Por Polibio Braga  
28 de outubro de 2014
Ao lado, resumão feito pela Folha de hoje. Um escândalo de corrupção das proporções encontradas na Petrobrás, envolvendo diretamente o governo e o seu Partido, o PT, não pode ser enfiado debaixo do tapete. 
Apesar das declarações grandiloquentes de Dilma Roussef ("Não deixarei pedra sobre pedra"), na prática as investigações parlamentares (CPI e CPMI) e do próprio governo não querem e nem apurarão nada sobre os grossos escândalos de corrupção na Petrobrás. 
As denúncias dos delatores do Lava Jato e do Petrolão, Alberto Youssef e Paulo Costa, chegaram diretamente ao gabinete presidencial, atingindo o ex-presidente e a atual presidente, passando por deputados, senadores, governadores, além de empreiteiros de grosso calibre.

 

. A melhor esperança de que o caso não acabe em pizza é a firme atuação do MPF e do juiz federal Sérgio Moro, que desde Curitiba não dão trégua e nem descanso a ninguém. 

. A reportagem de capa da revista Veja desta semana, que tanto desconfortou causou ao PT e a Dilma, remete à constatação de que muito mais coisa está por vir, porque o doleiro Alberto Youssef, internado às pressas no final de semana (leia nota abaixo) ficou de entregar a relação das contas numeradas que ele administra no exterior para o PT. 

. No momento em que os nomes e os fatos de corrupção ligados a eles forem comprovando o tamanho oceânico da organização criminosa, o Congresso não terá como escapar de investigações que fatalmente resultarão numa nova CPI e até na possibilidade de julgamento político (impeachment) da presidente Dilma Roussef. 

. O próprio líder do PMDB, provável novo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, acha que isto é inevitável, conformou declarou hoje aos jornais. 

. O Ano Novo promete ser de muitos presentes de grego para o PT, Lula e Dilma.

 

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