antinacionalistas, mas, pró-militares cubanos, quesitos exigidos pelas emissoras para aceitá-los em seu meio, transformado num organismo tribal.

A sociedade mostrou que suas convicções se sustentavam em raízes superficiais, e deixou-se levar pelo embalo de melodias cujo subentendido das letras não percebia, mas de maneira manipulada, repetia. Deixou-se levar por políticos agarrados a qualquer facção que lhes oferecesse farelos de poder.

CENTO E VINTE E CINCO ANOS DEPOIS, 2014, define-se a existência de dois Brasis: um trabalhador, lutando em favor do desenvolvimento do país, cumpridor de seus deveres de contribuinte; e outro, deitado à sombra do primeiro. Neste outro, políticos ineptos e corruptores, além da parte da população estúpida e corrompida.

Não lhe abriram a porta de entrada da educação técnica de qualidade, nem por ela manifesta vontade de entrar. Basta-lhe o assistencialismo que o mantém no ócio e na ignorância. Mas, que importa, se o primeiro Brasil lhe sustenta a indústria de filhos e a compra do cabresto que lhe pôs a máfia maldita?

Hipnotizado pela esperteza, pela malandragem do indivíduo, levado ao Executivo da nação, sem ínfimas condições de governá-la, fez dele o seu modelo.

Agora, comprou-lhe a alma a encarnação do Mal, a quem o Destino, cúmplice, presenteou com a reeleição para que termine de dilacerar o que restou do repasto das hienas.

Vocês, não brasileiros, meros ocupantes do território, é tarde para pedirem ajuda ao “Padim Ciço”! Vocês, descendentes de Silvério dos Reis, mantiveram a herança da traição como arma de seus votos! Todos aliados do Inferno petista! Que nele se danem, pois!

(Dr.ª em Língua Portuguesa. Vice-Presidente da Academia Brasileira de Defesa)

 

 

 

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